Cientista espera que o mundo viva sem influência da religião


Evolucionista em evidência, o biólogo inglês Richard Dawkins levará ao palco principal da VII Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), em sua conferência marcada para hoje (2), uma apaixonada defesa da ciência e da razão em detrimento da religião. O convite a Dawkins é um dos destaques da Flip no ano em que se comemoram os 150 anos de A origem das espécies, livro de Charles Darwin.


Autor do polêmico livro Deus, um delírio, em que nega qualquer preceito para explicar a origem da vida, Dawkins reiterou que o mundo sem religião é, sim, parte da evolução da humanidade. “Eu realmente espero que o mundo viva sem religião”, disse, em entrevista coletiva.


O biólogo reconheceu, contudo, que fé e ciência podem conviver e citou o físico Albert Einstein, que, não raro, fazia referências a Deus. “Mas Einstein não acreditava em nenhum tipo de Deus personalizado. Por Deus, Einstein entendia como o profundo mistério que ainda não compreendemos”, ressaltou.

Por Lísia Gusmão

UM DISCURSO SOBRE OS FILHOS-DA-PUTA


Todos os pequenos filhos-da-puta
são reproduções em
ponto pequeno
do grande filho-da-puta,
diz o grande filho-da-puta.

dentro do
grande filho-da-puta
estão em ideia
todos os
pequenos filhos-da-puta,
diz o grande filho-da-puta.

tudo o que é bom
para o grande
não pode
deixar de ser igualmente bom
para os pequenos filhos-da-puta,
diz o grande filho-da-puta.

o grande filho-da-puta
foi concebido
pelo grande senhor
à sua imagem e
semelhança,
diz o grande filho-da-puta.


é o grande
filho-da-puta
que dá ao pequeno
tudo aquilo de que ele
precisa
para ser o pequeno filho-da-puta,
diz o grande filho-da-puta.

de resto,
o grande filho-da-puta vê
com bons olhos
a multiplicação
do pequeno filho-da-puta:

o grande filho-da-puta
o grande senhor
Santo e Senha
Símbolo Supremo
ou seja, o grande filho-da-puta.

Por Alberto Pimenta

I LOVE YOU LULA - O GOSTOSÃO NÚMERO UM DO BRASIL


Veja antes que cheguem as bancas, talvez sejam retiradas, as foto da gostosona Valesca Popozuda nuazinha como veio ao mundo admirando e esfregando o retrato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva do Brasil no corpo.

A funkeira disse que Lula é do povo e que acha uma bobeira tirar a sua edição especial por conta disso, e se tirarem ameaça: “vou fazer uma pirata com umas fotos que eu tenho em casa e vender na Uruguaiana para galera poder curtir”.

Nos desculpe dona Marisa mas Lula merece esta "homenagem".

Do blog

CANNABIS SATIVA – SIM OU NÃO?

Fumada em cigarros, conhecidos como "baseados", ou inalada com cachimbos ou narguilés, a maconha é um entorpecente produzido a partir das plantas da espécie Cannabis sativa, cuja substância psicoativa – aquela que, na gíria, "dá barato" – se chama cientificamente tetraidrocanabinol, ou THC.

UM MUNDO LIVRE DE DROGAS É INGENUIDADE OU EQUÍVOCO?

Os danos à saúde são reconhecidos e não quero aqui exaltar as virtudes da erva, a não ser suas propriedades terapêuticas para uso medicinal. Só que pensando de forma lógica os números e o mercado falam que se gastam bilhões de dólares por ano, mata-se, prende-se, mas o tráfico se sofistica, cria poderes paralelos e se infiltra na polícia e na política. O consumo aumenta em todas as classes sociais. Desde 1998, quando a ONU levantou sua bandeira antidrogas, no comércio mais que triplicou o consumo de maconha e cocaína na América Latina.

Segundo a Revista Época, há 200 milhões de usuários regulares de drogas no mundo. Desses, 160 milhões fumam maconha. A erva é antiga – seus registros na China datam de 2723 a.C. –, mas apenas em 1960 a ONU recomendou sua proibição em todo o mundo. O mercado global de drogas ilegais é estimado em US$ 322 bilhões. Está nas mãos de cartéis ou de quadrilhas de bandidos. Outras drogas, como o tabaco e o álcool, matam bem mais que a maconha, mas são lícitas. Seus fabricantes pagam impostos altíssimos. O comércio é regulado e controla-se a qualidade. Crescem entre estudiosos duas convicções. Primeira: fracassou a política de proibição e repressão policial às drogas. Segunda: somente a autorregulação, com base em prevenção e campanhas de saúde pública, pode reduzir o consumo de substâncias que alteram a consciência. Liderada pelos ex-presidentes, a comissão defende a descriminalização do uso pessoal da maconha em todos os países. "Temos de começar por algum lugar", diz FHC. "A maconha, além de ser a droga menos danosa ao organismo, é a mais consumida. Seria leviano incluir drogas mais pesadas, como a cocaína, nessa proposta".

Mesmo com o investimento de US$ 6 bilhões dos Estados Unidos no Plano Colômbia, a área de cultivo de coca na região andina permanece com 200 mil hectares.

QUEM PRODUZ?

A comissão latino-americana acha "imperativo retificar a estratégia de guerra às drogas dos últimos 30 anos". Nosso continente continua sendo o maior exportador mundial de cocaína e maconha, mas produz cada vez mais ópio e heroína e debuta na produção de drogas sintéticas.

QUEM CONSOME?

O hemisfério norte consumidor por excelência. Nos Estados Unidos, ainda se encarceram usuários na maioria dos Estados, e a Europa faz vista grossa ao consumo, mas não muda sua legislação.

Os ex-presidentes Ernesto Zedillo, César Gaviria e Fernando Henrique (da esq. para a dir.), em encontro no Rio, na semana passada. Eles defenderam a revisão das leis contra as drogas e a descriminalização da posse de pequenas quantidades de maconha.

QUEM APÓIA A LIBERAÇÃO?

Agora, não são hippies nem pop stars. São três ex-presidentes latino-americanos, de cabelos brancos e ex-professores universitários, que encabeçam uma comissão de 17 especialistas e personalidades: o sociólogo Fernando Henrique Cardoso, do Brasil, de 77 anos, e os economistas César Gaviria, da Colômbia, de 61 anos, e Ernesto Zedillo, do México, de 57 anos. Eles propõem que a política mundial de drogas seja revista.

QUEM É CONTRA? PORQUE É CONTRA?

Com a liberação do consumo da maconha, mais gente experimentaria a droga. Isso aumentaria o número de dependentes e mais gente sofreria de psicoses, esquizofrenia e dos males associados a ela. Mais gente morreria vítima desses males. "Como a maconha faz mal para os pulmões, acarreta problemas de memória e, em alguns casos, leva à dependência, não deve ser legalizada", afirma Elisaldo Carlini, médico psicofarmacologista que trabalha no Centro Brasileiro de Informação sobre Drogas (Cebrid). "Legalizá-la significaria torná-la disponível e sujeita a campanhas de publicidade que estimulariam seu consumo".

"A lei sempre pode melhorar, mas sou contra esse tipo de mudança", diz o deputado estadual Edson Ferrarini (PTB-SP), que há 36 mantém uma entidade de recuperação de dependentes de drogas. "Nossa legislação já é atualizada. Hoje, não existe ninguém preso por fumar maconha. O problema é que 90% das pessoas envolvidas com drogas como cocaína, heroína e crack começaram com maconha. E, no Brasil, as pessoas começam cedo nas drogas". Para ele, assim como para a ONU ou para o governo americano, controlar a oferta das drogas por meio de políticas de segurança e do combate ao tráfico e ao consumo é a melhor forma de combater os danos que elas causam à saúde.


QUEM BUSCA POSICIONAMENTO COERENTE?

NO EXTERIOR
Martin Jelsman
"A proibição das drogas ilícitas pôs o mercado desse lucrativo comércio em mãos de organizações criminosas e criou enormes fundos ilegais que estimulam a corrupção e os conflitos armados em todo o mundo", diz o cientista político holandês Martin Jelsman.

Milton Friedman
O economista Milton Friedman (1912-2006) apoiou estudos da Universidade Harvard que mostram que, se a maconha fosse liberada e legalizada, em vez de se gastar uma fortuna com a proibição, haveria um ganho potencial de US$ 7,7 bilhões por ano e de US$ 6,2 bilhões em taxas para investimento em saúde pública. Trata-se de um potencial de arrecadação comparável ao do tabaco.

Robert Sweet
Em vez disso, a política dos EUA em relação às drogas vem custando fortunas ao contribuinte americano. Cresceu de US$ 10 bilhões, nos anos 80, para US$ 35 bilhões anuais. "É um fracasso como custo-benefício. Taxar as drogas e fornecer assistência à saúde do usuário é o caminho adequado. Todas as drogas que alteram o comportamento da mente devem ser controladas, exatamente como o álcool, com restrições de venda de acordo com lugares e horários e, obviamente, jamais a menores", diz o juiz federal americano Robert Sweet, de Nova York.

NO BRASIL

Kátia Tavares
No Brasil, a legislação continua ambígua em relação ao consumo nos espaços públicos. Em outubro de 2006, entrou em vigor no país a Lei Antidrogas nº 11.343. "É mais uma reforma de caráter simbólico, já que não diferencia a figura do experimentador, ocasional consumidor ou usuário frequente de entorpecentes", afirma Kátia Tavares, da Comissão de Direito Penal do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB). “O atual texto não deixa de criminalizar a conduta do porte para consumo pessoal, pois prevê como pena a prestação de serviços à comunidade, além de fixar medida educativa semelhante a um castigo, imposta pelo juiz criminal”. Não seria oportuno, pergunta Tavares, que o consumo próprio de drogas fosse examinado pelo Ministério da Saúde? "Descriminalizar a conduta da posse para uso próprio é uma medida urgente. Isso não significa a legalização das drogas", afirma ela.

FHC
A menos de 1 quilômetro da casa de qualquer latino-americano ou norte-americano, diz o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a maconha está disponível. Mas quem fuma maconha não dispõe da ajuda do sistema de saúde pública. Caso se torne um dos 10% que, em algum momento da vida, se tornam dependentes ou viciados, ele não terá assistência do Estado.

Alberto Cardoso
No início do mês, quatro policiais, em três triciclos, detiveram jovens que fumavam maconha no Posto 9, na Praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. Os policiais foram vaiados e houve tumulto. No Brasil, o usuário não pode, pela legislação, ser preso. Mas o policial pode levá-lo para a delegacia e fichá-lo por consumir uma droga ilícita, condenando-o a trabalhos comunitários. Ou pode achacá-lo. Porque, ao fumar um baseado, ele continua cometendo um crime. "Há uma brecha na lei que precisa ser mais bem explicada ou reescrita", diz o general Alberto Cardoso, da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad). "Deter ou não o usuário de maconha ainda depende do arbítrio ou da educação dos policiais brasileiros". A comissão propõe que se mude a maneira de enxergar o consumidor de maconha. Ele deixaria de ser um infrator.

Rubem César Fernandes
"O que aconteceu com esses jovens tem tudo a ver com os objetivos a longo prazo da comissão latino-americana", diz Rubem César Fernandes, diretor da ONG Viva Rio. "A política de repressão pura e simples cria oportunidades para o crime e reforça a tendência de desvios na classe média, especialmente no consumo de ecstasy, presente em todas as raves. Na Europa, a política tem sido colocar nas festas não policiais, mas agentes de saúde. Quando veem alguns jovens 'brilhando' demais, fazem coleta de sangue, mandam para casa. Essa rapaziada que começa a comprar de amigos e vê que pode ficar rico comprando e revendendo entra no crime sem nem se dar conta. Porque não há conversa, informação, prevenção. A proibição é um estímulo ao desvio". Fernandes, que admite já ter sido viciado em maconha quando vivia nos Estados Unidos, afirma que, futuramente, a saída para minar o tráfico talvez seja a legalização de todas as drogas, com o comércio regulado. Nem todos concordam.

E O CASAMENTO ARMAS X DROGAS?

A Polícia Federal concluiu, no Rio de Janeiro, duas operações contra quadrilhas de traficantes de classe média que abasteciam a Zona Sul da cidade com drogas sintéticas e forneciam armas aos bandidos dos morros. Os moradores do condomínio Lagoa Azul, na Lagoa, bairro nobre do Rio, assistiram, logo ao acordar, a uma cena comum apenas nas favelas vizinhas. Dezenas de policiais vasculhavam o edifício. O carro de quem saía de casa para o trabalho era revistado. Muitos perguntavam se um assalto ocorrera no prédio e se os policiais procuravam os bandidos. Ninguém imaginava que os agentes caçavam o vizinho da cobertura, avaliada em R$ 1,2 milhão, acusado de tráfico de drogas. Henrique Dornelles Forni, o Greg, de 25 anos, foi um dos 51 presos nas operações em diversos Estados.

Quadro de Mihály Zichy, "Lúcifer". Mostra o banimento de Lúcifer do Céu por Deus.

MAURICINHO GREG – O ANJO DECAÍDO?

Greg seria, segundo a polícia, um exemplo de "mauricinho" de classe média alta que saltou do consumo em festas para o tráfico internacional.

O pai de Greg, o publicitário Paulo de Tarso Forni, afirma que o rapaz fuma maconha desde os 14 anos, com permissão médica, porque sofre de dislexias e fobias: "Faz mal fumar? Eu não discrimino ninguém que fuma maconha". Greg só teria deixado o país uma única vez nos últimos sete anos, para uma viagem à Disney. "Ele vive lavando roupas de mendigos, tem um grande coração. Devia ser candidato a vereador", diz o pai. A incredulidade de Paulo de Tarso é a mesma dos pais de outros jovens. Na sede da PF, onde os rapazes estão presos, duas mães desmaiaram.

A história de Greg alimenta a grande fantasia da maconha como porta de entrada para os maiores pesadelos paternos: a dependência de drogas pesadas – como crack e cocaína – e o envolvimento com o crime. Ele não só comprava e revendia balinhas. Greg teria arrendado duas bocas de fumo no morro. Segundo a polícia, Greg passava seus dias na Lagoa e, à noite, trabalhava na boca de fumo, de fuzil na mão. Para a família, dizia que estava em baladas na "night".

LUGAR DE TRAFICANTE É NA CADEIA?

A comissão de ex-presidentes e personalidades defende debates honestos e francos. E continua a defender a repressão ao crime organizado. As famílias, as escolas, as igrejas precisam encorajar o debate, sem tabus, porque a guerra às drogas, de acordo com eles, não deu certo.


TABAGISMO & CIA

Quem defende a legalização do uso da maconha costuma usar o argumento da Lei Seca: a proibição do álcool nos EUA entre 1919 e 1933 aumentou o consumo e gerou crime e violência. E cita o exemplo recente do tabaco, cujo uso é sete vezes maior que o da maconha, mas vem se tornando uma droga antissocial sem que os fumantes sejam presos – somente com fortes campanhas de conscientização e restrição de espaços. Quem é contra a legalização está convicto de que o consumo e o vício aumentariam brutalmente na juventude e que a existência de drogas danosas liberadas não justifica legalizar mais uma. Mesmo os partidários da legalização de todas as drogas acreditam num processo gradual, que seja adotado em todo o planeta, para que um país de lei mais liberal não sirva de refúgio aos traficantes perseguidos nos demais.

"O tabagismo é considerado a maior causa evitável de doença e morte no mundo", diz a pesquisadora Analice Gigliotti, presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas – a favor da descriminalização (do consumo), mas contra a legalização (da venda). Ela faz um paralelo entre tabaco, álcool e maconha. "O cigarro mata metade de seus usuários precocemente – de câncer, doenças pulmonares e cardiovasculares. Mas não provoca alteração de comportamento", afirma. A maconha, segundo ela, tem um potencial de vício inferior ao do tabaco e comparável ao do álcool. Mas vicia, com direito a síndrome de abstinência e tudo. Pode provocar câncer, prejudicar a capacidade de aprendizado e perda dos reflexos motores, o que também aumenta acidentes de trânsito.

A pesquisa da Beckley Foundation relaciona ansiedade, paranoia e sintomas psicóticos entre os efeitos do uso da maconha em altas doses. Mas sustenta que as consequências para a saúde são menos danosas que as do álcool. Mais da metade dos brasileiros bebe. E os números da violência confirmam a profunda relação do álcool com o crime. Ele está relacionado a: 86% dos homicídios; 60% dos abusos sexuais; 37% dos assaltos; 13% dos abusos de crianças; 60% dos homens e 25% das mulheres envolvidos em violência doméstica.

SERIA ESSA UMA SOLUÇÃO VIÁVEL?

