PRIMEIRO DEUS CRIOU A MULHER..



- DEPOIS CRIOU O HOMEM PARA COMPLETAR ESTA:



E COMO A CRIATIVIDADE HUMANAS NÃO TEM LIMITES:

SEXO GRÁTIS EM COPENHAGUE - SE NÃO PODEM PAGAR, O PROTESTO VAI SER OFERECER DE GRAÇA



Porque as autoridades municipais da capital dinamarquesa distribuíram nos principais hotéis e edifícios da cidade de Copenhague, assim como no centro de congressos Bella Center, sede da COP15, cartões postais com a mensagem "Seja sustentável: não compre sexo".



As prostitutas dinamarquesas decidiram oferecer sexo de graça aos delegados dos países presentes à cúpula da ONU sobre mudança climática (COP15) como reação a campanha contra a prostituição lançada.



Elas tentam convencer de todas as maneiras e posições possíveis os milhares de delegados que esta altura fazem fila para ouvir convincentes os argumentosde que recorrer aos serviços de uma prostituta NÃO é moralmente errado, esta atividade é legal na Dinamarca desde que não seja coercitiva.

C/A

MASTURBAÇÃO E OUTRAS CONVERSAS !!!

Diálogo entre duas mulheres:

- Betina Lara, posso lhe fazer uma pergunta?
- Lógico Lucia Helena. Só vou te avisando que dinheiro, tá ruim.
-Nada disso, é uma coisa super séria Betina Lara.
-Ih, mistérios impenetráveis? Madame mistérios...
-Não, mistério é pra quem está devendo alguma coisa, está na ilegalidade, mistério é coisa de cinema, mulher metida a importante...
-Então fala, Lucia Helena, que coisa tão séria é esta?
-Betina Lara,você se masturba?


-Lucia Helena, mas que coisa séria, Oh, my God... Pensei até que você fosse amante de algum destes caras da “alta” e não pudesse falar. Quanto mistério... Que bobagem. É lógico que me masturbo!
-Mas você gosta?
-Não Lucia Helena, eu me masturbo pra sofrer...(risos, muitos risos).
-Não Brinca...
-Não brinca você. Sabe por que, além de sentir prazer, eu me masturbo?
-Não Betina Lara
-É porque aí eu não tenho que dar satisfação nem depender de puto nenhum! Nenhum macho, mandando eu virar, empinar, chupar, mais depressa, não, agora devagar, devagar, assim, to chegando, to indo, não, ainda vou ---assim é o cassete. Os caras parecem que estão jogando videogame. Olha, quem me garante Lucia Helena, quem me garante, é este aqui...
-Este seu dedinho ,não é Betina Lara?
-Dedinho amigo e gostoso.
-E ducha Betina?
-Também
-E aparelhos?
-Aparelhos... você é exagerada Lucia Helena.Só um belo vibrador, médio-grande. Nós estamos falando de masturbação ou de pesquisas de genética, astrofísica, física quântica.Pra que tantos aparelhos?
-Ai, pai me chicoteia... Eu tenho vários, cada tem uma função diferente...
-E dedo, também?
-Também (risos, muitos risos).
-E sabe Betina Lara eu comecei a me masturbar geral pra não ficar, realmente, dependendo destas merdas destes homens com cheiro de cerveja na boca, estressados, botam e vão logo espirrando tudo. Ah, homem, é um negócio muito irritante.Detesto depender de homem.
É como você disse, não tenho que dar satisfação a nenhum deles.
-Lucia Helena experimenta passar, óleo de Castanha da índia, lá na sua coisinha.
- Coisinha? Ah, ta. Vou logo lambuzar ela toda.Castanha da Índia? Só pode ser Castanha da Índia?
-Pô, Lucia Helena o meu barato é com óleo de castanha da Índia, passa então óleo de Peroba, óleo de fígado de bacalhau! Ai que chato, mulher! Não sei porque, dá uma sensação legal. Não me pergunte a razão.
- Não, tudo bem, vou passar...Porque você mora aqui sozinha Betinha Lara?
- Pra me masturbar sozinha (risos, novamente, muitos risos).
-Ah, eu tava com tanto medo de perguntar isso, Betina Lara
-Lucinha, amor, sua bobinha ,dá um beijinho na minha boca, sua gostosa.
-Ah, você gosta? Meu pai continua me chicoteando. Ah, Betina Lara é chato.
-Não, é não é muito melhor que ficar se entregando a estes machos, inconvenientes, metidos à merda.
-É isso mesmo, Betina Lara, te beijo toda.
-Detesto homem Lucia Helena...
-Eu também.

Do COMO ERA FÁCIL FAZER SEXO !!!

EM APOIO A GEISY, ESTUDANTES FAZEM NUDISMO

O ocorrido com a estudante Geisy Arruda tornou-se o estopim de uma revolução sexual na sociedade estudantil brasileira.

Aproximadamente de 250 estudantes foram à reitoria da universidade de Brasília (UNB) nus ou com pouca roupa, em protesto à atitude considerada como "machista" dos estudantes da Uniban de São Bernardo do Campo (SP).

Os manifestantes também entregaram reitor José Geraldo de Sousa Júnior um documento com reivindicações de políticas institucionais para a segurança da mulher na instituição.

Estaria sendo marcado ainda diversos "protestos" deste tipo nas universidades públicas e privadas brasileiras.

PRATIQUE - BOM NA PRIMEIRA VEZ*...





- NA SEGUNDA VEZ



- NA TERCEIRA VEZ



- NA QUARTA VEZ


........SEMPRE!!

Curiosidades - Impressionantes Jogos da Mente

Você pensa que é dono absoluto de suas vontades e controla tudo o que faz?

Pois você está enganado. Sua mente é capaz de lhe pregar peças que você nunca antes imaginou.

Duvida? Então faça os pequenos testes abaixo.

1 Sente-se e faça círculos no ar com o pé direito levantado, no sentido horário. Ao mesmo tempo desenhe no ar o número 6 com sua mão direita. O que acontece? Seu pé muda de direção, sem que você queira.

2 Faça o seguinte cálculo mentalmente, sem usar papel e lápis ou calculadora. A 1000, some 40. Some mais 1000. Adicione 30 e novamente 1000. Some 20. Some mais 1000 e adicione 10.

Qual é o total?

Normalmente você responderia 5000. Mas a resposta correta é 4100. Duvida? Pegue uma calculadora e faça as contas.

3 Quantas letras F tem no texto abaixo?

FINISHED FILES ARE THE RESULT OF YEARS OF SCIENTIFIC STUDY COMBINED WITH THE EXPERIENCE OF YEARS

Você disse 3, 4, 5? Errado. Tem 6. Conte novamente e confira. Quer saber por que sua conta não deu certo? È que o cérebro não consegue processar a palavra OF.

4 Responda as perguntas abaixo , uma a uma, mentalmente, e tão rápido quanto possível. Não prossiga sem responder à pergunta anterior. Vamos lá.

Quanto é:

15+6

3+56

Continue

89+2

12+53

Continue

75+26

63+32

Continue

123+5

Agora, rapidamente, pense numa ferramenta e numa cor?

Você pensou em martelo vermelho, não foi?