Muitas perguntas continuam sem resposta. Duas delas são básicas. De que adianta descriminalizar o uso da maconha se o comércio for mantido ilegal? Comprar pode, mas vender não? Uma saída – somente no caso da maconha – seriam as plantações domésticas, tendência em alguns países. “A resposta para isso tem sido microprodução”, diz Fernandes, do Viva Rio. "Na Califórnia, é permitida a produção doméstica. Os usuá­rios nem gostam da ideia de passar a produção às empresas de cigarro. Na Holanda, é permitido o cultivo de até cinco pés da planta em casa. Na Bélgica e na Espanha, até dois". Dessa forma, o usuário não só garantiria a qualidade do produto, mas também ficaria longe dos traficantes. O consumo se dissociaria do crime organizado.

Já se sabe que nem o policial nem o juiz – e provavelmente nem os pais – impedem um jovem de experimentar ou continuar a consumir drogas, legais ou ilegais. Se é utopia imaginar um mundo livre de drogas, também é ingênuo supor que o ser humano trate de questões polêmicas sem considerar seu aspecto moral. Governos, ao estabelecer políticas, devem dar o exemplo e ser realistas. Os indivíduos escolherão o certo e o errado de acordo com sua formação, educação ou religião. Hoje, é praticamente consenso que o usuário de qualquer droga, não apenas maconha, não deve ser tratado como criminoso.

Acima de tudo, deve prevalecer a visão do filósofo inglês John Stuart Mill (1806-1873): “Sobre si e sobre o próprio corpo, o indivíduo é soberano”.

NOTA DA LUA NUA: Todo esse material eu li aqui e depois ordenei para que ficasse bem menor do que na matéria.

Apesar de não ser usuária, nem de maconha, nem de nenhuma droga lícita ou ilícita (incluindo a venenosa comida do Mac D., mas excluindo a gostosa e gelada cerveja) eu sou uma cidadã plugada.

Acho difícil o Estado e a lei resolverem se as drogas devem ou não devem ser legalizadas, se o aborto deve ou não ser permitido, mas acredito que com união e boa vontade do Estado & Sociedade poderá num futuro, não muito distante, chegar a um senso comum e benéfico para a humanidade.

A meu ver, cada país deveria chegar a um consenso, mas depois todos os países deveriam se reunir e usar uma só conduta legal. Acredito que isso facilitaria o que fazer na hora que os "inimigos da lei" mudassem de endereço.

Por Lua Nua

MADAME MIM - NÃO PENSE DUAS VEZES


"A felicidade é um susto. Chega na calada da noite, na fala do dia, no improviso das horas. Chega sem chegar, insinua mais que propõe... Felicidade é animal arisco. Tem que ser admirada à distância porque não aceita a jaula que preparamos para ela. Vê-la solta e livre no campo, correndo com sua velocidade tão elegante é uma sublime forma de possuí-la. (...)

Felicidade é palavra pouca que diz muito. É frase dita na hora certa e que vale por livros inteiros. Eu busco a frase de cada dia, o poema que me espera na esquina, o recado de Deus escrito na minha geladeira...
(...) A felicidade é meu destino de honra, meu brasão e minha bandeira. Eu quero a felicidade de toda hora. (...)

A felicidade é coisa sem jeito, mas com ela eu me ajeito. Não a forço para que seja como quero, apenas acolho sua chegada, quando menos espero.
E então sorrio, como quem sabe que, quando ela chega, o melhor é não dispersar as forças... E aí sou feliz por inteiro na pequena parte que me cabe.
O que hoje você tem diante dos olhos? Merece um sorriso? Não pense duas vezes... "

Por Fábio de Melo.

MISSÃO MACHO: ENGRAVIDAR A VIZINHA

Meu amigo, você ai que anda mais liso que mussum de brejo, que anda comprando fiado e pedindo o troco, repare na moleza desse emprego: R$ 5.700,00 para fazer um menino, engravidar uma fêmea. Não uma fêmea qualquer, não uma criatura avulsa e não-sabida, nada de cobaia de pesquisas, nada disso, meu caro, simplesmente a mulher do vizinho.

Imagine a cena. Certa manhã, você acorda ali sofrido com as dívidas, olhão arriado de tanta tristeza, ai vem o morador do apartamento ao lado e diz:

-Costa, meu chapa, estou precisando muito dos seus préstimos, podemos falar um minutinho?.

Você, que é do ramo, pensa logo em um pedido de grana, a velha e cordial “facada”, e se antecipa:

-Amigo, no momento estou sem condições, mas quem sabe para o mês...

-Que que é isso, vizinho, muito pelo contrário. Tenho é uma proposta para te fazer...

Nisso a mulher do proponente chega na área:

-Deixa que eu mesma falo, Miltinho, pode ser?

O velho Costa estranha o movimento, afinal de contas o nível de intimidade com o casal do 303 era o mínimo. Nada além de ois, boas noites, feliz páscoa, etc.

-Sou eu que estou precisando, então eu mesmo desembucho –atalhou a mulher, impaciente, olho no olho do nosso amigo.

-Tudo bem, tudo bem, não está mais aqui quem estava falando –diz Miltinho, coitado, um banana.

O velho Costa fica mais encafifado ainda e ensaia um drible de corpo para pegar o elevador, fingindo algum atraso –como se aquele desocupado tivesse algum compromisso na vida.

-Preciso que faças um filho em mim –desembuchou a fogosa fêmea, objetiva, sem nove-horas.

O velho Costa até que já havia pisado na bola inúmeras vezes com o último dos dez mandamentos, mas nada que tivesse ido além da cobiça e do desejo na mulher do próximo. Nada além do platônico.

-Como assim, gente, não estou entendendo mais nada, que pegadinha é essa!? –assombrou-se o camarada.

-Isso mesmo que o nosso querido vizinho ouviu: preciso que faças um neném em mim, com a máxima urgência possível.

A vizinha não era nada de se jogar fora. O velho Costa, amante das mulheres fartas, sempre admirou o seu latifúndio dorsal.

-E, querido vizinho, estamos dispostos a te remunerar pelo trabalho, bem sabes que nessa vida não tem almoço de graça, não é mesmo?! –declarou o manso corno de resultados.

-Cinco mil e setecentos pela labuta –sorriu a fogosa.

O velho Costa não pegava um galo, como ele sempre chamou a cédula de 50, havia meses. Imagine a cara de espanto da infeliz criatura.

-E já podemos começar as tentativas hoje mesmo, não é benhê? –disse a mulher, toda sedutora, sob o olhar resignado e sincero do esposo.

-Chega de pegadinha, cadê a câmera da tevê?, fala sério! –apelou, acuado, o velho Costa.

Para mostrar que o movimento era sexy e a proposta à vera, a fogosa fêmea foi logo puxando o vizinho para o sofá da sua sala.

O maridão foi até o botequim da esquina, tomar um suco com um sanduíche natural –era um corno saudável!-, enquanto os dois se pegavam pela primeira vez.

E assim continuou a safadeza. Mas acontece que depois de quase seis meses, com direito a três tentativas semanais, o velho Costa, assim como o maridão estéril, não conseguiu emprenhar a maldita. O pior é que o miserável já havia embolsado quase todo o dinheiro.

Resultado: o casal processou o vizinho por ineficiência e outras brochuras capitais. O rolo segue na Justiça.

DE FATO & DE DIREITO

O caso acima, amiga, parece mentira, mas aconteceu de fato e de direito na Alemanha. Só adaptei a safadeza para o solo pátrio. É que o velho Costa e este cronista ficamos mesmo morrendo de inveja da missão do Frank Maus, o vizinho alemão encarregado de embuchar dona Traute, o nome real da fogosa. O maridão atende pelo batismo de Demetrius Soupolos. A informação saiu originalmente no “Bild”, periódico alemão.

Por xico sá

Maratona de Masturbação agitou a cidade de San Francisco, nos Estados Unidos

San Francisco celebra virtudes do prazer solitário com a 'Masturbatona'

San Francisco celebrou as virtudes do prazer solitário na edição 2009 da maratona da masturbação, chamada "Masturbate-a-Thon", destinada a banalizar uma prática sexual que ainda é considerada tabu e a arrecadar fundos para obras de caridade.

"É como uma maratona; a diferença é que os pés não doem no final, a não ser que você se masturbe de maneira incomum", explicou no sábado uma das fundadoras do evento, Carol Queen, funcionária do sex-shop Good Vibrations, em San Francisco (oeste).

Em 1995, a loja decretou que o mês de maio seria o da masturbação e pediu a seus clientes que buscassem pessoas dispostas a pagar por minuto para vê-los se masturbar, com o objetivo de arrecadar fundos para causas ligadas à sexualidade.

A primeira Masturbatona foi realizada em 2000 e inspirou depois eventos semelhantes em Londres e em Copenhague.

Entre as centenas de pessoas que colocaram a mão na massa no sábado, Masanobu Sato, número dois de um fabricante japonês de brinquedos sexuais, viajou de Tóquio para defender o título de resistência conquistado no ano passado, com uma duração de 9 horas e 33 minutos.

"Ele treina para o evento", explicava um de seus colegas. Mas neste ano, Sato "tem um rival procedente da Flórida".

O público pagante assiste ao espetáculo em una galeria em torno do "masturbatorium", onde os participantes são observados por sexólogos ao longo da competição.

"O mais importante é ir devagar e respirar", recomendava o "sex coach", Ed Ehrgott.

"É uma maneira de se conectar consigo mesmo. É a prática mais segura que há", segundo esse ex-campeão do torneio.

Entre os vários títulos em disputa na Masturbatona também estava o de quantidade de orgasmos.

Fonte AFP

REFLEXÕES - ENTENDER É SEMPRE LIMITADO

Quando olhei pra você como quem pede socorro porque não entendia nada do que estava acontecendo, você simplesmente sorriu, virou as costas e saiu caminhando com seus passos irritantemente lentos e decididos, sem olhar uma única vez para trás. Eu faria o mesmo se pudesse, mas fui na direção oposta e corri, corri, corri ... o coração acelerado querendo rasgar o peito, rosto vermelho e respiração ofegante. Até que cansei.
O trem parou na hora errada e eu subi mesmo assim. É o que faço sempre. Não sei escolher a via. Não sei vasculhar o pior nas pessoas e acredito fácil em mentiras bobas. Mas por outro lado, enxergo o que ninguém quer ver e vejo e sinto tudo antes de acontecer.
Nunca mais sentei embaixo daquelas árvores nem voltei naquele lugar. Porque eu não posso e a culpa continua sendo somente sua.
E agora, redescubro minhas virtudes e questiono valores antigos. Como uma mudança de textura, algo conveniente. Todas as vidas em uma só e todo o tempo que foi perdido, aflorando em idéias novas e sem sentido algum. Pensamentos reciclados na porção confusa do ser que habita em ruas estranhas.
É isto, sou uma estranha. Tão comum que passo incólume e despercebida na multidão. E o que eu faço com esta vontade de não fazer nada que não passa?
Não responda. Não fale comigo se não me conhece, porque o mau humor aflora e me vingo de todos os silêncios contidos. E se me conhecer um pouco, vai esquecer tudo e me deixar só com meus pensamentos!
É hora de apagar a luz e dormir ajuda a esquecer. A cortina desceu faz tempo, mas isto já não é mais novidade.
Azar de quem fica sem entender.
Eu também não entendo.

Por Dulce Miller - na moça dos sonhos

Ministro Minc participa de marcha pela legalização da maconha no Rio

A Marcha da Maconha realizada no Rio de Janeiro contou com a presença do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

“Hoje a guerra das drogas mata mais do que a overdose. Só a hipocrisia não vê isso”, gritou o ministro, sendo aplaudido e ovacionado por todos.

Segundo os organizadores, o protesto foi realizado em mais de 250 cidades do mundo, incluindo Berlim, Madri e França. Outras regiões do Brasil também participaram do evento. No Rio, os organizadores esperavam reunir, pelo menos, duas mil pessoas.

“Não é porque eu sou ministro que ia deixar de fazer o que eu acredito. Grande parte da violência que nós sofremos é por causa do tráfico. Usuário não pode ser tratado como criminoso”, completou Minc.

C/A

Não é Brincadeira - Criança de 7 anos já ganhou até preservativo como brinde do Mc Donald's

Novamente uma criança de sete anos ganhou um preservativo dado como brinde junto com um lanche da rede de lanchonetes Mc Donald's. Desta vez uma menina de 7 anos comprou no Mc Donalds, em Freiburg, na Suiça.

No primeiro caso, o preservativo foi descoberto pela avó da menina em um sacola de brindes que veio com o lanche, adquirido em uma loja da cidade de Wellington, na Nova Zelândia.

O avô da criança, Rowan Hutch, afirmou ao jornal "The Dominion Post" que sua mulher ficou "muito surpresa" ao descobrir o preservativo, que estava sem a embalagem.

"Ela ficou horrorizada. Por sorte, encontramos antes da minha neta, seria difícil explicar a ela sobre o preservativo, ela tem apenas sete anos", disse Hutch.

Na maior desfarçatez o Mc Donald's dizze até investigou como o preservativo foi parar na sacola de brindes, que deveria conter um kit para crianças.

De acordo com a porta-voz da rede, Joanna Redfern-Hardisty, devido à popularidade da promoção, as sacolas usadas para distribuir os brindes haviam acabado, e a loja reutilizou sacolas que continham kits esportivos para adultos para embalar os kits infantis.

Segundo ela, um dos preservativos, que estava sem a embalagem, "de alguma forma" caiu acidentalmente dentro da sacola que deveria conter o kit infantil. Nesta última vez o preservativo aberto foi encontrado numa batata frita.

Por Vampíria

CASAL É FLAGRADO FAZENDO SEXO NOS JARDINS DA RAINHA ELIZABETH

Um casal britânico embriagado foi surpreendido mantendo relações sexuais no jardim do Castelo de Windsor, na Inglaterra. Segundo informa o jornal The Sun nesta sexta-feira, inúmeros turistas ficaram espantados ao se deparar com a cena. A rainha Elizabeth estava no castelo, mas não presenciou o incidente.

O casal manteve a relação sexual por cerca de 20 min, até ser retirado do local por agentes armados, responsáveis pela proteção da família real britânica. Algumas testemunhas começaram a gritar e outras chamaram a polícia. Segundo o The Sun, turistas japoneses gravam a cena.

O casal, que segundo publica a imprensa inglesa "leva uma vida normal", declarou estar mortificado pelo feito. Sue Cook, uma das testemunhas, disse que a mulher deve "ter morrido de tanta vergonha" quando acordou, no dia seguinte. "Ela se tornou uma atriz pornô", brincou.

Um porta-voz do Castelo de Windsor declarou que a rainha se encontrava na residência no momento do incidente, porém suas instalações privadas ficam do outro lado do castelo. Assim, não tomou conhecimento do que aconteceu.

Efe/JP

VIAGENS E REFLEXÕES - PASTÉIS DE VENTO

Preciso ser mais suave com as palavras, pra que elas não cortem tão fundo a ponto de fazer sangrar. Porque nem todas as verdades precisam ser ditas por completo, algumas devem ficar sempre subentendidas. E quando as pessoas perguntam, elas querem ouvir o que precisam ouvir; e nem sempre isso será verdade. Preciso aprender a ficar calada, já diz o velho ditado, a palavra é de prata, mas o silêncio é de ouro. E calar não é só consentir, calar é permitir... permitir que os outros vivam seus pequenos grandes momentos, sem o balde de água fria que traz de volta à realidade, que faz parar pra pensar. Calar é deixar que o outro descubra por si só o caminho das pedras, por mais que você já tenha ido e voltado várias vezes, e saiba que no começo as pedras machucarão seus pés, pra depois entender que isso serviu pra lhe dar os calos que hoje lhe impedem de sentir novamente todas as dores. Preciso mesmo. E preciso, mais que qualquer coisa, arranjar assunto pra escrever, pra ninguém pensar que isso aqui é um blog de auto-ajuda.

Postado por Ah...

Comunidade debaterá construção do beijódromo Darcy Ribeiro

Alunos, professores, técnicos e administração da UnB vão discutir a localização do beijodromo Darcy Ribeiro.

Acredita-se ainda que entrará na pauta se este terá circuito interno de TV, e a quem pertenceriam os direitos autorais das cenas explicitas e as nem tanto, se terá palco para apresentações individuais e coletivas, caso percam o controle da sacanagem, digo, da situação e este vire fudelodromo, se terá alguém para apartar o casal, se tocará uma sirene, se distribuirão gratuitamente camisinhas, papel higiênico, pomadas, máscaras...

Decisões importantes estarão em pauta, como exemplo, se professoras, professores, servidores poderão participar ou só ficar olhando, se terá lugar para lavar as genitálias moles e as meladas após o uso intenso e prolongado, se o fudelodromo poderá ser frequentado por grupos de homossexuais ou grupos de três ou mais pessoas juntas. Aguardemos.

Do blog

Cimento, Cocaína e um Colunista Ensandecido

Diogo Mainardi adora provocar polêmica. Nem sempre é feliz: algumas vezes consegue criar enorme barulho, em outras passa apenas despercebido. Ironia e sarcasmo são algumas das armas que o colunista da revista Veja sempre utiliza para tentar obter o efeito desejado. Quem acompanha os escritos de Mainardi conhece bem suas
posições políticas, tão explicitamente alardeadas e que podem ser sintetizadas na confissão do próprio colunista, em um texto publicado em agosto de 2005: "Quero derrubar Lula". É simples assim, não tem jeito de não entender.

Na edição corrente de Veja (nº 2108, com data de capa de 15/04/2009), Mainardi volta a citar o presidente da República no título de sua coluna, reproduzida ao final deste artigo. "O Lula shakespeariano" poderia ser apenas um texto cômico, uma piada meio sem graça, dessas que nem todo mundo entende. Talvez a melhor coisa seja não levar a sério o que diz o colunista, como se faz com as brincadeiras às vezes bem agressivas dos palhaços de circo. Em certos casos, porém, vale a pena entrar no jogo de Mainardi - por trás das ironias e das palavras bem escolhidas está uma ideologia consumida pelos milhões de brasileiros que assinam ou compram Veja nas bancas.

No texto em questão, a ironia de Mainardi é dirigida ao corte do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) em alguns produtos, em especial o cimento, que o jornalista considerou pequeno. Tal ironia pode ser compreendida na comparação feita entre a medida tomada por Lula em relação ao IPI e o esforço de Barack Obama para recuperar a economia dos Estados Unidos - segundo Diogo Mainardi, o presidente norte-americano "está aumentando o déficit público, num prazo de dez anos, em cerca de 6 500 000 000 000 de dólares (com todos os zeros)", ao passo que Lula teria conseguido reduzir "o custo do saco de 25 quilos de cimento em cerca de 40 centavos (com todos os zeros)".

Até aqui, nenhum problema, certos analistas econômicos meio chinfrins que se lêem por aí devem até concordar com a mui justa comparação de Mainardi. IPI brasileiro e déficit público americano, tudo a ver. Mas vamos em frente.

O que vem na sequência de tão estapafúrdia comparação é que realmente choca no texto de Mainardi: "No Brasil, ao contrário, o corte do IPI do cimento ajudará, indiretamente, uma indústria próspera: a do comércio de drogas. Em primeiro lugar, estimulando o crescimento das favelas. Encasteladas nos morros, elas correspondem, para os traficantes, às fortalezas medievais: Comando Vermelho e William Shakespeare. Em segundo lugar, subsidiando a cocaína. Algumas semanas atrás, o Globo mostrou que os traficantes da Rocinha (o rei do tráfico - o Henrique IV da Rocinha - é conhecido como Nem) misturam cimento à cocaína. O que fez o governo? Zerou o IPI da cocaína por três meses, garantindo uma economia de 40 centavos a cada 25 quilos. Isso sim é uma medida anticíclica", escreveu o colunista de Veja.

Favelado é Traficante


É muito raro ver tanto preconceito junto em um só parágrafo. Na verdade, é realmente incrível que tamanha sandice tenha sido publicada. Sim, trata-se de um texto humorístico e no humor vale qualquer coisa, mas o que vai acima não chega a ter muita graça, lembra as piores e mais infames piadas racistas. Em menos de dez linhas, Mainardi reforça as idéias de que quem mora na favela é traficante, de que é preciso conter o crescimento das favelas e o de que o problema do tráfico de droga está no traficante, e não na sociedade. Tudo isto para não falar da risível acusação ao governo Lula, qual seja a de subsidiar o tráfico por meio da redução de impostos para... cimento. Aí realmente não dá nem para levar a sério, é apenas uma piada nonsense.

Analisando um pouco mais a fundo, estão presentes no texto de Mainardi alguns dos chavões que a classe média brasileira mais gosta, porque jogam no colo do governo problemas sociais bastante complexos e de difícil solução - a questão da droga e da favelização dos grandes centros urbanos. Diogo Mainardi reforça sutilmente a idéia de que a solução é "jogar uma bomba nos morros e acabar com os favelados", tão presente no discurso nem sempre tão envergonhado de certa classe média ultradireitista. Também com a mesma "sutileza" o colunista procura vincular o presidente Lula aos dois pólos negativos de seu texto - drogas e favelas -, apresentando-o como um aliado dos traficantes e dos pobres habitantes dos morros. Assim, fecha-se o círculo: ideal mesmo seria "jogar uma bomba nos morros com o Lula e toda a sua corja lá dentro" - mata-se os traficantes e de quebra devolve-se o país ao governo dos homens bons.

Mainardi gosta de fazer graça e há quem ria das suas brincadeiras, mesmo sem entender direito o que conduz o tipo de humor que o colunista é (bem) pago para fazer. A liberdade de expressão evidentemente comporta este tipo de texto, como suportava, em priscas eras, os editoriais ("Basta!" e "Fora!", no Correio da Manhã) que pediam exatamente o que Diogo Mainardi já pediu em 2005: a derrubada de um governo – constitucionalmente eleito, diga-se de passagem. Se é para rir, melhor pelo menos entender a piada.

Por Luiz Antonio Magalhães

Dinosauros do Rock - Bob Dylan faz críticas aos Rolling Stones

O cantor Bob Dylan criticou o Rolling Stones, afirmando que a banda de Mick Jagger e Keith Richards deveria se reunir com o baixista Bill Wyman, que deixou o grupo em 1992.

Em entrevista à MTV americana, Dylan disse que os considera acabados.

– Não digo que eles não deveriam continuar, mas eles precisam do Bill. Sem ele, são apenas uma banda de funk. Eles só serão os verdadeiros Rolling Stones quando tiverem Bill de volta –. disse ele, que está divulgando seu novo álbum, Together through life, previsto para ser lançado no fim do mês.

Bob Dylan, no entanto, elogiou o grupo em entrevista ao jornal britânico Telegraph.

– O Rolling Stones é a maior banda de rock de todos os tempos. Tudo que veio depois deles, metal, rap, punk, new wave, pop, o que você quiser, você pode traçar de volta até eles. Eles são os primeiros, últimos e ninguém fez melhor até hoje – afirmou.

C/A

O GERALDO VANDRÉ QUE EU CONHECI

“O que foi que fizeram com ele? Não sei
Só sei que esse trapo, esse homem, foi um rei”
(Tributo a um Rei Esquecido, Benito Di Paula)

Eu era um adolescente começando a me interessar pela política quando uma música me atingiu em cheio: Canção Nordestina, do Geraldo Vandré, com aquele seu grito lancinante ("...e essa dor no coração/ aaaaaaaAAAAAAAAIIII!!!!, quando é que vai acabar?") reverberando em todo o meu ser.

Foi meu primeiro ídolo. Acompanhei a consagração da Disparada no Festival da Record de 1966, amaldiçoando o Jair Rodrigues por abrir um sorriso bocó no trecho mais dramático ("...porque gado a gente marca,/ tange, ferra, engorda e mata,/ mas com gente é diferente").

Depois, nos estertores d'O Fino, o programa passou a ser conduzido, uma em cada quatro semanas, pelo Vandré (nas outras, se bem me lembro, os apresentadores eram Chico Buarque/Nara Leão, Elis Regina/Jair Rodrigues e Gilberto Gil/Caetano Veloso).

Num de seus programas, o Vandré declamou o Poema da Disparada, sobre a modorrenta mansidão da boiada, até que um simples mosquito, picando um boi, provoca o estouro, e nada volta a ser como antes. Belíssimo.

Aí o Vandré brigou com a TV Record e saiu da emissora, alegando que um desses seus programas havia sido censurado pelos patrões, por temerem os milicos.

Veio o Festival da Record de 1967 e Vandré, com sua De Como Um Homem Perdeu o Seu Cavalo e Continuou Andando (Ventania) , virou alvo de críticas e maledicências ininterruptas nas emissoras da Rede Record. Diziam até que ele havia contratado uma turba para vaiar Roberto Carlos. Ventania não era mesmo uma segunda Disparada, mas, sem toda essa campanha adversa, certamente teria obtido classificação melhor do que o 10º lugar.

Aconteceu então aquele 1º de Maio esquisito, em 1968, quando o PCB garantiu ao governador Abreu Sodré que ele poderia discursar tranqüilamente na Praça da Sé. O ingênuo acreditou e, mal tomou a palavra, recebeu uma nuvem de pedradas dos trabalhadores do ABC e de Osasco, organizados pela esquerda autêntica. Sodré correu para se refugiar na Catedral... e Vandré foi fotografado ajudando Sua Excelência a escafeder-se! A foto saiu na capa da Folha da Tarde e fez com que muito esquerdista virasse as costas ao Vandré.

No final de junho/68, os operários de Osasco tomaram pela primeira vez fábricas no Brasil (em plena ditadura!). A reação foi fulminante, com a ocupação militar da cidade. Os estudantes, por sua vez, ocuparam a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, na rua Maria Antônia, para mantê-la aberta durante as férias de julho, prestando apoio à greve de Osasco. O Vandré apareceu lá numa noite em que estava marcada uma assembléia para tratar desse apoio estudantil à greve. Foi hostilizado pelos universitários. Lembro-me de uma fulaninha gritando sem parar: "traidor!", "traidor!".

Eu estava lá com companheiros secundaristas da Zona Leste, todos admiradores do Vandré. Então, nós nos apresentamos e fizemos o convite para vir conosco ao bar da esquina, oferecendo-lhe a oportunidade para retirar-se de lá com dignidade, e não como um cão escorraçado. Bebemos, papeamos horas a fio, apareceu um violão e rolaram algumas músicas.

Lá pelas tantas, o Vandré mostrou uma letra rascunhada e cheia de correções, que ele escrevera numa daquelas folhas brancas de embrulhar bengalas (pão). Era a “Caminhando", que tivemos o privilégio de conhecer ainda em gestação.

É importante notar que ele fez a "Caminhando" exatamente para responder aos esquerdistas que o estavam hostilizando. Quis lhes dizer que continuava acreditando nos mesmos valores, que nada havia mudado. Perguntamos por que ele havia socorrido o Sodré. A resposta: "Nem sei. Estava tão bêbado que não me lembro de nada que aconteceu".

Na verdade havia amizade entre ambos, tanto que o Vandré, meses mais tarde, encontraria abrigo no Palácio dos Bandeirantes, onde o próprio Sodré o escondeu quando a repressão estava no seu encalço. Mas, não ficava bem para um artista de esquerda admitir publicamente que mantinha relações perigosas com um governador da Arena, partido de apoio à ditadura.

“Há soldados armados, amados ou não”


Naquele Festival Internacional da Canção da Rede Globo, "Caminhando" foi uma das cinco classificadas de São Paulo para a final nacional no Rio. O que chamou mais a atenção por aqui foi a não-classificação de Questão de Ordem, do Gil, e o desabafo de Caetano Veloso, que acabou retirando sua “É Proibido Proibir” do festival em solidariedade ao amigo (depois de detonar o júri “simpático, mas incompetente” com um discurso célebre, que acabou sendo lançado em disco com o nome de Ambiente de Festival).

No Rio, entretanto, o clima era outro. Numa manifestação de rua, a repressão acabara de submeter estudantes a terríveis indignidades (os soldados chegaram a urinar sobre os jovens rendidos e a bolinar as moças). Isto despertou indignação generalizada na cordialíssima cidade maravilhosa.

O III FIC aconteceu logo depois e os cariocas adotaram "Caminhando" como desagravo. Vandré teve muito mais torcida lá do que em São Paulo. Quando ele reapresentou a música, já como segunda colocada, os moradores de Copacabana abriram as janelas de seus apartamentos e colocaram a TV no volume máximo. Cantaram juntos, expressando toda sua raiva da ditadura.

Reencontrei Vandré por volta de 1980, quando eu estava colaborando com várias revistas de música. Propus-lhe uma entrevista, que ele não quis dar: "Não tenho disco nenhum para lançar, para que falar à imprensa?". Acabamos indo (eu e minha companheira de então) ao apartamento do Vandré na rua Martins Fontes e papeando durante horas – mas em off, ou seja, com o compromisso de nada publicar.

Reparei que ele continuava lúcido, ao contrário das versões de que teria ficado xarope por causa das torturas. Mas, perdera a concisão e clareza. Seus raciocínios faziam sentido, mas davam voltas e voltas até chegarem ao ponto. Para entender a lógica do que ele dizia, eu precisava ficar prestando enorme atenção. Era exaustivo.

O mais importante que ele disse: estaria na mira de organizações de extrema-direita, inconformadas com o gradual abrandamento do regime.

A censura finalmente liberara “Caminhando”, que fazia sucesso na voz de Simone. Vandré explicou que tinha de passar-se por louco pois, se ele tentasse voltar ao estrelato junto com a música, seria assassinado.

Insistiu muito em que não se apresentaria no Brasil enquanto o país não oferecesse garantias legais aos seus cidadãos. Realmente, algum tempo depois, soube que ele marcara um show para uma cidade paraguaia fronteiriça com o Brasil. Quem foi lá vê-lo? Brasileiros, claro...

Quando estudava na ECA/USP, eu fiz um trabalho de teleteatro de meia hora baseado nos personagens e no clima da música Das Terras de Benvirá – sobre uma comunidade de refugiados brasileiros decidindo se já era hora de voltar para a patriamada ou não. Minha pequena contribuição àquele momento (1979) da anistia.

Conheço quase toda a obra do Vandré. E considero o LP francês, Das Terras de Benvirá, uma pungente obra-prima.

“Sem ter na chegada que morrer, amada”

Quanto à promiscuidade com milicos depois de sua volta do exílio, a canção composta em homenagem à FAB e as declarações negando ter sido torturado, a minha opinião é que ele não conseguiu suportar a realidade de que não se comportara heroicamente.

Em várias músicas (como Terra Plana, Despedida de Maria e Bonita), o personagem central era um guerrilheiro. As canções, narradas sempre na primeira pessoa. Ou seja, saltava aos olhos tratar-se do papel que sonhava ele mesmo vir a representar na vida real.

Mas, claro, o Vandré não foi para a guerrilha nem parece ter passado pela prova de fogo nos porões da ditadura com o destemor desejado. Além disto, não aguentou viver muito tempo fora do Brasil e voltou com o rabo entre as pernas. Com certeza, negociou com os militares para poder desembarcar “sem ter na chegada/ que morrer, amada,/ ou de amor matar” (Canção Primeira).

A minha impressão é que, nordestino e machista, ele não suportou admitir que fora quebrado pela tortura e pelos rigores do exílio. Então, preferiu desconversar, embaralhar as cartas, descaracterizar-se como ícone da resistência. Enfim, um caso que só Freud conseguiria explicar (e esgotar).

De qualquer forma, aquele artista que tanto admiramos foi assassinado pelos déspotas, da mesma forma que Victor Jara e Garcia Lorca. Sobrou um homem sofredor, que merece nossa compreensão.

Por Celso Lungaretti, jornalista, escritor e ex-preso político.

TIREM AS CRIANÇAS DA SALA - NEM TODO, NEM TODA

Nem toda nota é um tom, mas quase todos os políticos são uma nota fora, são como papel higiênico, quando não estão no rolo, está na merda.

Nem todo chão é país, mas todos os políticos não respeitam a terra em que vivem.

Nem toda caixa é de papelão, mas quase todo político vive fazendo papel de ladrão.

Nem todo talho é um corte, mas todo político esta sempre com as mãos em cumbuca, ou seja, no cofre público.

Cada um dá o que tem, mas o político tira aquilo que o povo paga com sacrifício seus impostos aos erários públicos.

A consciência é a virtude dos nobres, mas a desonestidade é a marca registrada do político impudico.

Toda flor exala um cheiro bom, mas quase todo político exala um mau cheiro de cão sarnento e ladrão do osso do povão.

O fim do político ladrão é passar pelo cozimento no caldeirão do demônio.

Por Marco Antonio Leite

Outro Lado da Moeda - Discoteca dá dinheiro a clientes mulheres

Uma discoteca na Praia da Rocha, em Portimão, vai dar notas de 5 euros a todas as clientes que se apresentarem no estabelecimento aos sábados, numa acção de marketing qualificada como de "combate à crise".

"Havia muita gente que nos dizia - nós gostávamos de vir sempre, mas isto está mau, não há dinheiro. Por isso, há que subsidiar ou ajudar à saída das pessoas. Nos sábados à noite, às senhoras, cada uma que entrar recebe uma nota de 5 euros", afirma Manuel Filipe, gerente da discoteca Fashion Danceteria, uma discoteca com música ao vivo que funciona na Praia da Rocha, em Portimão.