Se não foi, você é uma rara exceção porque 98% das pessoas que fazem este teste pensam em martelo vermelho.

Por João S Magalhães

PROCURANDO DEUS - SE DEUS NÃO EXISTE TUDO É PERMITIDO?

A frase, que não foi escrita por Dostoevsky, embora seja mais ou menos o que Ivan Karamázov diz no famoso livro, ainda que de modo mais extenso e rebuscado. "Não existe virtude sem imortalidade", conclui Ivan. Para ele, sem a crença dos homens na imortalidade da alma e na existência de Deus, não haveria motivo para nenhuma moral e tudo seria permitido, "até o canibalismo".

"Se Deus não existe, tudo é permitido." Será mesmo?

Fábio Marton discorda. Mas de onde vem a moral? É algo biológico? Inato? Cultural? Ou vem mesmo de Deus, exista ele ou não?

Como Dostoyevsky cita canibalismo, lembrei-me do caso que li sobre o horrível General Butt Naked (ou General Peladão), soldado mercenário da guerra civil da Libéria, que liderava um batalhão de soldados que andavam nus por acreditar que isso o protegia das balas (vídeo documentário aqui - alerta para imagens fortes). Ele dizia ser um seguidor do Diabo, de quem afirmava ter recebido um telefonema quando criança. Confessou ter matado milhares de pessoas, inclusive crianças (sacrificava uma antes de cada operação militar), praticava canibalismo (comia o coração de algumas crianças e prisioneiros) e jogava futebol com as cabeças de soldados inimigos. Hoje é um pastor evangélico. Conversão real ou mera fuga da justiça? Digam o que quiserem, desde então não comeu mais nenhuma criancinha.

Deus e o Diabo podem não existir, mas a crença neles existe, e tal crença é responsável por diversos atos, dos mais nobres aos mais cruéis. Os conceitos de Bem e de Mal vêm diretamente da religião e da filosofia, não de qualquer medida científica. Mas só o que a ciência mede existe?

E será que os religiosos realmente agem virtuosamente apenas por medo do Inferno e/ou esperança do Céu? Não existe virtude sem imortalidade da alma?

E os ateus, tem uma moral própria? Podem ter? Qual moral pode-se criar a partir do mero materialismo, a não ser uma moral utilitária, "o maior bem para o maior número de pessoas". Mas, qual é o "maior bem"?

O Claudio Avolio observa como a mesma "moral" secular bananeiro-esquerdista que proíbe revistas com dicas para heterossexuais festeiros, subsidia revistas com dicas para gays festeiros. Uma revista é proibida em nome ao suposto respeito ao direito das minorias, a outra é apoiada financeiramente em respeito ao direito das minorias. Uma moral algo contraditória, para dizer o mínimo.

Por outro lado, também é verdade que, não obstante todo seu ódio pela religião e pelos religiosos, ao contrário dos anarquistas espanhóis, Dawkins nunca matou nenhum padre. O ateísmo, por si só, jamais poderia fazer mal a uma mosca. Assim como a religião. O problema são os homens. Os homens matam e morrem em nome de idéias - políticas, sociais e, por que não, religiosas. Mas acreditar que a religião é o grande mal da humanidade é uma besteira. De acordo com o psicólogo evolucionista Satoshi Nakazawa, pode-se matar também em nome da ciência. Aliás, ele também acredita que Deus foi criado pela evolução.

Já eu às vezes acho que Deus existe, e o Inferno é aqui mesmo.

Postado Mr X

Professora do bundão é demitida depois de vídeo sensual

Uma professora de educação infantil e alfabetização de uma escola particular de Salvador foi demitida depois de aparecer em vídeos postados no site "You Tube", dançando o pagode Todo Enfiado, da banda O Troco. Nas imagens, feitas em junho, a professora de 28 anos é vista fazendo a coreografia erótica da música, no palco, ao lado da banda. Em determinado momento, o vocalista do grupo e autor da canção, Mario Brasil, levanta o vestido dela e puxa a calcinha para cima, movimento que faz parte da coreografia.

Depois de virar celebridade na capital baiana - os vídeos, registrados por câmeras amadoras, já foram vistos mais de 100 mil vezes -, ela foi demitida da escola e, ridicularizada pelos vizinhos, teve de se mudar de bairro. Ela tem uma filha de 7 anos. "Pelo menos temporariamente não tenho como voltar para lá", avalia a professora, formada em pedagogia. Ela passou a morar com parentes.
Os responsáveis pela escola na qual lecionava não quiseram se pronunciar sobre o caso. Informam apenas que a demissão foi causada por pressão feita por pais de alunos. A professora diz estar arrependida.

C/A

SADOMASOQUISMO - O PRAZER QUE FAZ DOER

Em Portugal, há festas sado-maso todos os meses. E também há dominadoras e submissos profissionais, que recebem clientes que pagam para ser humilhados, espancados ou para humilharem e espancarem. Entrámos no universo onde o prazer e a dor se (con)fundem.

Queimaduras com cera de vela, açoitamentos com chicote são práticas comuns no BDSM. "Os meus clientes são pessoas perfeitamente normais", garante Lady M
Foi o brilho dos olhos da amiga que tornaram aquele mergulho irreversível. A amiga era dominatrix, Lady M não era ainda Lady M. Na altura, quando a porta se abriu e viu um homem amarrado, fugiu. Teve medo. Mas, depois, aquele brilho no olhar fascinava-a. Não o conseguia esquecer. Começou por ajudar a amiga dominadora, começou a gostar. Como estava desempregada, uniu o útil ao agradável, e foi ficando, aprendendo, e descobrindo que gostava daquela sensação de domínio, de poder sobre um outro. Descobriu como isso podia ser terrivelmente excitante. "Percebi que era aquilo que me faltava para me completar", conta. Isto aconteceu há seis anos - o seu primeiro contacto com o universo BDSM (Bondage Dominação Sadismo Masoquismo). Hoje, aos 29 anos, Lady M é dominadora profissional. Vive exclusivamente dos homens e mulheres que a procuram para sessões de dominação - e não se queixa. Não são tão poucos como se imagina os submissos dispostos a pagar uma média de 200 euros por uma hora passada a levar chicotadas, a lamberem botas, ou ficarem presos à mercê de outra pessoa que dispõe delas, na totalidade. E por que raio haverá pessoas que pagam para ser humilhadas ou estimuladas com choques eléctricos? Porque, para eles, o kick, é dar o controlo total a outro. E entregarem-se.

"Quem me procura é normalmente da classe média-alta", principia a dominatrix. "Pessoas com cargos de chefia, que precisam de uma hora de descompressão." Quase como se marcassem uma massagem. "Se é saudável o que aqui se pratica? Não sei, faz-nos bem... Ficamos ambos mais calmos..." Há todo o tipo de clientes: "Mais homens que mulheres, alguns casais, de todas as idades - dos 20 aos 80 e muitos, embora a maioria ande pelos quarentas, até por questões de poder económico. Há casais que vêm porque o marido quer que eu humilhe a mulher, homens casados cujas mulheres não sonham que eles gostam de ser dominados... Para a maioria, isto é uma bolha na vida deles. Têm uma vida perfeitamente normal, depois vêm aqui, em regra uma vez por semana, e descarregam." Há políticos, pessoas em cargos de poder e figuras públicas a requisitar sessões - mas o segredo é a alma deste negócio.