"Hoje as pessoas estão mal, amanhã vão estar melhor. Se calhar vão-se lembrar que nós não os esquecemos", acrescenta.

Filipe está convicto que a aposta, que assenta na fidelização, trará retorno não só para a 'casa' como para as suas concorrentes: "Até podem gastar esse dinheiro noutros estabelecimentos, não quer dizer que gastem todo na nossa casa. É uma iniciativa que é boa para nós e para os outros, porque se eles saírem vão também para os outros estabelecimentos, ninguém fica seis horas na discoteca", diz.

E se o isco pegar? Não há problema: "Estamos preparados para isso. A casa tem uma lotação de 400 lugares, e se aparecerem 400 mulheres estamos preparados para cumprir a promessa, este sábado e nos próximos sábados", garante Manuel Filipe, convencido de que a proposta original fará história nas noites algarvias.

"Uma casa que oferece dinheiro às pessoas, acho que é mesmo a primeira vez...", conclui.

Expresso

NEGÓCIO DO SEXO EM CRISE

Natália é uma das 400 mil prostitutas de Espanha e queixa-se da falta de clientes, que atribui à crise econômica que atravessa o país, noticia o El Mundo.

Natália é natural do Panamá, está há três anos em Espanha e começou a trabalhar como camareira num hotel, no entanto, devido a um acidente de viação que a obrigou a ficar de baixa durante seis meses, a empresa para quem trabalhava não lhe renovou o contrato. "Há nove meses que trabalho nisto. Mas isto está cada vez mais difícil. Pode ser que melhore em Setembro", afirmou.

Segundo a porta-voz do grupo de defesa das prostitutas, Cristina Garaizabal, as queixas de Natália estendem-se ao resto das "profissionais". "Ultimamente todas as raparigas se têm queixado do descida do número de clientes. Especialmente desde a greve dos camionistas em Junho", explicou.

Esse é também o caso de Cristina, espanhola, que ganha entre 250 a 300 euros por semana no ofício. Começou há alguns meses, segundo conta, porque a empresa onde trabalhava despediu-a. "Que queres que diga? Está tudo muito mal", lamenta.

Kevin, um argentino de 28 anos que recebe os clientes no seu apartamento, queixa-se também da crise instalada no seu "trabalho", ao qual se dedica desde os 20 anos. "Desde há alguns meses que há mais concorrência", afirma.

Kevin afirmou que desde o início deste ano que começou a sentir a diminuição do número de clientes, no entanto, desde o início do Verão que "as coisas estão a ficar piores". "A crise sente-se muito neste tipo de trabalho", garante.

C/A

Kit Enxovais - Prefeitura municipal de Monsenhor Hipólito distribui enxovais

Secretaria de Assistência Social fez a distribuição para gestantes de baixa vulnerabilidade social A prefeitura Municipal de Monsenhor Hipólito, por determinação do prefeito Zenon de Moura através da Secretaria de Assistência Social fez a distribuição de kits enxovais do bebê para gestantes de baixa vulnerabilidade social. Nessa etapa, quinze gestantes foram selecionadas e participaram do curso de confecção do próprio enxoval, promovendo a socialização e integração das futuras mamães.

As gestantes selecionadas receberam os kits enxovais do bebê que contem banheira plástica, cueiros, fraldas, mijões, mantas, toalhas e outros acessórios. A confecção dos enxovais se deu com o envolvimento das gestantes através de um curso realizado pelo Centro de Referência da Assistência Social do município-CRAS, sob a orientação da instrutora Ana Francisca da Conceição.

Segundo Djenani Ocília Bezerra, coordenadora do Centro de Referência da Assistência Social- CRAS, daquele município, com a realização do curso de confecção de enxovais que teve a duração de 15 dias e envolveram 15 gestantes da zona urbana e rural com baixa vulnerabilidade social, as gestantes se integram em uma socialização que tem por objetivo orientar as futuras mamães em relação aos cuidados básicos durante a gravidez e logo a pós a maternidade buscando garantir a efetivação da saúde das crianças.

“O prefeito Zenon Bezerra coloca a disposição do CRAS uma instrutora para ajudar as gestantes a confeccionar os enxovais, além de disponibilizar profissionais para fazer as orientações sobre os cuidados que as gestantes devem ter durante a gestação e após o parto para que as mães estejam acompanhando rigorosamente os critérios para a promoção da saúde das crianças e delas próprias”, disse Djenani.

Ainda conforme a coordenadora do CRAS, o prefeito Zenon Bezerra e a secretaria de assistência social do município, Eneide Modesto Bezerra têm dado ênfase aos trabalhos de promoção a saúde e bem estar dos beneficiários, sobretudo, da população mais carente que precisa dos serviços de assistência.

C/A

PROPOSTA DE TRABALHO HONESTO PARA NOBLÁBLÁBLÁ, O MESTRE DAS PROEMINÊNCIAS VENTRAIS

Noblat, o mestre das proeminências ventrais, deve estar achando que os leitores deste blog (amigosdopresidentelula) são iguais aos que frequentam sua página em O Globo. Por julgar-se uma potestade da imprensa, crê que somos como os aduladores que visitam aquele seu bloguinho de recorta-e-cola. Entra aqui posando de "civilizado", querendo impor as SUAS regras para este fórum, mais como desculpa esmolambada para fugir da raia do que para simular uma suposta polidez.

Sentindo o cheiro de queimado, eis que o "astro" Noblat sai de sua toca global e corre para os blogs "da periferia" a justificar um contrato suspeitíssimo. Suspeitíssimo, sim, senhor! Quer nos convencer de que um jornalista "político" trabalhar "de graça" para o Senado Federal é a coisa mais natural do mundo. Dizer que foi dispensado de uma licitação por causa de seu "notório saber" como produtor musical é - como se diz lá em Pernambuco - uma tremenda mangação. Tá zoando com a nossa cara, mano! Você não está com essa bola toda, não, caro Ricardo José Delgado. Pensando melhor, talvez de bola você entenda alguma coisa. Que o diga seu amiguinho do peito Raul Jungmann...
Você diz que só responderá à mensagens "civilizadas"? Pois bem, eminente jornalista Ricardo Noblat! Vossa Senhoria poderia nos dar o privilégio de saber qual sua verdadeira motivação para não apenas "trabalhar de graça" para o Senado, mas para "doar" a vultosa quantia de R$135.600 àquela Casa parlamentar? Por que Vossa Senhoria esperou DEZ ANOS para pedir repararão por essa verdadeira injustiça?

Aproveitando este ensejo dadivoso, poderia Vossa Senhoria explicar, afinal, por que diabos o senhor não levou adiante o caso da violação do painel do Senado, em 2000, do qual FHC teve conhecimento prévio? Em abril de 2001, querido Noblat, a jornalista Valéria Blanc, sua subordinada no Correio Braziliense - à época, dirigido por sua pessoa - matou a cobra e mostrou o pau. Mas Vossa Senhoria, estranhamente, abafou o assunto em seu jornal.Haveria alguma relação deste episódio com o fato de sua digníssima esposa Rebeca ter fechado um polpudo contrato de comunicação com o Ministério da Reforma Agrária, comandado à época pelo seu dileto amigo Raul Jungmann, esse grande patriota?

Mais umas perguntinhas, insigne jornalista Noblat:

- Vossa Senhoria já viajou pela Pantanal?

- Vossa Senhoria utiliza sua maravilhosa coleção de oito mil CDs na programação do Jazz & Tal?

- A última: Vossa Senhoria aceitaria produzir, de graça, a programação da futura Rádio Cloaca News?

A gente, pelo menos, promete pagar um lanchinho de vez em quando.

Aproveitamos a oportunidade para reafirmar a Vossa Senhoria nossos protestos de elevada estima e apreço.

Civilizadamente,


Ass: Cloaca News - comentário no amigosdopresidentelula

Opinião - DR. GOOGLE ESTÁ PRECISANDO DE UMA RECICLAGEM

Saúde é um dos campeões de audiência quando se fala em busca de informação na internet. Nos últimos anos, a internet possibilitou uma democratização da informação como nunca antes vista, permitindo que o indivíduo que sofre de algum problema de saúde tenha uma postura mais ativa frente ao seu médico / terapeuta, com mais repertório para trocar informações. Por outro lado, a relação com o "Dr. Google" não deixa de ter suas armadilhas, já que a internet quase não tem políticas de regulação sobre seu conteúdo.

Pesquisadores da Universidade de Florença acabam de publicar um artigo no British Medical Journal acendendo a discussão para a criação de algum tipo de regulação na qualidade de informação em saúde. Os autores descrevem a experiência de se digitar o termo "aloe" no Google e nos primeiros resultados da busca poder ser encontrado que Aloe arborescens é indicado no tratamento e prevenção do câncer (efeitos sem comprovação científica), e claro que o site vende o extrato da planta. Essa é uma experiência que qualquer um pode ter ao digitar Ginkgo biloba e receber várias ofertas de que a plantinha é capaz de melhorar o desempenho cerebral, efeitos também sem qualquer comprovação.

É sabido que boa parte dos lucros do Google tem origem na publicidade associada aos termos de busca usados. Isso chega a situações críticas como foi o caso de uma notícia de assassinato nos EUA em que as partes do corpo da vítima foram escondidas em uma mala. Ao acessar essa notícia, podiam-se ver anúncios de malas no topo da página. O Google tem investido no incremento de filtros que impeçam esse tipo situação, mas esses dispositivos ainda precisam de muito aprimoramento. Outra sugestão seria a proibição de links patrocinados quando os termos de busca forem relacionados à saúde. No caso da experiência "aloe", os pesquisadores italianos encontraram o link patrocinado do Padre Romano Zago que cura câncer com Aloe arborescens.

O Google certamente tem grande interesse em aprimorar os mecanismos de filtragem para amenizar os riscos de levar informação errada à população. Enquanto isso não acontece, é importante que os diferentes setores da sociedade continuem a cobrar uma solução para o problema. Antigamente, ao procurar o significado de uma palavra em um dicionário de qualidade, não havia qualquer tipo de surpresa. Hoje, na pescaria do Google, fisga-se peixes graúdos, assim como botinas velhas.

Por Dr. Ricardo Teixeira é Doutor em Neurologia pela Unicamp. Atualmente, dirige o Instituto do Cérebro de Brasília (ICB) e dedica-se ao jornalismo científico. É também titular do Blog "ConsCiência no Dia-a-Dia" e consultor do Grupo Athena.

Krugman teme socialismo para ricos e capitalismo para pobres

Paul Krugman, prêmio Nobel de Economia, comparou os bancos a ''zumbis'' na crise financeira mundial, porque não são capazes de conceder créditos, e defendeu sua nacionalização temporária, em uma entrevista publicada nesta sexta-feira no jornal austríaco Format. “Os bancos são como zumbis. Existem, mas já não conseguem dar crédito. Em consequência, o Estado deve intervir, e se injeta tanto dinheiro no bancos deve também assumir seu controle'', afirmou.

Perguntado se é de fato a favor da nacionalização dos bancos, Krugman destacou que isso não se daria ''por princípio e nem para sempre''. Mas, acrescentou, se os bancos não forem nacionalizados, ''o contribuinte assumirá novamente os riscos, e a economia de mercado apenas coletará os lucros''. ''É como um socialismo para os ricos e um capitalismo para os pobres'', resumiu.

Em relação à gravidade da recessão econômica mundial, Krugman disse que ''de fato, não é possível ser pessimista o suficiente diante desta realidade''. Para o economista, pela primeira vez em duas gerações ''há déficits do lado da demanda, e não consumimos o suficiente para utilizar plenamente a capacidade de produção existente''. Isso cria ''em muitos cantos do planeta o principal freio ao bem-estar'', afirmou.

Sobre a cúpula de dirigentes do G-20, no dia 2 de abril, em Londres, Krugman se declarou ''particularmente preocupado diante da ausência de poder dos políticos'' em relação à crise. ''Mais uma vez vão tentar nos tranquilizar, e dirão que estão com a situação sob controle. Mas, na verdade, a economia mundial está fora de controle, a tal ponto que não é possível imaginar'', alertou.

Do Vermelho

VOU FAZER UM FAVOR "BEM IN-FORMADA" - VOU QUEBRAR SUA TELEVISÃO ! !

isso mesmo, essa-menina
vou quebrar a sua televisão
pode ficar com o cachorro, com a casa,
com o chevette
leve até os CDs
já perdi você pra a televisão
o que me resta?

"resta, pois, olhar pela janela
ver o sangue escorrendo
do tubo de imagem
e lamentar pelas cinco prestações
que enviuvaram o seu bolso"


Por Ricardo Thadeu

Deus Existe - Razões para Crermos em Deus

Disse o ex-presidente da Academia de Ciências de Nova York:

"NÓS AINDA ESTAMOS NO AMANHECER da era científica, e todo o aumento da luz revela mais e mais a obra de um Criador inteligente."

Nós fizemos descobertas estupendas; com um espírito de humildade científica e de fé fundamentada no conhecimento estamos nos aproximando de uma consciência de Deus.

Eis algumas razões para minha fé:

Através da lei matemática podemos provar sem erro que nosso universo foi projetado e foi executado por uma grande inteligência de engenharia.
Suponha que você coloque dez moedas de um centavo, marcadas de um a dez, em seu bolso e lhes dê uma boa agitada.

Agora tente pegá-las na ordem de um a dez, pegando uma moeda a cada vez que você agita o bolso.

Matematicamente sabemos que a chance de pegar a número um é de um em dez; de pegar a um e a dois em seqüência é de um em 100; de pegar a um, dois e três em seqüência é de um em 1000 e assim por diante; sua chance de pegar todas as moedas, em seqüência, seria de um em dez bilhões.

Pelo mesmo raciocínio, são necessárias as mesmas condições para a vida na Terra ter acontecido por acaso.

A Terra gira em seu eixo 1000 milhas por hora no Equador; se ela girasse 100 milhas por hora, nossos dias e noites seriam dez vezes mais longos e o Sol provavelmente queimaria nossa vegetação de dia enquanto a noite longa gelaria qualquer broto que sobrevivesse.

Novamente o Sol, fonte de nossa vida, tem uma temperatura de superfície de 10.000 graus Fahrenheit, e nossa Terra está distante bastante para que esta "vida eterna" nos esquente só o suficiente!

Se o Sol desse somente metade de sua radiação atual, nós congelaríamos, e se desse muito mais, nos assaria.

A inclinação da Terra a um ângulo de 23 graus, nos dá nossas estações; se a Terra não tivesse sido inclinada assim, vapores do oceano moveriam-se norte e sul, transformando-nos em continentes de gelo.

Se nossa lua fosse, digamos, só 50.000 milhas mais longe do que hoje, nossas marés poderiam ser tão enormes que duas vezes por dia os continentes seriam submergidos; até mesmo as mais altas montanhas se encobririam.

Se a crosta da Terra fosse só dez pés mais espessa, não haveria oxigênio para a vida.
Se o oceano fosse só dez pés mais fundo o gás carbônico e o oxigênio seriam absorvidos e a vida vegetal não poderia existir.

É perante estes e outros exemplos que NÃO HÁ UMA CHANCE em um bilhão que a vida em nosso planeta seja um acidente.

É cientificamente comprovado, o que o salmista disse:"Os céus declaram a Glória de Deus e o firmamento as obras de Suas mãos."

Por A. CRESSY MORRISON

Eu blogo...Tu blogas...Nós blogamos..

Tudo começou em 1997, quando Dave Winner, deixou seu emprego de colunista em uma revista e passou a disponibilizar seus textos em um site pessoal. Algum tempo depois, em 1999, outro cara - John Barger- apelidou o formato pra weblog (registro na rede) e o termo pegou quando um navegante brincou com a expressão “we blog”.

Para ter atualização do que seus funcionários faziam na empresa Pyra Labs, Eva Williams inventou uma ferramenta de publicação – o blogger. Mais tarde disponibilizou o serviço na internet e, em 2003, a Pyra Labs foi comprada pela Google. (danado esse Google!)

O blogueiro guia seus leitores a ver o assunto por outras perspectivas e isso é enriquecido ainda mais com os comentários, feitos pelos próprios leitores. Pra vocês terem uma idéia, já teve blogueiro preso por postar opiniões políticas na China... já teve também blogueiro assassinado na Rússia por criticar a administração da prefeitura local, sem falar nos que conseguiram lançar livros e obter fama por conta de um blog.

Segundo a TECHNORATI - empresa que monitora e estuda blogs - existem quase 1 bilhão de blogs no mundo e 175 mil são criados diariamante. No Brasil, segundo o IBOPE/Netratings, o número de brasileiros que acessam blogs cresceu a uma taxa superior a da expansão da internet em 2008.

O que você está esperando para fazer parte da blogosfera? Salvador é a sétima capital brasileira em número de blogs... sabia!? Você falaria sobre o que nele? A FRENTE está anciosa para ler o seu blog e tem muitas novidades ainda esse ano para os que vivem nesse universo blogosférico. Aguarde.

Do Blog da Frente

O DEUS DO ANJO

Um deus foi criado. Monstro concebido. Portador de todas as qualidades.
Um anjo por ele esperava e foi o próprio anjo quem o criou, pelo desejo e pela força, por acreditar que não era impossível.

E deus foi feito à sua imagem e semelhança e o anjo o amou como a si mesmo.
E foi o amor mais puro que o anjo já sentiu.

Só porque ele queria e assim aconteceu.

O anjo então provou do doce sabor da felicidade suprema, que era traduzida em mãos, lábios, cheiro, gosto e gozo.

Tudo real.

Mas deuses inventados não resistem e o seu deus sucumbiu pela vaidade, que não foi criada pelo anjo...

E o anjo provou da dor e do sofrimento, mas cresceu. Ele sabe que os deuses se revelam nas guerras e o seu foi revelado sem máscaras. A fórceps. Pelo próprio anjo, desconfiado da perfeição da sua obra.

Um punhal cravado não somente nas asas do anjo, mas em seus sonhos mais puros.
Ilusão consentida.

E como numa maldição, criatura sacrificada pelo criador.

Seu deus é agora humano e só. Como sempre foi antes e sempre.

Para o anjo sem asas, resta a certeza de que amou e foi amado. Intensamente e do jeito mais bonito que já existiu.

E essa certeza faz com que o anjo seja feliz só pela lembrança do que viveu.
Seu deus foi sagrado, e assim o será, para sempre.

Por Dulce Miller - no moça dos sonhos

ESPALHAR RUMORES SOBRE ECONÔMIA É CRIME !?


Um polêmico autor de um blog que teria lançado rumores falsos sobre a economia sul-coreana, conhecido como "Minerva", será julgado em Seul por um tribunal especializado em questões financeiras, informou hoje a agência de notícias local "Yonhap".

Um blogueiro, de 31 anos e sobrenome Park, ficou famoso na Coreia do Sul após fazer vários prognósticos muito precisos sobre a crise econômica global. Entre suas estimativas estava a quebra do gigante banco de investimentos americano Lehman Brothers.

Apesar do acerto de seus artigos, Park é um homem desempregado com educação limitada e total inexperiência no setor econômico.

As autoridades alegam que os posts do blog de Park, que escrevia sob o pseudônimo de "Minerva", custaram ao país pelo menos US$ 2 bilhões em perdas de reservas estrangeiras.

A audiência judicial de Park se centrará em determinar se os comentários do blog eram falsos, dize a acusação.

Caso seja considerado culpado, Park, que jura inocência, pode pegar uma pena de no máximo cinco anos de prisão.

O blog do "Minerva" aumentou sua popularidade à medida que os efeitos da crise econômica eram mais evidentes na Coreia do Sul, especialmente entre os opositores do Governo.

Park assegura que é inocente das acusações de falsidade dos textos em seu blog, onde disse ter postado para ajudar "os menos privilegiados a compreender melhor as circunstâncias".

Agência EFE

Reflexão - Da guerra cega à paz possível

A guerra não é um grande momento para sutilezas e elegâncias, salvo para quem, numa posição de segurança, dela se queira servir como de um tabuleiro de xadrez. Quando a vida e a morte se confrontam, quando o medo e a impiedade se olham de frente, é impossível pensar com ponderação e falar serenamente. Qualquer pessoa sabe disso, mas sabe-o melhor quem já esteve sob fogo em teatro de guerra. Nesses momentos a linha que separa coragem e cobardia, júbilo e lamento, controlo e descontrolo, torna-se invisível, e qualquer um, em poucos segundos, passa de cordeiro a lobo. Ou o contrário. Na guerra que habitei, vi homens religiosos dispararem sobre crianças (e, sim, vi depois essas crianças mortas), seres que me habituei a reconhecer como pacíficos perderem totalmente a compostura e chorarem ao meu lado como bebés. E o contrário também: pessoas em quem nem tinha reparado que, num repente, foram buscar forças e coragem a um lugar desconhecido. Pelo meio, toda a gente diz tudo aquilo que lhe vem à cabeça, berra ou fica imobilizada, dispara à toa ou foge, faz juras de ódio particularmente perigosas quando transporta ao ombro uma espingarda-metralhadora.

Mesmo longe desses lugares terríveis, olhando-os apenas através dos monitores coloridos das nossas televisões e dos nossos computadores, esse envolvimento emotivo assalta-nos o raciocínio, torna-nos cegos e impulsivos, sendo preciso algum sangue-frio para conseguirmos discorrer sem levantar a voz sobre aquilo que vemos. Uma tarefa quase impossível, como se pode ver pelos posts que lemos sobre a guerra terrível que ocorre em Gaza, com quase todos a escreverem frases com pontos de exclamação, tomando um e outro dos lados em confronto, guardando para melhores dias a possibilidade de se questionarem. Claro que os completos consensos jamais serão possíveis e que sempre existirão pessoas para quem o mundo é apenas branco-alvo e preto-carvão: essas só gritam contra a guerra porque um dos lados nela leva a melhor, mas anseiam pelo dia da vingança, no qual agredirão o agressor. Hoje, numa viagem matinal pela blogosfera lusitana, encontrei até um texto que compara aos nazis os responsáveis palestinianos da Fatah que se opõem ao Hamas. Outro identifica «inequivocamente» a causa da Palestina com um sinal do avanço do «fundamentalismo islâmico». Outro ainda diz da violência israelita ser esta «pior que o Holocausto». E a maioria dos comentadores, mesmo alguns dos mais clarividentes e respeitados, vê apenas a agressão israelita, não referindo que os responsáveis do Hamas possuem como meta declarada, para a qual apontam sem concessões, a «destruição de Israel», e que foram eles mesmos a quebrar o cessar-fogo, contra a posição negociadora da Fatah. Como ignoram a existência de um amplo movimento israelita a favor da paz e de um grande número de objectores de consciência que, contra o expansionismo sionista, propõem uma abordagem do conflito que passe pela aproximação entre vizinhos historicamente destinados a entenderem-se.

Observamos por todo o lado manifestações cegas, claras deturpações e mesmo mentiras (o «subcomandante Marcos» chegou ao ponto de inventar uma declaração inexistente de Barack Obama sobre o seu apoio à invasão de Gaza). E reconhecemos posições que, de tão marcadas pela «ira da guerra», se mostram inúteis, contraditórias e perigosas. Não parece que devamos ir para a rua gritar indiscriminadamente «a favor do Hamas» ou «contra Israel», sendo apenas «pelos palestinianos» e «contra os judeus». Nem escolher obrigatoriamente a posição contrária, de aplauso de tudo aquilo que o governo israelita resolva fazer, incluindo o bombardeamento metódico de populações civis com as quais os «heróicos combatentes» do Hamas resolveram misturar-se. No levantamento de uma forte corrente da opinião pública internacional, partilhando a convicção de que a paz é possível – a paz, não apenas mais um cessar-fogo – e pressionando os governos para que tomem iniciativas sérias nesse sentido, residirá mais tarde ou mais cedo uma boa parte da solução.

Por Rui Bebiano

Ano de 2009 vai começar um segundo mais tarde


O ano de 2009 vai começar oficialmente um segundo mais tarde, depois de todos os relógios do mundo se ajustarem à rotação cada vez mais lenta do eixo da terra, anunciou este domingo o Observatório Naval dos Estados Unidos.

Assim, quando na quarta-feira os relógios marcarem 23:59:59 do chamado «tempo universal», mais conhecido como meridiano de Greenwich, será adicionado oficialmente um segundo extra.

O Observatório, que tem a seu cargo o relógio oficial do Pentágono, explicou que o ritmo da variação da rotação da Terra «ocorre a taxas que são afectadas pela mutação das marés e outros factores».

«Este é o vigésimo quarto segundo extra que é adicionado à hora universal, uma escala uniforme de medição do tempo mantida por relógios atómicos em todo o mundo desde 1972», pode ler-se num comunicado do Observatório citado pela agência EFE.

«Historicamente a medição horária do tempo está relacionada com a rotação média da Terra em relação aos corpos celestes e segundo a qual foi definido este marco de referência», explica a instituição.

A invenção dos relógios atômicos definiu um «tempo atômico» com uma escala muito mais precisa e com um segundo que é independente da rotação do planeta.

Em 1970, um acordo internacional estabeleceu duas escalas de medição do tempo: uma relacionada com a rotação da Terra e outra com o tempo atómico.

«O problema é que a rotação da Terra está mais lenta de forma gradual, o que requere a inserção periódica de um segundo extra à escala de tempo atómica para manter ambas a um segundo uma da outra», conclui o Observatório.

SOBRE OS MALEFÍCIOS DO CONVÍVIO COM FAMOSOS

Nos Sherry, dona de casa de 42 anos, armazenava uma droga na sua casa. O New York Times, onde li a história, é cuidadoso, não diz que ela traficava, mas a fórmula que usou, "armazenava", aponta para aí. Na quinta-feira, ela foi presa e só saiu depois de pagar uma caução de cinco mil dólares.

Sherry mora no Alasca. Pode parecer estranho que o grande jornal da costa atlântica trate de um caso banal e acontecido a milhares de milhas. E trate-o com destaque. E, com caução só de cinco mil dólares, Sherry não era certamente a reencarnação do colombiano Pablo Escobar. E isso de uma dona de casa traficar droga já não nos espanta depois da magnífica série televisiva Weeds (em Portugal, "Erva"). Ser burguesinha e mãe extremosa já não impede de ganhar a vida vendendo maconha.

Então, porquê o interesse dos jornalistas (e do público, já que os jornalistas não trabalham para aquecer)? Sherry é de Wasilla. Isso, leitor, acertou: a cidadezinha de sete mil habitantes onde Sarah Palin foi presidente da câmara, antes de ser governadora do Alasca e de nos entrar em casa como parceira de John McCain nas presidenciais americanas.

Sherry e Sarah vão ser comadres, como se diz na minha terra das mães de um casal. Sherry é mãe de Levi, de 18 anos, que engravidou, antes de casar, Bristol, de 17 e filha de Sarah. Dias depois de McCartney ter escolhido Sarah Palin para defender as posições conservadoras, soube-se do percalço. Os jornais interessaram-se pelo assunto. Um dos episódios mais extraordinários da mais extraordinária das campanhas eleitorais americanas foi quando o mundo viu o desengonçado Levi com a família Palin à espera do candidato presidencial num aeroporto. McCartney pôs a mão no ombro de Levi e adivinhamos-lhe o que segredou: "Meu rapaz, tens de desfazer a tua falta!"

Então, Levi foi o primeiro da sua família a amargar a proximidade dos poderosos ou famosos. Felizmente, Palin não foi eleita, senão o rapaz nunca se livraria da fama de ter casado para não ter o FBI e a CIA à perna. Mas não deve ter deixado de ouvir bocas dos amigos. Ele e Bristol, como todos os adolescentes, mereciam ter tido um namoro fora dos olhares do mundo (e mundo não está aqui exagerado).

Agora, foi a mãe, Sherry. Levada à esquadra num lugarejo como Wasilla, não podia ter escondido a prisão aos vizinhos. Mas aquela prima da Califórnia talvez nunca viesse a saber pela CNN que Sherry enrolava uns charros. Ei-la na longa e antiga lista dos desconhecidos que se tramaram por conviver com famosos. Sherry agora emparceira com São José. Também este nada fez para ser vedeta e acabou no papel incómodo que a História lhe reservou.

Por Ferreira Fernandes

Pesquisa discute como os cientistas lidam com o erro

Cientistas dificilmente falam sobre os erros cometidos em suas pesquisas. Trata-se de um assunto tabu, principalmente fora da rotina do laboratório de pesquisa. “Mas os relatos sobre erros são bem mais interessantes do que aqueles em que tudo dá certo. Porque neles aparecem mais elementos para se pensar sobre como a ciência funciona”. Partindo dessa perspectiva é que Iara Maria de Almeida Souza, do Departamento de Sociologia da UFBA, discutiu na 32a Reunião Anual da Anpocs, que acontece essa semana em Caxambu (MG), o erro no cotidiano dos cientistas.

Intitulada “Os experimentos que dão errado e as contingências na vida de laboratório”, a pesquisa consistiu numa etnografia junto aos cientistas do Laboratório de Engenharia Tecidual e Imunofarmacologia (Leti), da Fiocruz da Bahia. As atividades do laboratório envolvem em sua rotina a manipulação de células-tronco e experimentos com animais, como por exemplo, a diferenciação de células-tronco em células do fígado para que nelas sejam testadas a toxicidade de alguma substância. “A questão é que essa rotina do laboratório não é tão previsível como a princípio pode parecer. Ela está repleta de contingências concebidas como ‘erros’ pelos pesquisadores e que precisam ser justificados para que tudo continue a funcionar”, lembra Iara. A pesquisadora se deteve, então, nas justificativas que os cientistas tecem para esses erros.

Células que não se replicam - e ninguém sabe o porquê – e “morrem”, ratos e camundongos “estressados” ou que receberam outro tipo de ração, ou que comeram quando deveriam estar em jejum (e vice-versa); culturas de células contaminadas; produtos com validade vencida. Essas são algumas das causas mencionadas para justificar os erros.

Não é minha culpa

Tanto nos casos de experimentos que precisam ser repetidos (porque falharam), quanto no caso das pesquisas que “não dão certo” por não alcançarem os resultados esperados, o erro tende a ser justificado, pelos cientistas, através de aspectos empíricos da pesquisa, atribuindo causas e culpas aos “outros”: animais, tecidos, órgãos e outros elementos do corpo humanos – como as células. Por isso, todas as justificativas dadas passam pela relação dos cientistas com eles.

Nos próprios relatos dos cientistas, portanto, células, animais e órgãos do corpo humano e animal – fígados, rins, cérebro, glândulas etc. - atuam. A agência, aqui, não é pensada em termos de intencionalidade, mas de produção de efeitos na ação de outros atores. Assim é que cientistas se relacionam com os animais e o corpo humano, objetificados em suas pesquisas, quando “tudo vai bem”; tornados agentes nas justificativas para os erros cometidos quando “tudo vai mal”.

Seria preciso, então, atentar para as situações em que essas relações entre humanos e não-humanos se multiplicam e se tornam mais visíveis. Os estudos inspirados no trabalho do antropólogo Bruno Latour tendem a se concentrar nas chamadas controvérsias sociotécnicas. Segundo Iara Souza, outra possibilidade são justamente as situações em que erros são cometidos, em que acidentes acontecem. Nelas, há uma quebra das expectativas, uma ruptura na rotina do laboratório em que os cientistas têm que lidar com o imponderável.

Por Carolina Cantarino

Sucessão - Ministra deve herdar votos de Ciro e de Heloísa


Como tenho dito em relação a eleição presidencial de 2010, trata-se, meus amigos, meus amigos, de uma questão de disputa política e o PT deve se concentrar nesse objetivo. A ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, tem condições de ser herdeira do eleitorado do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) e da vereadora de Maceió, Heloisa Hdelena, do PSOL.

A questão aí é de novo política e dependerá de como saímos da crise, e de como o presidente Lula e o PT constróem a candidatura de sua chefe da Casa Civil, seu programa, idéias, e suas alianças.

O PSDB caminha para ter apoio do DEM, do PPS e vai disputar o do PV. A questão é saber se o PT terá o apoio do bloco PSB -PDT-PC do B, e particularmente do PMDB. E se manterá a aliança com o PR do vice-presidente da República, José Alencar.

Dilma, ao contrário de todos os outros candidatos, ainda não é conhecida do eleitorado, sequer dos que votam no PT, quase 20% da totalidade de votos do país. Ela tem, assim, um longo caminho a percorrer, mas já deve começar a se igualar com Ciro e Heloisa nas próximas pesquisas. Como a eleição é em dois turnos, o desafio é ir para a segunda rodada e vencer.

Por ZD

Norte-americana é punida por levar usuária do MySpace ao suicídio


Mulher passará um ano na prisão e pagará US$ 300 mil pelas acusações de mau comportamento. Defesa recorreu da decisão judicial.

Uma norte-americana acusada de criar um perfil falso no MySpace para atormentar uma garota que, mais tarde, cometeu suicídio foi condenada sob três acusações de mau comportamento e absolvida de punição criminal.