Lady M tem regras. "Por exemplo, não domino quando não estou inspirada." Há dias em que não lhe apetece dominar - mas são poucos. Com clientes novos, tem uma conversa antes da sessão, para saber as suas fantasias e os seus limites - e depois ausenta-se, para planear o decurso daquela hora. "Dentro do mundo BDSM, pratico tudo. Considero-me uma dominadora hard - há outras mais soft, em Lisboa. Faço tudo: needle play (espetar agulhas), spanking (açoitar com chicotes), CBT (Cock and Ball Torture - Tortura do Pénis e dos Testículos), mumificação (enrolar o submisso em papel-filme, ficando completamente imobilizado, sendo a dominadora a controlar a sua respiração). Isso é uma coisa que me dá imenso prazer, excita-me imenso." Mas, atenção: quando Lady M diz que faz tudo, tudo não inclui sexo - pelo menos, não na interpretação tradicional. Não há penetração. Há manipulação sexual, mas não há coito. Na verdade, nestas sessões, o sexo está na cabeça de cada um.

Lady M abre-nos a porta do seu estúdio, num bairro da periferia de Lisboa. É uma mulher portentosa, enorme nas suas botas brancas de verniz até ao joelho, de salto agulha quilométrico, e 90 quilos. Tem quase 1,80 metros nesta indumentária, um longo vestido negro de cabedal, que a faz parecer uma rainha gótica, deslizante entre celas do seu castelo. O decote generoso, de onde o peito transborda, uma máscara de olhos pontiaguda como as orelhas de um gato, luvas pretas de verniz, unhas da mesma cor, e meias de rede completam o visual. O cabelo, comprido, é negro e liso. A cara é bonita, a voz doce. No entanto, é fácil imaginá-la no papel de dominatrix. E não seria preciso imaginar muito, porque a sessão estava prestes a começar.

O estúdio é um apartamento normal com várias divisões, onde a sala foi adaptada para acolher as sessões. Os estores estão integralmente corridos, o espaço mergulhado à luz de inúmeras velas. Há uma antiga mesa de operações, da II Guerra Mundial, convertida em mesa ginecológica, cheia de fivelas para amarrar braços e pernas, que serve para sevícias sexuais (fiesting: estimulação anal ou vaginal, com pesos, molas, estímulos eléctricos...). Ao lado, uma cruz de Santo André - uma cruz de madeira onde se acorrentam os submissos. Ao canto, uma jaula, para aplicar castigos. Central, ainda, é o trono, onde se senta a rainha (ou dominatrix); há um guincho eléctrico a pender do tecto, onde se suspendem as pessoas; uma sanita portátil, para 'chuva dourada' ou 'beijo negro', nomes bonitos para práticas que envolvem excrementos. Uma série de vibradores e outros instrumentos mais ou menos misteriosos completam a decoração do espaço, que conta dezenas de chicotes na parede, cordas, algemas e fotografias de exibições públicas, em mostras em Portugal e no estrangeiro. Noutra mesa, uma fileira de máscaras em látex ou borracha lembra as máscaras de gás. Ouve-se música em fundo, mas não é distintiva.

Os submissos entram devidamente trajados. A mulher vem de french maid (criada francesa), avental por cima de uma mini-saia a revelar o rabo, sapatos de salto fino, fivelas de cabedal apertadas nos tornozelos e nos punhos, com ganchos que chocalham, ao andar. Ao pescoço, a obrigatória coleira, prova de submissão. "Sou eu que escolho a indumentária dos submissos, de acordo com a sua personalidade", explica Lady M. "No caso desta, ela não gosta de servir, por isso é bom, para a humilhar." O homem vem de máscara integral, por onde espreitam apenas olhos e boca, se o fecho éclair quiser. Traz também um harness (conjunto de tiras de cabedal que se unem no peito, num orifício ao qual está atada a coleira), tanga de cabedal preto, botas de cabedal e meias de rede até ao joelho.

A dominatrix senta-se no trono e os submissos ajoelham-se aos seus pés, "cabeça baixa, mãos atrás das costas". "Começamos pela adoração dos pés", decide Lady M. "Lambe-me as botas. Com força, até eu sentir a língua", ordena, veemente. "Têm que ficar bem engraxadas!" O escravo obedece. A seguir, enfia-lhe os dedos na boca e manda-o lamber-lhe a luva. Depois, mete-lhe o salto da bota, enorme, na boca. Ele lambe, obediente. Então, Lady M manda o submisso abrir a boca e deixa o seu cuspo escorrer para dentro da boca dele. O escravo não solta um som. "Não pode", garante ela. A única coisa que ele pode dizer, durante a sessão, é a safeword previamente combinada, se quiser que a dominadora pare. Neste caso, a palavra é stop. "Não", não chega.

Lady M acende um cigarro e 'lembra-se' que não tem cinzeiros à mão... Será 'forçada', portanto, a apagar o cigarro na língua do submisso... Ordena-lhe que ponha a língua de fora, despeja-lhe cinza, e depois, apaga o cigarro... O escravo geme de dor, transpira - mas não pede para parar. A dominadora prende-o então pelos pulsos ao guincho eléctrico preso no tecto e eleva-o, até ele ficar todo esticado. "Afasta as pernas", sentencia. Começa por lhe morder os mamilos, com força - muita força. Ele geme, ligeiramente. Seguem-se as molas. "Aceito as mais fortes", diz o submisso. A dominadora ri, perversamente. Lady M coloca-lhe as molas nos mamilos e depois passa-lhe uma 'roda da dor' (espécie de roda dentada com picos metálicos) no peito, na barriga, nos genitais. Ele não solta um ai.

A dominadora passa às velas. Lentamente, deixa os pingos de cera escorrerem-lhe peito abaixo, barriga... Ele arrepia-se, contrai-se. Um brilho atravessa-lhe então o olhar e exclama: "Vamos fazer fogo-de-artifício...!" Pega num tufo de pêlos do peito do submisso... e pega-lhe fogo, com a vela. "Cheira a carne de porco!", solta, rindo-se com gozo. Repete várias vezes. Ele não diz "pára", nem "não", nem "stop". Ele está a gostar. Lady M vira-o, baixa-lhe a tanga, leva o braço atrás para tomar balanço... e apaga-lhe a vela no rabo. Ele solta um som. Não chega a ser um 'ai'.

Intervalo. Cinco minutos mais tarde, os submissos voltam a ajoelhar diante da rainha. Segue-se um bocadinho de trampling (pisar uma pessoa). Ela começa por espetar o salto da bota nas costas do submisso, com força. Depois, ordena-lhe que se deite, de barriga para cima, e repete a façanha no mamilo. Desta vez ele queixa-se. Mas queixa-se muito mais quando ela lhe diz para esticar os braços para trás e lhe pisa as mãos, uma a uma, com a bota. São mais de 90 quilos... As atenções da dominadora voltam-se agora para a submissa. Prende o homem na jaula e dedica-se a dar uns 'mimos' à mulher. Prende-a à cruz de Santo André, levanta-lhe a saia, e começa a açoitá-la, com um chicote (spanking). Usa um flogger, um chicote em cabedal com uma série de terminações. O chicote estala no rabo da submissa. Lady M puxa-o atrás e bate com força. Mais tarde, a submissa confessar-nos-á que a cruz é o "objecto favorito" dela. "Adoro que me amarrem, que me puxem o cabelo, que me ponham cera quente... O que mais me dói são as molas nos mamilos", conta. Casada, esconde do marido esta faceta da sua sexualidade.