Um júri da Califórnia, nos Estados Unidos, condenou Lori Drew por acessar ilegalmente um computador e criar uma conta no MySpace sob nome fictício, informa um porta-voz do júri, Thom Mrozek.

A mulher passará um ano na prisão e deverá pagar 100 mil dólares de multa para cada uma das três acusações. Caso Lori não tivesse sido absolvida das acusações criminais, poderia pegar até cinco anos de prisão.

A defesa recorreu da sentença e um novo julgamento ocorrerá em 29 de dezembro. Além disso, pediu que o caso seja "esquecido". Devido às pendências, ainda não foi estabelecida uma data para a sentença final.

O perfil falso criado por Drew era de um garoto adolescente de boa aparência chamado "Josh Evans". Ele tinha uma foto encontrada na internet a fim de atrair a garota para um relacionamento online e, em seguida, ridicularizá-la.

"Josh" terminou o relacionamento com a garota de 13 anos de idade chamada Megan Meier, que logo após se enforcou. O plano foi criado após a filha de Drew se desentender com Meier.

Autoridades de Missouri, onde o incidente aconteceu, não proseguiram no caso mas um procurador da Justiça de Los Angeles sim, buscando a acusação de que Drew acessou ilegalmente servidores do MySpace.


Configurando uma conta sob um nome fictício, ela violou os termos de serviço do MySpace, afirmou Mrozek. Ele disse, porém, que o caso não é sinal de uma repressão generalizada de contas "fake" na internet.

"Nunca tivemos pretensão alguma de que isso se torne um tsunami de acusações relacionadas a pessoas que criam nomes diferentes na internet. É um caso único que tem conseqüências muito trágicas e, depois de uma profunda revisão, pensamos que merecia ser indiciado", completou Mrozek.

Por Stephen Lawson

Uma Nova Ordem - Ética no jornalismo


O jornalismo é irmão siamês da ética e tem como objetivo servir à sociedade. Mas quem faz do jornalismo sua profissão nem sempre se depara com situações em que mocinhos e bandidos são fáceis de reconhecer.

Se você vê uma criança raquítica, retrato da fome e da miséria, sendo observada por um abutre, qual seria a sua postura? Você teria a frieza de gravar a imagem de um homem enfrentando um tanque de guerra? E se uma menina corre em sua direção, toda queimada por napalm, nua e desesperada, o que faria? Essas três situações marcaram época, foram registradas e premiadas no mundo todo como prova de excelentes trabalhos jornalísticos. Eles foram éticos? “No exercício cotidiano da cobertura dos fatos que interessam à sociedade, a conduta ética se mistura com a própria qualidade técnica de produção do trabalho”, diz o professor de Comunicação, Rogério Christofoletti, em seu livro Ética no jornalismo, lançado pela Editora Contexto.

No Brasil a discussão sobre a ética jornalística não passou à margem dos fatos internacionais, com erros como no caso da Escola Base, em São Paulo, e acertos como as investigações que derrubaram o presidente Collor. Qual é a relação possível com a fonte? Até onde ir para conseguir uma manchete? O repórter pode omitir sua identidade para conseguir uma boa informação? Ética no jornalismo convida o jornalista a se questionar o tempo todo, para que sua atividade não perca a razão de ser. O aprendizado de ética não se limita à sala de aula, mas este é um espaço privilegiado para a discussão do tema. Christofoletti lembra que “não existe uma ética só” e conta no livro, dividido em seis capítulos, o valor que ela tem dentro da profissão e tudo que envolve essa conduta que gera muita controvérsia.

No primeiro capítulo, “Pontos de partida para a discussão”, o autor fala dos diversos mitos gerados pela ética, seja ele criado para defender a ética individual ou para justificar a postura do jornalista. Explica como nasceram algumas frases de efeito do tipo: ‘Ética é um assunto acadêmico’ ou ‘Ética se aprende na escola’. No capítulo seguinte, o leitor é convidado a refletir sobre “Valores, credibilidade e ética”, em que aparecem outros fantasmas jornalísticos: imparcialidade, glamour e poder que a mídia gera.

“Cuidados éticos nas coberturas de política e economia” é o terceiro capítulo, em que estão as preocupações com duas editorias que mexem com grupos e idéias estabelecidas, que mudam de interesses e opiniões conforme a região do país. Assim como no quarto capítulo, “A conduta nas coberturas de violência, cultura e esportes”, que discorre sobre áreas em franco crescimento nas suas coberturas e não são mais feitas por leigos, como antigamente. Hoje existem profissionais especialistas em cada uma dessas áreas.

No quinto capítulo, Christofoletti fala sobre “Códigos e regras do jogo”, explicando que na sociedade existem leis que obrigam o cidadão a segui-las. Mas dentro do jornalismo, somos regidos por normas que não são impostas, são códigos de conduta. No sexto e último capítulo, “Jornalismo, ética e novas tecnologias”, o autor levanta as questões da modernidade. Como o computador se tornou uma importante ferramenta de trabalho, ao mesmo tempo em que plantou mais o jornalista dentro da redação ou dentro da sua própria casa.

Nas considerações finais, há dez indagações para ajudar o jornalista no seu posicionamento ético. “Ao longo desse livro, diversas situações foram descritas para motivar a reflexão ética no jornalismo”, escreve Rogério Christofoletti. Ele lembra que a sua intenção “é incentivar o raciocínio sobre os princípios e valores morais na carreira jornalística”. Uma leitura importante para todos os profissionais da área, alunos e professores de jornalismo.

Por Rogério Christofoletti, professor e pesquisador da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (usp), é membro do Conselho Administrativo da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (sbpjor). Como jornalista, atuou nas editorias de Polícia, Política, Economia, Geral e Cultura de jornais de São Paulo e Santa Catarina. É autor e organizador de livros nas áreas de Jornalismo e Educação, bem como de artigos em periódicos científicos no Brasil, Portugal, Peru, Equador e Colômbia

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José Serra, também conhecido por Ferra, Cérebro, Vampiro Anêmico, Mr. Burns, Hannibal Lecter, Tutankhamon, Dr. Silvana, Dr. Evil, Lex Luthor ou mesmo pelo seu famoso slogan "Finge que funciona!", é o único ser deste planeta que se acha capaz de enfrentar a ira de Chuck Norris.

Como todo bom tucano, José Serra gosta de pular de galho em galho.

A cada dois anos ele se candidata a um cargo diferente, que vai de síndico de São Paulo a presidente da cooperativa dos políticos (puta) do Brasil (Ou seja, o Brasil).

Segundo a Desciclo.pedia.

Obama está a 10 promessas de entrar para a História


O que mais surpreendeu na vitória de Barack Obama foram as festas populares em quase todas as partes do mundo. Começou muito bem, entusiasmando os homens comuns. Obama começa quase tão popular quanto os Beatles, que ficaram mais famosos do que Jesus Cristo, rege a boutade de John Lenon. Mas falta agora cumprir suas 10 grandes promessas. Se cumprir a maior parte delas, Obama tem chances de virar o Quinto Lider Global da Humanidade.

Ora, por que o quinto? Porque até hoje, em toda a história da humanidade, somente quatro líderes foram capazes de levar multidões às ruas fora de sua terra natal. O primeiro foi Alexandre. Quando morreu, nada menos que 13 nações reivindicaram seus restos mortais, incluindo a Macedônia -- mas acabou raptado por um general grego que governava o Egito, Ptolomeu, e enterrado em Alexandria. Depois veio Júlio César. Quase 2 mil anos depois apareceu John Kennedy. E mais recentemente o papa João Paulo II.

Obama começou instigando esperanças nas Américas, África, Europa -- o mundo inteiro está em festa. Mas por enquanto ele só um personagem a mobilizar o imaginário popular com a cor da sua pele, sua história inusitada, seu slogan diáfano -- Yes, We Can, sim, nós podemos mudar o mundo.

Mas afinal, o que Obama precisa mudar no mundo para não se transformar numa grande frustração. O que ele precisa fazer de concreto?

Recebi uma mensagem de uma ONG internacional chamada Avaaz que conseguiu sintetizar muito bem quais são as 10 grandes promessas que Obama fez na campanha.

A vitória do Obama simboliza, primeiramente, uma nova chance para os EUA se aliarem à comunidade global para encarar desafios urgentes como mudanças climáticas, direitos humanos e paz.

Ele também prometeu o fim da tortura e o fechamento do presídio de Guantanamo, o estabelecimento de um plano cuidadoso para a retirada das tropas do Iraque e a duplicação dos recursos destinados ao combate à pobreza global.

Mas não serão mudanças simples. A indústria do petróleo, da guerra e o lobby conservador são bem fortes nos EUA. O mesmo grupo que planejou a guerra no Iraque está se preparando para deter as mudanças propostas pelo novo governo. Fora as questões mais preementes, como a crise financeira e o aquecimento global, que só poderão ser resolvidos através de uma solução global.

Enfim, Obama está a apenas 10 promessas de se tornar um líder global real e ser lembrado pela História como um dos gigantes da humanidade. Mas antes precisa cumprir suas promessas.

AS 10 PROMESSAS DE OBAMA RELACIONADAS A ASSUNTOS GLOBAIS


01 - Reduzir as emissões de carbono dos EUA em até 80% até 2050 e ter um papel mais forte e positivo na negociação do tratado global que irá dar continuidade ao Protocolo de Quioto;

02 - Retirar todas as tropas do Iraque dentro de 16 meses e não manter nenhuma base permanente no país;

03 - Estabelecer uma meta clara para eliminar todo o armamento nuclear do planeta;

04 - Fechar o presídio de Guantanamo;

05 - Dobrar o apoio financeiro para reduzir pela metade a extrema pobreza até 2050 e contribuir para a luta contra o HIV/AIDS, a tuberculose e a malária;

06 - Abrir um diálogo diplomático com países como o Irã e a Síria para buscar uma solução pacífica para tensões políticas;

07 - Desmilitarizar o serviço norte-americano de inteligência para evitar o tipo de manipulação que gerou a guerra no Iraque;

08 - Lançar um grande esforço diplomático para cessar a matança em Darfur;

09 - Somente negociar novos tratados comerciais que contenham proteções trabalhistas e ambientais para os países envolvidos;

10 - Investir USD $ 150 bilhões nos próximos 10 anos em energias renováveis e colocar 1 milhão de carros elétricos nas ruas até 2015.

Por Hugo Studart - jornalismo.com.br

Colírio para os Olhos e para... - Vestindo a Camisa


O texto abaixo e a foto ao lado foram encaminhados pela assessoria de imprensa da modelo e atriz Renata Banhara (ex-mulher do músico Frank Aguiar, vice-prefeito eleito em São Bernardo do Campos-SP) a um dos e-mails do O POVO. Essa aí não perde tempo, heim...

"A modelo e atriz Renata Banhara, capa da revista Premium de novembro, presta homenagem especial ao recém-eleito presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Renata ficou super feliz com a vitória de Obama e declara: 'Eu levaria o Barack Obama para cama! Ele é poderoso e muito sexy. E com certeza tem tudo para mudar o mundo', diz Renata."

Por Rafael Luis

Meus irmãos,

Se vocês crêem no que estão lendo e ouvindo aqui neste site, e se crêem que é hora de nos manifestarmos sem alarde, porém com fé, acerca do que temos crido, conforme o Evangelho da Graça; e, se também crêem que pode ser este o tempo no qual o Espírito Santo possa estar querendo suscitar um fogo de arrependimento em nós, nos conduzindo de volta ao Evangelho de Jesus, então, de minha parte, fica aqui a sugestão de uma doce subversão de amor, e de uma gentil manifestação de provocação em fé.

Solicito a você que leia o texto que segue, e caso creia nos conteúdos por ele anunciados como sendo a alma e o espírito do Evangelho de Cristo, que o torne a sua Tese Reformada Contemporânea, e imprima-o de todos os modos que lhe sejam possíveis, podendo até ser que para alguns ele vire um banner, uma grande placa, ou um simples “pergaminho” com seu conteúdo, e que seja afixado nas portas de Igrejas, Seminários e Catedrais, bem como na porta de sua casa, ou onde quer que você tenha a chance de coloca-lo. Leia por favor. Se crer, faça o que lhe for possível. Até o último Domingo de fevereiro gostaria de ficar sabendo que ele foi afixado no máximo possível de igrejas e lugares de freqüência cristã. E mais: tal ato é seu. Portanto, não busque consentimento de ninguém. Também não vandalize nada. Seja discreto. Apenas pendure o sua bandeira na forma de uma tese de fé e vida na Graça de nosso Deus. O tamanho você decide. A quantidade também. Envie-me fotos de alguns desses lugares, pois quero colar tais fotos aqui no site.

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Artigo 1 - Fica decretado que agora não há mais nenhuma condenação para quem está em Jesus, pois, o Espírito da Vida em Cristo, livra o homem de toda culpa para sempre.

Artigo 2 - Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive os Sábados e Domingos, carregam consigo o amanhecer do Dia Chamado Hoje, por isso qualquer homem terá sempre mais valor que as obrigações de qualquer religião.

Artigo 3 - Fica decretado que a partir deste momento haverá videiras, e que seus vinhos podem ser bebidos; olivais, e que com seus azeites todos podem ser ungidos; mangueiras e mangas de todos os tipos, e que com elas todo homem pode se lambuzar.

Parágrafo do Momento: Todas as flores serão de esperança; pois que todas as cores, inclusive o preto, serão cores de esperança ante o olhar de quem souber apreciar. Nenhuma cor simbolizará mais o bem ou o mal, mas apenas seu próprio tom, pois, o que daí passar estará sempre no olhar de quem vê.

Artigo 4 - Fica decretado que o homem não julgará mais o homem, e que cada um respeitará seu próximo como o Rio Negro respeita suas diferenças com o Solimões, visto que com ele se encontra para correrem juntos o mesmo curso até o encontro com o Mar.

Parágrafo que nada pára: O homem dará liberdade ao homem assim como a águia dá liberdade para seu filhote voar.

Artigo 5 - Fica decretado que os homens estão livres e que nunca mais nenhum homem será diferente de outro homem por causa de qualquer Causa. Todas as mordaças serão transformadas em ataduras para que sejam curadas as feridas provocadas pela tirania do silêncio. A alegria do homem será o prazer de ser quem é para Aquele que o fez, e para todo aquele que encontre em seu caminhar.

Artigo 6 - Fica ordenado, por mais tempo que o tempo possa medir, que todos os povos da Terra serão um só povo, e que todos trarão as oferendas da Gratidão para a Praça da Nova Jerusalém.

Artigo 7 – Pelas virtudes da Cruz fica estabelecido que mesmo o mais injusto dos homens que se arrependa de seus maus caminhos, terá acesso à Arvore da Vida, por suas folhas será curado, e dela se alimentará por toda a eternidade.

Artigo 8 – Está decretado que pela força da Ressurreição nunca mais nenhum homem apresentará a Deus a culpa de outro homem, rogando com ódio as bênçãos da maldição. Pois todo escrito de dívidas que havia contra o homem foi rasgado, e assustados para sempre ficaram os acusadores da maldade.

Parágrafo único: Cada um aprenderá a cuidar em paz de seu próprio coração.

Artigo 9 – Fica permanentemente esclarecido, com a Luz do Sol da Justiça, que somente Deus sabe o que se passa na alma de um homem. Portanto, cada consciência saiba de si mesma diante de Deus, pois para sempre todas as coisas são lícitas, e a sabedoria será sempre saber o que convém.

Artigo 10 – Fica avisado ao mundo que os únicos trajes que vestem bem o homem diante de Deus não são feitos com pano, mas com Sangue; e que os que se vestem com as Roupas do Sangue estão cobertos mesmo quando andam nus.

Parágrafo certo: A única nudez que será castigada será a da presunção daquele que se pensa por si mesmo vestido.

Artigo 11 - Fica para sempre discernido como verdade que nada é belo sem amor, e que o olhar de quem não ama jamais enxergará qualquer beleza em nenhum lugar, nem mesmo no Paraíso ou no fundo do Mar.

Artigo 12 – Está permanentemente decretado o convívio entre todos os seres, por isso, nada é feio, nem mesmo fazer amizades com gorilas ou chamar de minha amiga a sucuri dos igapós. Até a “comigo ninguém pode” está liberta para ser somente a bela planta que é.

Parágrafo da vida: Uma única coisa está para sempre proibida: tentar ser quem não se é.

Artigo 13 - Fica ordenado que nunca mais se oferecerá nenhuma Graça em troca de nada, e que o dinheiro perderá qualquer importância nos cultos do homem. Os gasofilácios se transformarão em baús de boas recordações; e todo dinheiro em circulação será passado com tanta leveza e bondade que a mão esquerda não ficará sabendo o que a direita fez com ele.

Artigo 14 – Fica estabelecido que todo aquele que mentir em nome de Deus vomitará suas próprias mentiras, e delas se alimentará como o camelo, até que decida apenas glorificar a Deus com a verdade do coração.

Artigo 15 – Nunca mais ninguém usará a frase “Deus pensa”, pois, de uma vez e para sempre, está estabelecido que o homem não sabe o que Deus pensa.

Artigo 16- Estabelecido está que a Palavra de Deus não pode ser nem comprada e nem vendida, pois cada um aprenderá que a Palavra é livre como o Vento e poderosa como o Mar.

Artigo 17 – Permite-se para sempre que onde quer que dois ou três invoquem o Nome em harmonia, nesse lugar nasça uma Catedral, mesmo que esteja coberta pelas folhas de um bananal.

Artigo 18 - Fica proibido o uso do Nome de Jesus por qualquer homem que o faça para exercer poder sobre seu próximo; e que melhor que a insinceridade é o silencio. Daqui para frente nenhum homem dirá “o Senhor me falou para dizer isto a ti”, pois, Deus mesmo falará à consciência de cada um. Todos os homens e mulheres que crêem serão iguais, e ninguém jamais demandará do próximo submissão, mas apenas reconhecerá o seu direito de livremente ser e amar.

Artigo 19 – Fica permitido o delírio dos profetas e todas as utopias estão agora instituídas como a mais pura realidade.

Artigo 20 - Amém!

Caio e tantos quantos creiam que uma revolução não precisa ser sem poesia.

Por Caio Fabio

NÃO TENHAM A ILUSÃO


Os tucanos não usam a máquina, nem ferem a lei eleitoral. Nem caixa dois eles nunca fizeram.

Eles são éticos, e se pautam estritamente de acordo com a lei. São íntegros e competentes, seja lá para o que for.

A Folha, Estadão, Veja, Globo e o Diogo Mainardi diriam que são seres divinos, puros e imaculados. Esse promotor deve ser petista, o fotógrafo deve ser petista, e o cheque deve ser petista.

Resumindo, tudo o que tem de errado, ruím, mau feito, ilegal, engorde, anti-ético e imoral é petista. Só petistas fazem baixarias em campanhas, e só petistas usam a máquina quando tem uma nas mãos. Esses são os dogmas que toda criancinha tucana aprende nas escolas, para recitar quando crescer ou for trabalhar na Folha.

E isso é mais que uma seita fanática, é uma ditadura cultural, política e ideológica. Muitos resistem e insistem em ver a verdade, nos blogs, nas ruas, na própria consciência.

Assim nasceu e cresceu o PT, para desespero e ódio dos tucanos. Eles vão perder no Rio, em BH, em Salvador e Porto Alegre.

Vai sobrar só São Paulo.

VAMOS SITIAR SÃO PAULO.

Por Geraldo Mendes encarnando o Lord Vuldemort

Opinião - Para que vivemos?

Todos, pelo menos uma vez na vida já nos perguntámos:” Para que vivemos?” Podíamos, a partir desta pergunta, iniciar um debate filosófico. Talvez que esta nossa interrogação provenha de uma angústia enorme perante a suposta insignificância da vida. Em qualquer caso, defrontamo-nos com um grave problema. Um problema que nos torna únicos no reino animal, e que nos leva a questionar a própria vida no sentido mais profundo: a vida como um problema, como algo difícil e enfadonho, a maior parte do tempo.

A razão da nossa existência é simples. Vivemos para viver. Nada mais nem nada menos. Nenhum debate intelectual, por mais apaixonado e polémico que seja, pode encontrar uma razão mais simples e ao mesmo tempo tão infinitamente cheio de possibilidades. Todo o sentido e finalidade da vida está na própria vida, no seu processo. Para compreender isto, acima de tudo, é necessário amar a vida sem reservas, submergir-se nela, com tudo o que de inesperado e excitante isso comporta. Só então conheceremos o porquê da vida. E para isto não existem teorias. Qualquer um de nós que abrace este objectivo, deixará de necessitar “teorias da vida”.

A vida não pode ser apenas algo a que “agarrar-nos”, mais que não seja pela simples razão de possuirmos a decisão que nos enleva acima de todos os deuses: A de deixar de viver, se assim o quisermos. Não é de estranhar que as religiões condenem o suicídio… seria como aceitar que pelo menos em algo somos superiores aos deuses, e isso, evidentemente, é inadmissível. Basta com questionar o suicido para podermos desmoronar toda a estrutura ideológica do cristianismo.

A certeza de que nada nem ninguém nos pode obrigar a viver, é razão suficiente para desfrutar ao máximo, e talvez o melhor argumento de todos para lutar por uma vida, pela NOSSA vida e pela daqueles que nos importam.

Com esta enorme liberdade, ao vivermos como escravos, aceitamos que estamos amarrados à vida, ao contrário daqueles que, desde tempos imemoriais, preferem acreditar na emoção de uma pequena possibilidade de “vida verdadeira” a perecer lentamente (crendo que isso, no fundo, é vida) dominados e subjugados ou simplesmente autoflagelando-se diariamente com a chibata da rotina e o “vamos indo…”

Olhando os que todos os dias se sentam ao nosso lado no autocarro, podemos fazer uma ideia do quanto esta sociedade está doente. Nem um sorriso se desenha nos seus rostos macambúzios. O simples facto de ver que o resto das pessoas estão iguais actua como um limitador da própria vontade e sentimo-nos uma personagem do “Ensaio sobre a Cegueira”, de Saramago. Se sorrio, ou me rio sozinha, porque estou contente de viver, os outros olham-me como louca. Viver tornou-se, para muitos, um pesado fardo, porque os milhares de problemas que enfrentam pesam como blocos de cimento.

Somos nós quem decide viver e como viver, o que implica que sejamos firmes nas nossas resoluções: não deixar que ninguém se interponha no nosso caminho, quer seja o que coloca nele pequenas pedras, quer aquele ou aqueles que levantam muros para que não possamos passar.

Por um lado, deparamo-nos com o existente, com as suas certezas e seus costumes. Por outro, está a insurreição, o desconhecido que irrompe na vida de todos nós: a possibilidade de iniciar uma prática encarecida de liberdade.
Um pouco de RAIVA, um bastante de AMOR, um pedaço de DOR e um montão de ESPERANÇA.

Por Magnolia

Donos do Mundo - MUNDO, DONOS E NARIZES

Certamente, você já ouviu alguém dizer: “Nós fazemos o nosso destino”. Talvez, você mesmo já tenha dito isso várias vezes. O entendimento geral de que “somos donos dos próprios narizes” estará mesmo correto?

Sabemos pelas informações científicas que temos hoje, que nossa “pequena bola azul” que flutua pelo espaço e é a única responsável por nossa existência, sofre constantemente ataques e agressões de todo o tipo. Tanto externas; quanto internas. Paradoxalmente, quanto mais evoluímos tecnologicamente, mais vulneráveis nos tornamos aos efeitos danosos de eventos macrocósmicos.

Há cem anos atrás, uma gigantesca explosão solar pouco interferiria nas vidas dessas estranhas e egoístas criaturas que habitam essa bola azul. Contudo hoje, essa mesma explosão poderia proporcionar o caos e a morte de milhares (ou milhões) de indivíduos através do globo. Satélites, aviões, equipamentos médicos, fornecimento de eletricidade e tudo mais que usasse eletrônica ou dependesse de transmissões de rádio seria destruído ou afetado. E nós, praticamente nada, podemos fazer sobre isso.

Desde os primórdios do surgimento dos primeiros hominídeos, eles perceberam muito cedo e de forma inequívoca, que sozinhos seriam presas fáceis para os predadores e animais ferozes que habitavam o planeta. Observaram que era muito mais fácil viver em comunidade e em colaboração constante. Contudo, para que isso funcionasse a contento, os instintos básicos animais que ainda existiam em nosso interior deveriam ser dominados e reprimidos. Mas, para que isso se tornasse realidade, só com algo que provocasse temor ou sofrimento. Assim, foram escritas as primeiras leis, criadas as religiões e os homens criaram a noção de sociedade.

Para viver em sociedade, você deve primordialmente abdicar de você mesmo. Errado? Pense bem, um ladrão te rouba; você vai matá-lo? Por mais vontade que você tenha de fazer isso, seu “freio social” diz que é errado e que, se for apanhado, sofrerá punições graves.

Você tem desejos e vontades sexuais, mas sabe que se expressá-la em público; será duramente criticado ou poderá ser preso por violar o “pudor social”. Você odeia negros, brancos, índios, judeus, cristãos, espíritas ou muçulmanos; mas sabe que se expressar esse ódio, automaticamente se tornará um paria social.

O governo diz, a todo tempo, o que você deve fazer e a sociedade a que pertence diz como deve se portar em público. É claro que se esses limites fossem rompidos ou ignorados, a humanidade descambaria para a selvageria descontrolada e para a extinção. Assim, se você ainda acha que é dono do seu próprio nariz; você está redondamente enganado.

Pense nisso…

Do Visão Panorâmica

Reinforço Comunal

É o processo pelo qual uma afirmação se torna uma crença profunda pela repetida confirmação pelos membros de uma comunidade. O processo é independente de a afirmação ter sido investigada ou ser suportada por dados que tragam suporte a esta. Muitas vezes os mass media contribuem para este processo divulgando a afirmação sem qualquer suporte factual.

Exemplos abundam: raptos por extraterrestres, projecções astrológicas, ideias racistas, a noção de que as crianças nunca mentem, que as pessoas levitam, que é possivel ter sexo com espiritos, que se pode praticar cirurgia psiquica, etc. etc. etc.

Reinforço comunal explica como as nações podem transmitir ideias de treta de geração em geração. Tambem explica como testemunhos, quando reforçados por outros testemunhos de terapistas, sociólogos, psicólogos, teólogos, politicos, jornalistas, etc., podem suplantar e ser mais poderosos que estudos cientificos ou estatisticos.

http://www.skepdic.com/brazil/reinforcom.html

Procurando Deus? Busque-o de todo o coração!

A paz de Cristo.

Desde os anais da história é possível encontrar pessoas à procura de Deus ou daquilo que consideram ser uma divindade.

O povo israelita, povo separado por Deus, sempre esteve rodeado por nações politeístas. Povos que adoravam a “vários deuses” e não a Javé, o Deus criador. Os filisteus, vizinhos de Israel do lado oeste tinham como principal deidade “dagom”. Os fenícios, vizinhos de Israel ao norte adoravam a deusa lua, “astarote”. Os moabitas adoravam “quemós”. Os amonitas adoravam a “moloque”, cujos sacríficios exigidos eram crianças. Poderíamos citar ainda os egípcios, gregos e etc. E a própria nação de Israel em momentos de desobediência adorou a Baal e outros poste-ídolos.

Em nossos dias as pessoas têm servido com veemência a mamom. Alguns têm se curvado diante de imagens e tributado adoração. Outros, na busca de sanar suas necessidades e seus desejos, mesmo conhecendo a verdade têm se achegado a Deus como se achega a uma feira de supermercado com desejos mesquinhos e egoístas.

Para achar o Deus verdadeiro devemos focar a nossa atenção no que o Senhor disse por intermédio do profeta Jeremias: Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração. (Jr 29:13)

Está faltando buscar a Deus de todo o coração mesmo. A humanidade se corrompeu como jamais se viu, retrocedemos aos dias de Noé. Prova disso são os números de recém-nascidos encontrados em latas de lixo e rios do nosso país.

Só Deus (O Deus de Abraão, Isaque e Jacó) pode converter toda essa situação! Procurando Deus? Busque-o de todo o coração!

Em Cristo.

Por Anderson Vieira

Da “teoria” do big-bang ao universo que não podemos conhecer

A Revista Veja desta semana estampa na capa uma matéria especial sobre o BIG-BANG e coloca que "a ciência está próxima de desvender a origem do universo". Mas por que a burguesia se esforça tanto para nos fazer crer nesse tal Big Bang?

A “teoria” do big-bang foi formulada originalmente pelo padre e cosmólogo belga Georges Lemaître em 1927. Era uma tentativa de conciliar a explicação bíblica da origem do universo - “e Deus disse: faça-se a luz” - com uma explicação científica. Ela foi retomada por diversos físicos a partir da descoberta feita por Huble (1929) de que o universo estava em expansão.

A teoria permitia predizer a totalidade da matéria em relação à taxa de expansão geral do universo, à taxa de expansão de cada galáxia e também previa uma radiação resultante da explosão, a chamada “radiação de fundo”. Esta radiação foi descoberta em 1965.

Mas existiam problemas na teoria e eles foram se agravando. Para se manter as galáxias “resultantes” da explosão, deveria existir em cada galáxia mais matéria do que se observava. Então, postulou-se a existência de uma “matéria escura” que serviria para aumentar a gravidade dentro de cada galáxia e impedir que ela tivesse se dispersado. No início esta previsão era de que 5% da matéria do universo fosse de “matéria escura”.

O problema é que as medições se tornaram mais precisas e cada vez mais se necessitava de mais matéria escura para preencher o vazio das galáxias. E aí, em 1998, ocorre uma outra descoberta: o universo, as galáxias, afastam-se umas das outras em velocidade muito maior que previa a teoria do big-bang. Então, para ajustar o modelo, passaram a precisar de uma “energia escura” que repelisse as galáxias, mas que não repelisse as estrelas entre elas dentro das galáxias!

O resultado dos cálculos (utilizando a famosa fórmula de Einstein que E=mc²) é que, para tudo funcionar, segundo a teoria do big-bang, 75% do universo é composto por “energia escura” que não se pode detectar, 24% por “matéria escura” que também não pode ser detectada e somente 4% do universo por energia e matéria “normais”, que podem ser observadas. Tudo isso para a gravitação funcionar como funciona e admitir que existiu o big-bang. Todas as “provas” da existência da matéria ou energia escura remetem a medidas gravitacionais – ou seja, como se alguem quisesse provar que 2 mais 2 é quatro porque quatro é dois mais dois.

Alguém poderia perguntar com razão: então o universo não pode ser conhecido? Talvez a resposta mais simples seja a de que a teoria do big-bang deva ser contestada e comecemos a procurar outras teorias que possam explicar melhor o universo. Existem teorias alternativas e um astrônomo sueco (Hannes Olof Gösta Alfvén) propôs um deles, através da física de plasma. Uma de suas contribuições – ondas na coroa solar – foram comprovados recentemente por um satélite japonês. Apesar disso, mais de 95% das verbas de pesquisa disponíveis para astronomia giram em torno de comprovar o big-bang, a matéria e a energia escuras.

Recentemente, veio à luz uma carta de Einstein de 1954 em que ele destaca que “a religião é superstição infantil”. Mas, até hoje, é essa superstição iniciada pelo padre belga que dirige os investimentos na pesquisa astronômica. A que interesses isso serve? Certamente não aos interesses da humanidade!

Por Luiz Bicalho - Do Esquerda Marxista

CURIOSIDADE - A OUTRA VIDA NO MITO ÓRFICO-PITAGÓRICO

I - BREVE NOTÍCIA SOBRE MITO

Religião é a reatualização e também a ritualização do MITO. Dessacralização é o MITO em o seu conteúdo, empregado como um símbolo. Demitificação ocorre quando se acredita na essência do MITO; é o próprio MITO com o seu conteúdo.

Na Grécia, pelo menos até o século VII a.C., não houve contestação do MITO. A partir daí se passou a contestá-lo, sendo o primeiro a fazê-lo o poeta XENÓFANES. O segundo contestador foi o estudioso EVÊMERO, no século IV a.C., que dizia que um Deus não era outra coisa senão um homem deificado pelos próprios homens.

HESÍODO, poeta grego nos fins do século VIII a.C., procurou ordenar a religião grega. Escreveu Trabalhos e Dias e a Teogonia. Nesta obra engendrou a genealogia dos Deuses, mostrando que eles possuem uma família mítica. Chegou ao antropomorfismo, isto é, concebeu a forma humana para os Deuses, estabeleceu funções para os mesmos, criando para cada um deles um determinado significado mítico, demonstrando ser cada um deles um MITO.

Entendemos por MITO uma história verdadeira, passada ou realizada em tempos primordiais, “in illo tempore” ou num tempo sem tempo e com a intervenção do sobrenatural, gerando uma cosmogonia. Em outra palavras, usando-se o pensamento de C. Lévi-Strauss, MITO é um instrumento que tenta explicar antinomias inconciliáveis, hão havendo efeito sem causa.

O MITO existiu e existe em qualquer parte e em qualquer época.

Na Antiguidade, vemo-lo presente em todas ou em quase todas as atividades da vida humana, ora tentando explicar a História, ora simbolizando a própria vida. Nas situações hodiernas, ele também se faz notar, procurando falar das leis que se conciliam na natureza em seu sentido genérico e nunca existindo sem antes ter havido uma causa que o pudesse gerar.