Choque de realidade. Ver os submissos entrarem na sala, no fim da sessão, vestidos com a roupa do dia-a-dia, é levar um "banho de realidade". Por baixo daquelas personagens sem vontade, que acatavam todo o tipo de maus tratos, há agora gente de aparência perfeitamente 'normal', pese embora o relativismo da palavra. Jmslave, o nome do escravo de Lady M, vive com ela há dois anos. É um homem de 53 anos, empresário, vestido de camisa às riscas e calças de fato, igual a milhares de homens portugueses. "Saí de um casamento 'baunilha' (termo para os relacionamentos convencionais, que caem na rotina) de 26 anos, para viver com ela", conta. Para ele, sexualidade e BDSM confundem-se desde sempre. "Hoje sei dar nome àquilo que muito novo não conseguia explicar - como o facto de me sentir excitado quando via alguém amarrado num filme, ou de sentir prazer ao provocar dor nos genitais..." A sua primeira experiência sexual nos papéis de submissão/dominação aconteceu aos 18 anos. "Depois, seguiu-se um período de culpabilização, em que queria perceber por que fazia aquilo às pessoas, por que retirava prazer daquilo..." Por fim, rendeu-se.

Foi dez anos dominador, até descobrir que queria ser submisso. É aquilo a que se chama um switcher, uma pessoa que experimentou os dois papéis. Garante que ser submisso é muito melhor, "muito mais intenso", "porque tudo se passa na nossa cabeça - e os submissos têm sempre a última palavra". Acredita que demorou tanto tempo a tomar a decisão por associar submissão a perda de masculinidade.

Fala enquanto acaricia o cabelo de Lady M, carinhosamente. Vivem juntos, com o filho dela - o lado 'humano' da personagem. O filho não sabe o que faz a mãe, mas sabe que ela vai "a umas festas estranhas, às vezes", e que faz colecção de chicotes... "Às vezes, ando de chicote no Colombo", conta. Gosta de provocar. "Acredito que as pessoas que praticam SM são perfeitamente normais - apenas têm uma sexualidade diferente. Eu própria tenho uma sexualidade 'normal', e de vez em quando, pratico SM", remata.

"O AKI é uma óptima sex-shop". "Nunca desligamos disto", conta, referindo-se ao universo BDSM. "Mesmo quando vamos na rua, a ver montras, vemos tudo menos a roupa. O AKI, por exemplo, passa a ser uma óptima sex-shop. Ou uma loja de animais. Ou o Decathlon, que vende chicotes de equitação baratos." "Às vezes, se tenho dois submissos que me pedem coisas fraquinhas, a seguir telefono ao meu escravo (com quem vivo) e peço-lhe uma coisa forte." Uma coisa forte pode ser CBT, a tortura dos órgãos genitais, quer com rodas da dor quer com instrumentos cirúrgicos para enfiar na uretra... Essa é uma das coisas preferidas de Jmslave, que traz sempre as iniciais da sua dona (L.M.) gravadas no rabo a lâmina - e que já causaram episódios engraçados, como aquele do médico, no hospital, que lhe pediu para baixar as calças e não disse nada ao ver as marcas em carne viva. Ela entra em transe quando o faz, confessa. O termo técnico é space, quando o êxtase é tal que se perde a noção dos limites e da dor. Isso aconteceu numa festa, há 15 dias, com ele. As chicotadas nas costas eram tão fortes que o sangue jorrava profusamente, e ele sem dizer a safeword. Ela não podia parar - "uma dominadora não pode dar parte de fraca", e ele já noutra dimensão... E não dói? "Eu não gosto da dor," garante ele. "Mas a dor é viciante."

Uma festa diferente. Todos os primeiros sábados de cada mês, de há um ano para cá, Raul e Sofia (nomes fictícios) abrem as portas da sua casa de campo, a 25 quilómetros de Lisboa, para uma festa privada. Ao contrário das Gathering Parties, que acontecem bianualmente e que são abertas ao público em geral, aqui não entra quem quer. Só quem é do meio. "Por ausência de sítio para estar à vontade", desde que o único bar BDSM fechou portas, em Campo de Ourique, o casal, pai de três filhos, decidiu promover um encontro 'interpares', com a lotação máxima de 28. É a única festa organizada a nível nacional. As inscrições fazem-se online, num site, e são filtradas por ordem de chegada. À entrada, pedem-se 25 euros, para pagar as bebidas servidas na festa, que dura das 21h às 4h da madrugada. Nesse mesmo site, aparece toda uma minuta das regras de comportamento da casa - que são muitas... Como as cadeiras estarem reservadas aos dominadores, os fetiches com fezes não serem bem-vindos, ou o sexo só poder ter lugar na cocheira... Dito isto, os anfitriões garantem que, nas 12 festas que já deram, não se lembram de ter visto uma cena de sexo. "Há gente que pede um privado (pedem para ser deixados a sós numa das divisões da casa), mas apesar do sexo ser permitido, nunca assistimos", dizem.

"Esta festa é como estar num pub", garante Raul. "Só que, em vez de estar vestido de uma forma baunilha, aqui posso estar como quiser - de látex, de máscara, seminu... Há aparelhos que se podem usar, há música, e as pessoas divertem-se." A casa tem dois pisos. Cá em baixo, a cozinha, uma casa-de-banho e a cocheira, ampla, onde uma cruz de Santo André domina o espaço. Subindo as escadas, chega-se à sala, espaço central da festa, onde abundam os objectos BDSM - todos construídos manualmente por eles. A primeira coisa com que nos deparamos é a jaula, à direita, sob a mezzanine, onde há uma cama e um objecto que parece um aspirador. Mais tarde, explicar-nos-ão que se trata de uma cama em látex, para a prática de breathplay. "Entra-se naquela espécie de saco-cama, liga-se o aspirador, que retira o ar todo, até se ficar com o látex completamente colado à pele", explicam. "Só se respira por um orifício para a boca."

Há ainda uma mesa de operações da II Guerra Mundial, semelhante à de Lady M - "comprada no eBay" -, uma cruz de Santo André, cordas que pendem de uma trave para a prática de shibari (técnica japonesa para amarrar pessoas com cordas), uma 'coisa' (um objecto de encaixe da cabeça e dos braços, que faz lembrar uma guilhotina sem lâmina), uma dúzia de chicotes pendurados na parede, e uma série de fotografias das mamas de Sofia presas com molas (tit press). Num armário fechado a cadeado, com porta em vidro, convivem uma série de objectos dos donos da casa: plugs eléctricos, que dão pequenas descargas, plugs anais em forma de granada, gags (mordaças) para pôr na boca - com bolas ou em versão para cavalo -, pesos para pendurar nos mamilos ou nos lábios vaginais.

O casal garante, no entanto, que "a festa é muito menos hardcore do que se imagina. Fala-se de política, de roupa, de onde se comprou determinado acessório... ela anda atarefada a perguntar quem quer caipirinhas", assegura, referindo-se a Sofia. "Se há pessoas novas, temos a preocupação de as enturmar. E acontece muito, com pessoas que vêm pela primeira vez, encontrarem amigos de infantário, secretárias encontrarem os patrões... Na última festa, veio um submisso que nunca tirou a máscara, que devia ser uma figura pública, de certeza."

Nunca tiveram que expulsar ninguém por ter bebido demais, por ter um comportamento inapropriado, por ser um arruaceiro. "Nunca notei aqui violência", diz Raul. Aliás, uma das máximas pelas quais o BDSM gosta de se reger obedece à sigla SSC: "São, Seguro e Consensual." A consensualidade, de resto, é a base da relação de qualquer dominador e submisso. Não se pense, no entanto, que esta é uma festa "para meninos". Dela consta, por exemplo, um leilão de escravos, em que os submissos preenchem uma ficha onde detalham o seu fetiche, o que gostam de fazer e a sua experiência, e depois são leiloados a dominadores, sob o comando do qual ficam.

"Apaixonei-me pelo dominador". Juntos há sete anos, Raul e Sofia têm cerca de 40 anos e são ambos quadros médios. Ela passa o dia a liderar, no trabalho, e chegada a casa, agradece que decidam por ela. Talvez por isso tenha sido para ela tão natural a posição de submissa. Isso, e o facto de se ter apaixonado... pelo dominador. "Ele disse-me que tinha uma sexualidade diferente, eu aceitei. Mas devo ter mesmo traços de submissa, porque até antes de namorarmos, uma vez ele pediu-me para tirar o sutiã num restaurante e eu tirei." Aliás, mal entrámos na casa, Sofia colocou a coleira, símbolo de submissão. Raul nem teve de dizer nada. "Porque esse é o meu papel aqui", assume, prontamente. "É sempre ele que decide o que vou vestir. E eu tenho todo o prazer em acatar", diz, com orgulho. Para um submisso, a vontade do dominador é o seu prazer. O grau de confiança entre Raul e Sofia é tal que eles não têm safeword. "Não sinto falta", garante ela, "confio plenamente nele". "Também porque eu sinto quando tenho de parar", completa ele.

A roupa, ou melhor, a variedade da indumentária, é outro pormenor interessante. Há uma profusão de possibilidades neste campo: "Desde fatos de enfermeira, de bailarina, de french maid, a fatos de escrava ou a fatos de pony girl, o maior fetiche de Sofia, que dá direito a botas com ferradura e tudo, tem ainda inúmeros vestidos de couro, espartilhos, corpetes..." Ele usa kilts, muitas peças pretas, de cabedal - e tudo isto está guardado em armários em casa, "que a empregada vê, e que os filhos podem abrir se quiserem, pois nada está trancado". Os miúdos nunca fizeram perguntas, embora os pais estejam convencidos que eles "sabem ou desconfiam - e levam na boa". E talvez um dia possam vir a assistir a uma festa onde há submissos que passam a noite a lamber as botas das dominadoras. Ou cruzarem-se com um homem vestido de criada, cujo fetiche é tão-somente limpar o pó e aspirar a casa...

C/A

EX-SECRETARIA ESTARIA QUERENDO SAIR NA PLAYBOY


Blogueiros suspeitam que ex-secretaria estaria querendo promoção pessoal e assim receber um convite para possar na Revista Playboy. Teriam até localizado um "ensaio", veja AQUI.

Sex Night - Blogueira Anônima Confessa

As vezes tenho vontade de dar a noite inteira..de sentir aquele entra e sai gostoso...molhadinho...adoro quando este pergunta se pode "estragar" ela....uaaaauuu...rsss

Isto não é um regresso. É mais um adeus (o último, espero), um desejo:

Que o pariu, mais o seu canto e a promessa de redenção, a esperança e o caralho traduzido em conas por todo o lado! Não vale a pena. A maior parte de nós não presta mesmo. Até quando dizemos sim não interessamos nem ao jesus-menino nem ao pobre diabo. Ninguém quer saber realmente de ninguém, admitam por uma vez só.

Não, eis o que resta. Não há, nunca houve lugar para amores, amizades, cumplicidades num tempo inteiro. Devaneios, experiências, distracções, pouco mais. No meu espelho, vi-os trocar o ânimo pela melancolia da moda; simulacros de amizade porque sim, porque estamos sós e nunca se sabe quem pode vir a ser útil. E pouco há de mais vão do que esta serventia, pouco mais houve que estupidez quando afugentei amizades raras, desinteressadas como cometas.

Outros vi esconderem a azia sob as escadas da sedução, enquanto se afastavam como, dizem, todas as galáxias. Vi-os sorrir ocre, ciente de que a matéria negra não vai parar de crescer, mas nada disse em contrário. Sorriam, menti, sorriam enquanto puderem. Até há bem pouco, evitei dizer-lhes o que os espera, aquilo de que sou feito: cinzas, raios! E por mais que o vento sopre de feição as cinzas vão perdurar.

Por José Quintas

LEITORA MANDA FOTO DIZENDO QUE É PARA ANIMAR OS BLOGUEIROS

Será que ela conseguiu?

Voce o que acha?

Pode mandar fotos para : contatarblogger@gmail.com
Obs: Fotos de rosto não seram publicadas.

VERDADES SOBRE AS MULHERES - VERSÃO POÉTICA

O rico e o pobre são duas pessoas.

O soldado protege os dois.

O operário trabalha pelos três.

O cidadão paga pelos quatro.

O vagabundo come pelos cinco.

O advogado rouba os seis.

O juiz condena os sete.

O médico mata os oito.

O coveiro enterra os nove.

O diabo leva os dez...

...algumas mulheres enganam os onze.

Do Cafajeste Romântico

Cientista espera que o mundo viva sem influência da religião


Evolucionista em evidência, o biólogo inglês Richard Dawkins levará ao palco principal da VII Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), em sua conferência marcada para hoje (2), uma apaixonada defesa da ciência e da razão em detrimento da religião. O convite a Dawkins é um dos destaques da Flip no ano em que se comemoram os 150 anos de A origem das espécies, livro de Charles Darwin.


Autor do polêmico livro Deus, um delírio, em que nega qualquer preceito para explicar a origem da vida, Dawkins reiterou que o mundo sem religião é, sim, parte da evolução da humanidade. “Eu realmente espero que o mundo viva sem religião”, disse, em entrevista coletiva.


O biólogo reconheceu, contudo, que fé e ciência podem conviver e citou o físico Albert Einstein, que, não raro, fazia referências a Deus. “Mas Einstein não acreditava em nenhum tipo de Deus personalizado. Por Deus, Einstein entendia como o profundo mistério que ainda não compreendemos”, ressaltou.