II - A CONCEPÇÃO DO “DEPOIS” DA VIDA

A concepção humana está sempre ligada ao que vem “depois”.

A religião da morte parece preceder a todas as outras. O homem, mero episódio na eternidade da vida, possui a crença da imortalidade da alma e igualmente da reencarnação dos espíritos, através de muitas maneiras de purificação ou catarse.

Na Grécia, o problema era apresentado sob a forma de um ?ó????, “kósmos” (= ordem universal). Se existe uma ordem, existe um ordenador; se há um ordenador, a maior ordem universal é a natureza humana, que é participante desse ordenador universal. O homem só pode ser feliz em Deus e terá de retornar e retornar até quitar os seus carmas e encontrar-se com Deus e em Deus.

Partindo desses princípios, a concepção na outra vida na Grécia era muito variada, consoante o pensamento de seus filósofos. Todas as Filosofias, no entanto, possuíam o denominador comum supra referido.

A outra vida era um vasto abismo, encravado nas entranhas da Terra, onde se achavam o HADES, o ORCO, o ÉREBRO e o TÁRTARO.

O grego ao morrer, a primeira preocupação dos que ficavam era a de fechar-lhe os olhos, a fim de o mesmo poder abri-los na outra vida. A seguir, cortava-se-lhe uma mecha de cabelo, para mostrar que todas as virtudes ficavam. A terceira providência, era dar-lhe um banho e finalmente enterrá-lo. Os pitagóricos eram enterrados nus, e sempre com a cabeça para cima.

Pela água, purificava-se a casa do morto, evitando-se o mal contágio para os que a visitavam.

Havia um banquete, ao qual todos compareciam para prestigiar a lembrança e a recordação do morto. Todos assistiam a ele, incluindo-se o morto, em forma plástica.

Hermes era o deus que conduzia as almas, para que se não perdessem no caminho, tendo o epíteto de “psicopompo”. Usando um caduceu, levava as almas até os rios Cocito = rio dos gemidos, Estige = rio glacial, Aqueronte = rio que rola dores, e Piriflegetonte = rio que rola chamas (purificação pelo fogo). Eram chamados de rios de estrada. O rio de retorno era chamado Letes (ou de esquecimento de tudo da outra vida). O barqueiro que conduzia as almas por esses rios era um velho denominado Caronte.

Atravessados os rios, as almas eram julgadas por três juízes: Éaco, Radamanto e Minos. Uma vez julgadas, iam para o Tártaro as irrecuperáveis por toda a eternidade e que eram torturadas pelas Erínias: Aleto, Tisífone e Megera; para o Érebro, as recuperáveis: para os Campos Elísios, as bem recuperáveis. Do Érebro e dos Campos Elísios partiam para a reencarnação progressiva. As almas que quitassem todos os seus carmas iam para a ????????, Galatéia (Via Láctea) ou o mergulho na ordem universal).

Os mortos que não fossem sepultados não passavam por essas catarses e ficavam vagando durante cem anos, para depois serem julgados.

III - O ORFISMO

Orfeu, filho de Apolo com a musa Calíope, (segundo alguns), foi o fundador do ORFISMO. Orfeu era poeta e músico e a sua religião - o ORFISMO - era uma cartarse musical e capaz de hipnotizar multidões, o que constituía a essência de sua doutrina.

Dentre as lendas relativas a Orfeu, a mais célebre refere-se à sua união com a ninfa Eurídice. Quando esta morreu, o músico desceu aos infernos para buscá-la e, emocionando as divindades infernais com o seu canto, obteve consentimento de trazê-la de volta. Tinha, entretanto, que respeitar uma condição: não poderia olhá-la antes de atingirem a luz. Mas Orfeu, no retorno do mundo infernal, não mais podendo resistir, voltou-se para ver a sua amada e então, imediatamente, uma força arrebatou-lhe Eurídice, sendo condenado a viver sozinho na Terra.

Historicamente, era uma sociedade secreta em que os iniciados tentavam salvar-se pela catarse musical, buscando uma harmonia (=junção das partes para reformar-se um todo) e que seria a grande HARMONIA. O que sentiriam pela música representava um pálido reflexo da HARMONIA universal, ou melhor, o próprio Deus.

O culto era feito em nome de BACO, também na concepção de alguns. Mas o certo é que a base do ORFISMO era o ???????, êxtase, e o ??????????ó?, entusiasmo. Os iniciados, ao som da flauta, que era o instrumento musical básico, dançavam em círculos buscando o infinito, até caírem desfalecidos, durante o tempo em que houvesse luz (pela manhã, ao meio dia e de tarde), tudo isso significando uma libertação da matéria. À medida que saíam de si, iam recebendo a grande HARMONIA. O êxtase precedia o entusiasmo.

Os adeptos do ORFISMO tinham uma vida bastante ascética, com muito renúncia e privação de determinados alimentos. Acreditavam ser a morte o fato mais belo e esperado para a libertação dos liames do sensível, do sensorial, para mergulharem na HARMONIA universal. Formavam uma elite e estavam sempre cônscios de que só através da música é que o ser humano podia alcançar o prazer espiritual e obter uma catarse completa.

IV - O PITAGORICISMO

Pitágoras foi uma figura histórica. Era filósofo e matemático e na religião foi o fundador do PITAGORICISMO.

Era partidário da metempsicose (doutrina segundo a qual uma mesma alma pode animar sucessivamente corpos diversos: homens, animais e vegetais), e professava uma elevada e austera moral. Também era um iniciado órfico e sua doutrina nasceu do ORFISMO. Postulava igualmente uma harmonia universal, mas em razão dos números.

A base do PITAGORICISMO, sendo os números, era mais ou menos semelhante ao que vamos mostrar na sua essência filosófica:

1 - constituía a unidade perfeita e era a origem de tudo ou a grande Mônada (DEUS);

2 - era a fecundidade;

3 - era a perpetuação do homem

Um triângulo: 1 e 2 e 3 e 3 e 1 assim infinitamente...

Em outras palavras, tratava-se da configuração da família, donde:

1 - o pai

2 - a mãe

3 - os filhos

Os números cabalísticos eram 1,3,5,7, que sempre conduziam ao número 1 (DEUS, perfeição universal).

Era uma sociedade igualmente secreta como o fora o ORFISMO e para que na mesma se ingressasse eram necessários requisitos altamente ascéticos. As mulheres eram admitidas, para que houvesse o triângulo.

Em face das idéias de Pitágoras, que era um ditador religioso, os pitagóricos foram muito perseguidos pelo governo, pois queriam imiscuir-se em assuntos de política e administração por se julgarem missionários da grande Mônada. Achavam que o governo tinha que ser apenas um.

Diziam que só se poderia atingir à HARMONIA universal através de três meditações durante o dia.

Desprezavam os bens materiais.

A salvação era o mergulho na grande Mônada, isto é, o número 1. Quem não o conseguisse, reencarnava-se até conseguir. Era, podemos dizer, uma catarse numérica.

Isto significava a grande felicidade e o ponto culminante do prazer espiritual.

Por Ruy Magalhães de Araujo

A Junito Brandão, In memoriam.

A sua inveja faz parte do meu sucesso

A inveja é o sentimento predominante dos incompetentes. Se você é uma pessoa invejosa, você é um incompetente. Parece crueldade, mas, infelizmente, é a realidade. Porém, isso não é o fim do mundo. Na verdade, perceber esse fato pode ser o começo de uma nova vida, uma vida mais feliz. Para tanto, você precisa eliminar o sentimento de inveja e dedicar seu tempo para desenvolver-se, utilizando sua mente para coisas mais produtivas e, assim, alcançar também o sucesso.

Primeiro, vejamos algumas das características dos invejosos.

Pessoas contaminadas com o sentimento negativo da inveja apenas conseguem sonhar imaginando-se na vida de outra pessoa que consideram de sucesso. Lógico que sempre negam esse fato. Criticam e enganam a si próprios para acalmar o ego ferido. Contudo, na verdade, querem mesmo é viver a vida de outra pessoa: aquela que mais invejam. Essa tentativa, obviamente destinada ao fracasso, faz com que sintam-se frustrados, inferiores. Vivem com o coração constantemente amargurado, infelizes e cheios de idéias negativas.

O invejoso tenta aliviar esses sentimentos ruins através de soluções inadequadas, como ter uma atitude arrogante, fugir da realidade com bebida ou drogas, falar com desdém sobre o sucesso de outras pessoas, ser agressivo, e sempre planejar como prejudicar alguém: “se eu não posso ser como ele(a), eu quero que ele(a) se ferre!” O tempo passa, e ele nota que, apesar de seus esforços, o seu “alvo” está cada vez mais feliz e sorridente, enquanto ele, o invejoso, fica mais infeliz, pobre e solitário. O que ele não percebe é que pessoas realmente de sucesso são felizes por uma razão bem diferente de bens materiais ou situação: elas são felizes porque, através do exercício de sentimentos positivos, já alcançaram um estágio espiritual superior.

A felicidade emana de dentro das pessoas de sucesso. A felicidade nunca vem de fora.
Invejosos desperdiçam o seu tempo preocupando-se com a vida de outras pessoas ao invés de trabalhar para aperfeiçoar-se e progredir em direção ao seu próprio sucesso.

Invejosos têm atitude negativa. Isso, sem perceber, os leva a desenvolver uma forte má índole. Uma aura negra, que afasta as pessoas de bem e atrai coisas ruins, como acidentes, morte, doenças, dificuldades, desentendimentos, etc, para eles mesmos e para as pessoas mais próximas, como família e amigos. Em desespero, ficam depois lamentando-se e perguntando a Deus as razões do seu grande “azar”.

Se você é um invejoso, você deve estar pensando agora: “Mas como posso tirar da minha cabeça esse câncer chamado inveja?”

Pense na pessoa de que tem mais inveja. Perceba que você e essa pessoa são diferentes. Você não é nem melhor, nem pior do que ela. Apenas diferente. Concentre-se em aperfeiçoar-se e usar de modo positivo as suas próprias características. Ao invés de gastar seu tempo com planos negativos, veja a pessoa que você “invejava” com admiração, aprenda e torça para que ela tenha cada vez mais felicidade. Isso o fará sentir mais forte, mais capaz de seguir o seu próprio caminho. Isso certamente melhorará a sua auto-estima.

Lembre-se: enquanto você se concentrar em fazer o mal às pessoas, você se sentirá apenas como um verme, uma criatura inferior, um ser infeliz, atraindo tudo de ruim para você mesmo. Por outro lado, pensando e dedicando-se para o bem e a felicidade de outras pessoas, você se sentirá capaz, importante, superior e com o coração em paz. Você se sentirá feliz e estará caminhando na direção de ainda mais sucesso!

Finalmente, se você já tem sucesso hoje e lamenta a existência daqueles invejosos com seus esforços ferrenhos para prejudicá-lo, pense nos seguintes aspectos.

Observe que as pessoas que te invejam querem desesperadamente ser como você, mas não sabem como ou não têm a mesma competência para chegar onde você chegou. Mostre a eles o caminho real da felicidade.

Tenha pena delas. Tenha compaixão dessas pessoas. Lembre-se que a inveja delas faz parte do seu sucesso. É apenas um dos sinais de que você é uma pessoa que realmente brilha e irradia felicidade, irradia o sucesso. Sorria muito. Olhe para a frente, tenha idéias boas, sentimentos positivos, ajude as pessoas e continue a ser feliz!

Marcos Pontes

UMA DELICIOSA LIÇÃO DE VIDA


Jogue fora todos os números não essenciais para sua existência...
Isso inclui idade, peso altura.

Deixe o médico se preocupar com eles. Para isso ele é pago.
Freqüentemente dê preferência a seus amigos alegres
O “baixo astral” puxam você para baixo.
Continue aprendendo.

Aprenda mais sobre computador, artesanato, jardinagem, qualquer coisa.
Não deixe seu cérebro desocupado.
Uma mente sem uso é a oficina do diabo.
E o nome do diabo é Alzheimer.

Curta coisas simples. Ria sempre, muito e alto. Ria até perder o fôlego.
Lágrimas acontecem. Agüente, sofra e siga em frente.
A única pessoa que acompanha você a vida toda é você mesmo.
Esteja vivo, enquanto você viver.
Esteja sempre rodeado daquilo que você gosta:
Pode ser família, animais, lembranças, música, plantas, um hobby, o que for.
Seu lar é o seu refúgio.

Aproveite sua saúde. Se for boa, preserve-a. Se está instável, melhore-a.
Se está abaixo deste nível, peça ajuda.
Não faça viagens de remorsos. Viaje para o shopping, para uma cidade vizinha, para um país estrangeiro, mas não faça viagens ao passado.
Diga a quem você ama, que o faz, em todas as oportunidades.

Lembre-se sempre que: “a vida não é medida pelo número de vezes que você respirou... mas pelos momentos em que você perdeu o fôlego... de tanto rir... de surpresa... de êxtase... de felicidade..."

Por Galberto

ENCONTRANDO DEUS


"Não existe nada tão comovente nem mesmo atos de amor ou ódio como a descoberta de que não se está sozinho." Autor desconhecido

O velho sábio, satisfeito com todo o conhecimento que adquirira através dos anos, com tudo o que acumulara com seu trabalho, percebeu que andava triste; desmotivado em relação à vida, sentiu, então, necessidade de conversar com alguém de seu nível intelectual e experiência.

Lembrou-se, então, de Deus.

Há quanto tempo não pensava Nele; há quanto tempo desistira de contatá-lo, já nem sabia mais.

-Curioso! somente agora, mais velho, pleno de conhecimento e com toda a tranqüilidade que me oferecem as minhas riquezas, é que estou sentindo falta de Deus.

Por que será?

Também - continua ele a matutar - neste mundo violento, nesta vida atribulada, quem é que consegue encontrar Deus?

Assim pensando, providenciou cuidados adequados para seus bens materiais, para a família e partiu para o deserto em busca de Deus.

A cada dia mais, vai penetrando naquela imensa desolação.

Água, levara o essencial; comida, apenas, para não morrer de inanição.

Assim vai ele, meditando, jejuando e a cada dia mais sozinho.

Por fim; extenuado, sedento e faminto resolve abandonar a busca e permitir que a morte o leve até Ele.

Quando começa a pressentir a proximidade dela, uma voz suave vinda de não sabe onde - dando até a impressão de vir de dentro de sua própria mente - o chama dizendo:

"Meu filho, por que buscas a Mim, aqui no meio do deserto? "

Ele desperta daquele torpor e, mesmo fraco, tem forças para circunvagar o olhar em busca da Origem daquelas palavras.

Mas, nada vê.

Quando pensa em abandonar-se novamente, a mesma voz o chama dizendo:

"Meu filho! Eu estou aqui, em nosso ponto de encontro.

Aqui, dentro de teu coração".

-Vá; não blasfemes !

Afasta-te e deixa, ao menos, que eu morra em paz.

-Não te atemorizes.

És parte de mim.

Tu Me carregas, inconscientemente, em tuas células e Me contatas através do coração, como sempre fizeste, antes de te tornares "rico" e "sábio".

Estávamos em contato, quase permanente, quando oravas nas ruas, através de um sorriso amoroso dirigido a um velho triste ou a uma criança carente, que também era Eu.

Caminhavas Meu caminho, quando o teu dízimo era um pão dado ao faminto da matéria ou uma palavra de carinho ao teu irmão, sedento de amor.

Tu eras Eu, nos instantes em que tuas mãos acolhiam e amparavam a tua irmã mais velha que, já alquebrada, labutava com dificuldade na caminhada terrena.

Por estes motivos que te enumerei e mais outros tantos, é que não me procuravas.

Não sentias falta da Minha Presença porque, naqueles momentos,estava ativa a Minha Essência em ti.

Estamos inevitavelmente ligados, sempre.

Somente não o percebes, porque está te faltando, agora, o amor espontâneo, a doação que te encaminha a esta percepção natural de nossa ligação eterna.

Filho, ouve com atenção estas palavras, para que teu coração as tenha gravadas, quando despertares:

AAAMAAA !

E, somente assim, perceberás a Minha Presença em ti.

Por Carlos Gama

OS INDIFERENTES


“Odeio os indiferentes.
Acredito que viver
significa tomar partido.
Indiferença é apatia,
parasitismo, covardia.
Não é vida.

Por isso, abomino os indiferentes.
Desprezo os indiferentes,
também, porque me provocam
tédio as suas lamúrias
de eternos inocentes.
Vivo, sou militante.
Por isso, detesto
quem não toma partido.
Odeio os indiferentes.”

Antonio Gramsci (1891-1937), pensador italiano.