Por Lísia Gusmão

UM DISCURSO SOBRE OS FILHOS-DA-PUTA


Todos os pequenos filhos-da-puta
são reproduções em
ponto pequeno
do grande filho-da-puta,
diz o grande filho-da-puta.

dentro do
grande filho-da-puta
estão em ideia
todos os
pequenos filhos-da-puta,
diz o grande filho-da-puta.

tudo o que é bom
para o grande
não pode
deixar de ser igualmente bom
para os pequenos filhos-da-puta,
diz o grande filho-da-puta.

o grande filho-da-puta
foi concebido
pelo grande senhor
à sua imagem e
semelhança,
diz o grande filho-da-puta.


é o grande
filho-da-puta
que dá ao pequeno
tudo aquilo de que ele
precisa
para ser o pequeno filho-da-puta,
diz o grande filho-da-puta.

de resto,
o grande filho-da-puta vê
com bons olhos
a multiplicação
do pequeno filho-da-puta:

o grande filho-da-puta
o grande senhor
Santo e Senha
Símbolo Supremo
ou seja, o grande filho-da-puta.

Por Alberto Pimenta

I LOVE YOU LULA - O GOSTOSÃO NÚMERO UM DO BRASIL


Veja antes que cheguem as bancas, talvez sejam retiradas, as foto da gostosona Valesca Popozuda nuazinha como veio ao mundo admirando e esfregando o retrato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva do Brasil no corpo.

A funkeira disse que Lula é do povo e que acha uma bobeira tirar a sua edição especial por conta disso, e se tirarem ameaça: “vou fazer uma pirata com umas fotos que eu tenho em casa e vender na Uruguaiana para galera poder curtir”.

Nos desculpe dona Marisa mas Lula merece esta "homenagem".

Do blog

CANNABIS SATIVA – SIM OU NÃO?

Fumada em cigarros, conhecidos como "baseados", ou inalada com cachimbos ou narguilés, a maconha é um entorpecente produzido a partir das plantas da espécie Cannabis sativa, cuja substância psicoativa – aquela que, na gíria, "dá barato" – se chama cientificamente tetraidrocanabinol, ou THC.

UM MUNDO LIVRE DE DROGAS É INGENUIDADE OU EQUÍVOCO?

Os danos à saúde são reconhecidos e não quero aqui exaltar as virtudes da erva, a não ser suas propriedades terapêuticas para uso medicinal. Só que pensando de forma lógica os números e o mercado falam que se gastam bilhões de dólares por ano, mata-se, prende-se, mas o tráfico se sofistica, cria poderes paralelos e se infiltra na polícia e na política. O consumo aumenta em todas as classes sociais. Desde 1998, quando a ONU levantou sua bandeira antidrogas, no comércio mais que triplicou o consumo de maconha e cocaína na América Latina.

Segundo a Revista Época, há 200 milhões de usuários regulares de drogas no mundo. Desses, 160 milhões fumam maconha. A erva é antiga – seus registros na China datam de 2723 a.C. –, mas apenas em 1960 a ONU recomendou sua proibição em todo o mundo. O mercado global de drogas ilegais é estimado em US$ 322 bilhões. Está nas mãos de cartéis ou de quadrilhas de bandidos. Outras drogas, como o tabaco e o álcool, matam bem mais que a maconha, mas são lícitas. Seus fabricantes pagam impostos altíssimos. O comércio é regulado e controla-se a qualidade. Crescem entre estudiosos duas convicções. Primeira: fracassou a política de proibição e repressão policial às drogas. Segunda: somente a autorregulação, com base em prevenção e campanhas de saúde pública, pode reduzir o consumo de substâncias que alteram a consciência. Liderada pelos ex-presidentes, a comissão defende a descriminalização do uso pessoal da maconha em todos os países. "Temos de começar por algum lugar", diz FHC. "A maconha, além de ser a droga menos danosa ao organismo, é a mais consumida. Seria leviano incluir drogas mais pesadas, como a cocaína, nessa proposta".

Mesmo com o investimento de US$ 6 bilhões dos Estados Unidos no Plano Colômbia, a área de cultivo de coca na região andina permanece com 200 mil hectares.

QUEM PRODUZ?

A comissão latino-americana acha "imperativo retificar a estratégia de guerra às drogas dos últimos 30 anos". Nosso continente continua sendo o maior exportador mundial de cocaína e maconha, mas produz cada vez mais ópio e heroína e debuta na produção de drogas sintéticas.

QUEM CONSOME?

O hemisfério norte consumidor por excelência. Nos Estados Unidos, ainda se encarceram usuários na maioria dos Estados, e a Europa faz vista grossa ao consumo, mas não muda sua legislação.

Os ex-presidentes Ernesto Zedillo, César Gaviria e Fernando Henrique (da esq. para a dir.), em encontro no Rio, na semana passada. Eles defenderam a revisão das leis contra as drogas e a descriminalização da posse de pequenas quantidades de maconha.

QUEM APÓIA A LIBERAÇÃO?

Agora, não são hippies nem pop stars. São três ex-presidentes latino-americanos, de cabelos brancos e ex-professores universitários, que encabeçam uma comissão de 17 especialistas e personalidades: o sociólogo Fernando Henrique Cardoso, do Brasil, de 77 anos, e os economistas César Gaviria, da Colômbia, de 61 anos, e Ernesto Zedillo, do México, de 57 anos. Eles propõem que a política mundial de drogas seja revista.

QUEM É CONTRA? PORQUE É CONTRA?

Com a liberação do consumo da maconha, mais gente experimentaria a droga. Isso aumentaria o número de dependentes e mais gente sofreria de psicoses, esquizofrenia e dos males associados a ela. Mais gente morreria vítima desses males. "Como a maconha faz mal para os pulmões, acarreta problemas de memória e, em alguns casos, leva à dependência, não deve ser legalizada", afirma Elisaldo Carlini, médico psicofarmacologista que trabalha no Centro Brasileiro de Informação sobre Drogas (Cebrid). "Legalizá-la significaria torná-la disponível e sujeita a campanhas de publicidade que estimulariam seu consumo".

"A lei sempre pode melhorar, mas sou contra esse tipo de mudança", diz o deputado estadual Edson Ferrarini (PTB-SP), que há 36 mantém uma entidade de recuperação de dependentes de drogas. "Nossa legislação já é atualizada. Hoje, não existe ninguém preso por fumar maconha. O problema é que 90% das pessoas envolvidas com drogas como cocaína, heroína e crack começaram com maconha. E, no Brasil, as pessoas começam cedo nas drogas". Para ele, assim como para a ONU ou para o governo americano, controlar a oferta das drogas por meio de políticas de segurança e do combate ao tráfico e ao consumo é a melhor forma de combater os danos que elas causam à saúde.


QUEM BUSCA POSICIONAMENTO COERENTE?

NO EXTERIOR
Martin Jelsman
"A proibição das drogas ilícitas pôs o mercado desse lucrativo comércio em mãos de organizações criminosas e criou enormes fundos ilegais que estimulam a corrupção e os conflitos armados em todo o mundo", diz o cientista político holandês Martin Jelsman.

Milton Friedman
O economista Milton Friedman (1912-2006) apoiou estudos da Universidade Harvard que mostram que, se a maconha fosse liberada e legalizada, em vez de se gastar uma fortuna com a proibição, haveria um ganho potencial de US$ 7,7 bilhões por ano e de US$ 6,2 bilhões em taxas para investimento em saúde pública. Trata-se de um potencial de arrecadação comparável ao do tabaco.

Robert Sweet
Em vez disso, a política dos EUA em relação às drogas vem custando fortunas ao contribuinte americano. Cresceu de US$ 10 bilhões, nos anos 80, para US$ 35 bilhões anuais. "É um fracasso como custo-benefício. Taxar as drogas e fornecer assistência à saúde do usuário é o caminho adequado. Todas as drogas que alteram o comportamento da mente devem ser controladas, exatamente como o álcool, com restrições de venda de acordo com lugares e horários e, obviamente, jamais a menores", diz o juiz federal americano Robert Sweet, de Nova York.

NO BRASIL

Kátia Tavares
No Brasil, a legislação continua ambígua em relação ao consumo nos espaços públicos. Em outubro de 2006, entrou em vigor no país a Lei Antidrogas nº 11.343. "É mais uma reforma de caráter simbólico, já que não diferencia a figura do experimentador, ocasional consumidor ou usuário frequente de entorpecentes", afirma Kátia Tavares, da Comissão de Direito Penal do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB). “O atual texto não deixa de criminalizar a conduta do porte para consumo pessoal, pois prevê como pena a prestação de serviços à comunidade, além de fixar medida educativa semelhante a um castigo, imposta pelo juiz criminal”. Não seria oportuno, pergunta Tavares, que o consumo próprio de drogas fosse examinado pelo Ministério da Saúde? "Descriminalizar a conduta da posse para uso próprio é uma medida urgente. Isso não significa a legalização das drogas", afirma ela.

FHC
A menos de 1 quilômetro da casa de qualquer latino-americano ou norte-americano, diz o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a maconha está disponível. Mas quem fuma maconha não dispõe da ajuda do sistema de saúde pública. Caso se torne um dos 10% que, em algum momento da vida, se tornam dependentes ou viciados, ele não terá assistência do Estado.

Alberto Cardoso
No início do mês, quatro policiais, em três triciclos, detiveram jovens que fumavam maconha no Posto 9, na Praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. Os policiais foram vaiados e houve tumulto. No Brasil, o usuário não pode, pela legislação, ser preso. Mas o policial pode levá-lo para a delegacia e fichá-lo por consumir uma droga ilícita, condenando-o a trabalhos comunitários. Ou pode achacá-lo. Porque, ao fumar um baseado, ele continua cometendo um crime. "Há uma brecha na lei que precisa ser mais bem explicada ou reescrita", diz o general Alberto Cardoso, da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad). "Deter ou não o usuário de maconha ainda depende do arbítrio ou da educação dos policiais brasileiros". A comissão propõe que se mude a maneira de enxergar o consumidor de maconha. Ele deixaria de ser um infrator.

Rubem César Fernandes
"O que aconteceu com esses jovens tem tudo a ver com os objetivos a longo prazo da comissão latino-americana", diz Rubem César Fernandes, diretor da ONG Viva Rio. "A política de repressão pura e simples cria oportunidades para o crime e reforça a tendência de desvios na classe média, especialmente no consumo de ecstasy, presente em todas as raves. Na Europa, a política tem sido colocar nas festas não policiais, mas agentes de saúde. Quando veem alguns jovens 'brilhando' demais, fazem coleta de sangue, mandam para casa. Essa rapaziada que começa a comprar de amigos e vê que pode ficar rico comprando e revendendo entra no crime sem nem se dar conta. Porque não há conversa, informação, prevenção. A proibição é um estímulo ao desvio". Fernandes, que admite já ter sido viciado em maconha quando vivia nos Estados Unidos, afirma que, futuramente, a saída para minar o tráfico talvez seja a legalização de todas as drogas, com o comércio regulado. Nem todos concordam.

E O CASAMENTO ARMAS X DROGAS?

A Polícia Federal concluiu, no Rio de Janeiro, duas operações contra quadrilhas de traficantes de classe média que abasteciam a Zona Sul da cidade com drogas sintéticas e forneciam armas aos bandidos dos morros. Os moradores do condomínio Lagoa Azul, na Lagoa, bairro nobre do Rio, assistiram, logo ao acordar, a uma cena comum apenas nas favelas vizinhas. Dezenas de policiais vasculhavam o edifício. O carro de quem saía de casa para o trabalho era revistado. Muitos perguntavam se um assalto ocorrera no prédio e se os policiais procuravam os bandidos. Ninguém imaginava que os agentes caçavam o vizinho da cobertura, avaliada em R$ 1,2 milhão, acusado de tráfico de drogas. Henrique Dornelles Forni, o Greg, de 25 anos, foi um dos 51 presos nas operações em diversos Estados.

Quadro de Mihály Zichy, "Lúcifer". Mostra o banimento de Lúcifer do Céu por Deus.

MAURICINHO GREG – O ANJO DECAÍDO?

Greg seria, segundo a polícia, um exemplo de "mauricinho" de classe média alta que saltou do consumo em festas para o tráfico internacional.

O pai de Greg, o publicitário Paulo de Tarso Forni, afirma que o rapaz fuma maconha desde os 14 anos, com permissão médica, porque sofre de dislexias e fobias: "Faz mal fumar? Eu não discrimino ninguém que fuma maconha". Greg só teria deixado o país uma única vez nos últimos sete anos, para uma viagem à Disney. "Ele vive lavando roupas de mendigos, tem um grande coração. Devia ser candidato a vereador", diz o pai. A incredulidade de Paulo de Tarso é a mesma dos pais de outros jovens. Na sede da PF, onde os rapazes estão presos, duas mães desmaiaram.

A história de Greg alimenta a grande fantasia da maconha como porta de entrada para os maiores pesadelos paternos: a dependência de drogas pesadas – como crack e cocaína – e o envolvimento com o crime. Ele não só comprava e revendia balinhas. Greg teria arrendado duas bocas de fumo no morro. Segundo a polícia, Greg passava seus dias na Lagoa e, à noite, trabalhava na boca de fumo, de fuzil na mão. Para a família, dizia que estava em baladas na "night".

LUGAR DE TRAFICANTE É NA CADEIA?

A comissão de ex-presidentes e personalidades defende debates honestos e francos. E continua a defender a repressão ao crime organizado. As famílias, as escolas, as igrejas precisam encorajar o debate, sem tabus, porque a guerra às drogas, de acordo com eles, não deu certo.


TABAGISMO & CIA

Quem defende a legalização do uso da maconha costuma usar o argumento da Lei Seca: a proibição do álcool nos EUA entre 1919 e 1933 aumentou o consumo e gerou crime e violência. E cita o exemplo recente do tabaco, cujo uso é sete vezes maior que o da maconha, mas vem se tornando uma droga antissocial sem que os fumantes sejam presos – somente com fortes campanhas de conscientização e restrição de espaços. Quem é contra a legalização está convicto de que o consumo e o vício aumentariam brutalmente na juventude e que a existência de drogas danosas liberadas não justifica legalizar mais uma. Mesmo os partidários da legalização de todas as drogas acreditam num processo gradual, que seja adotado em todo o planeta, para que um país de lei mais liberal não sirva de refúgio aos traficantes perseguidos nos demais.

"O tabagismo é considerado a maior causa evitável de doença e morte no mundo", diz a pesquisadora Analice Gigliotti, presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas – a favor da descriminalização (do consumo), mas contra a legalização (da venda). Ela faz um paralelo entre tabaco, álcool e maconha. "O cigarro mata metade de seus usuários precocemente – de câncer, doenças pulmonares e cardiovasculares. Mas não provoca alteração de comportamento", afirma. A maconha, segundo ela, tem um potencial de vício inferior ao do tabaco e comparável ao do álcool. Mas vicia, com direito a síndrome de abstinência e tudo. Pode provocar câncer, prejudicar a capacidade de aprendizado e perda dos reflexos motores, o que também aumenta acidentes de trânsito.

A pesquisa da Beckley Foundation relaciona ansiedade, paranoia e sintomas psicóticos entre os efeitos do uso da maconha em altas doses. Mas sustenta que as consequências para a saúde são menos danosas que as do álcool. Mais da metade dos brasileiros bebe. E os números da violência confirmam a profunda relação do álcool com o crime. Ele está relacionado a: 86% dos homicídios; 60% dos abusos sexuais; 37% dos assaltos; 13% dos abusos de crianças; 60% dos homens e 25% das mulheres envolvidos em violência doméstica.

SERIA ESSA UMA SOLUÇÃO VIÁVEL?

Muitas perguntas continuam sem resposta. Duas delas são básicas. De que adianta descriminalizar o uso da maconha se o comércio for mantido ilegal? Comprar pode, mas vender não? Uma saída – somente no caso da maconha – seriam as plantações domésticas, tendência em alguns países. “A resposta para isso tem sido microprodução”, diz Fernandes, do Viva Rio. "Na Califórnia, é permitida a produção doméstica. Os usuá­rios nem gostam da ideia de passar a produção às empresas de cigarro. Na Holanda, é permitido o cultivo de até cinco pés da planta em casa. Na Bélgica e na Espanha, até dois". Dessa forma, o usuário não só garantiria a qualidade do produto, mas também ficaria longe dos traficantes. O consumo se dissociaria do crime organizado.

Já se sabe que nem o policial nem o juiz – e provavelmente nem os pais – impedem um jovem de experimentar ou continuar a consumir drogas, legais ou ilegais. Se é utopia imaginar um mundo livre de drogas, também é ingênuo supor que o ser humano trate de questões polêmicas sem considerar seu aspecto moral. Governos, ao estabelecer políticas, devem dar o exemplo e ser realistas. Os indivíduos escolherão o certo e o errado de acordo com sua formação, educação ou religião. Hoje, é praticamente consenso que o usuário de qualquer droga, não apenas maconha, não deve ser tratado como criminoso.

Acima de tudo, deve prevalecer a visão do filósofo inglês John Stuart Mill (1806-1873): “Sobre si e sobre o próprio corpo, o indivíduo é soberano”.

NOTA DA LUA NUA: Todo esse material eu li aqui e depois ordenei para que ficasse bem menor do que na matéria.

Apesar de não ser usuária, nem de maconha, nem de nenhuma droga lícita ou ilícita (incluindo a venenosa comida do Mac D., mas excluindo a gostosa e gelada cerveja) eu sou uma cidadã plugada.

Acho difícil o Estado e a lei resolverem se as drogas devem ou não devem ser legalizadas, se o aborto deve ou não ser permitido, mas acredito que com união e boa vontade do Estado & Sociedade poderá num futuro, não muito distante, chegar a um senso comum e benéfico para a humanidade.

A meu ver, cada país deveria chegar a um consenso, mas depois todos os países deveriam se reunir e usar uma só conduta legal. Acredito que isso facilitaria o que fazer na hora que os "inimigos da lei" mudassem de endereço.

Por Lua Nua

MADAME MIM - NÃO PENSE DUAS VEZES


"A felicidade é um susto. Chega na calada da noite, na fala do dia, no improviso das horas. Chega sem chegar, insinua mais que propõe... Felicidade é animal arisco. Tem que ser admirada à distância porque não aceita a jaula que preparamos para ela. Vê-la solta e livre no campo, correndo com sua velocidade tão elegante é uma sublime forma de possuí-la. (...)

Felicidade é palavra pouca que diz muito. É frase dita na hora certa e que vale por livros inteiros. Eu busco a frase de cada dia, o poema que me espera na esquina, o recado de Deus escrito na minha geladeira...
(...) A felicidade é meu destino de honra, meu brasão e minha bandeira. Eu quero a felicidade de toda hora. (...)

A felicidade é coisa sem jeito, mas com ela eu me ajeito. Não a forço para que seja como quero, apenas acolho sua chegada, quando menos espero.
E então sorrio, como quem sabe que, quando ela chega, o melhor é não dispersar as forças... E aí sou feliz por inteiro na pequena parte que me cabe.
O que hoje você tem diante dos olhos? Merece um sorriso? Não pense duas vezes... "

Por Fábio de Melo.

MISSÃO MACHO: ENGRAVIDAR A VIZINHA

Meu amigo, você ai que anda mais liso que mussum de brejo, que anda comprando fiado e pedindo o troco, repare na moleza desse emprego: R$ 5.700,00 para fazer um menino, engravidar uma fêmea. Não uma fêmea qualquer, não uma criatura avulsa e não-sabida, nada de cobaia de pesquisas, nada disso, meu caro, simplesmente a mulher do vizinho.

Imagine a cena. Certa manhã, você acorda ali sofrido com as dívidas, olhão arriado de tanta tristeza, ai vem o morador do apartamento ao lado e diz:

-Costa, meu chapa, estou precisando muito dos seus préstimos, podemos falar um minutinho?.

Você, que é do ramo, pensa logo em um pedido de grana, a velha e cordial “facada”, e se antecipa:

-Amigo, no momento estou sem condições, mas quem sabe para o mês...

-Que que é isso, vizinho, muito pelo contrário. Tenho é uma proposta para te fazer...

Nisso a mulher do proponente chega na área:

-Deixa que eu mesma falo, Miltinho, pode ser?

O velho Costa estranha o movimento, afinal de contas o nível de intimidade com o casal do 303 era o mínimo. Nada além de ois, boas noites, feliz páscoa, etc.

-Sou eu que estou precisando, então eu mesmo desembucho –atalhou a mulher, impaciente, olho no olho do nosso amigo.

-Tudo bem, tudo bem, não está mais aqui quem estava falando –diz Miltinho, coitado, um banana.

O velho Costa fica mais encafifado ainda e ensaia um drible de corpo para pegar o elevador, fingindo algum atraso –como se aquele desocupado tivesse algum compromisso na vida.

-Preciso que faças um filho em mim –desembuchou a fogosa fêmea, objetiva, sem nove-horas.

O velho Costa até que já havia pisado na bola inúmeras vezes com o último dos dez mandamentos, mas nada que tivesse ido além da cobiça e do desejo na mulher do próximo. Nada além do platônico.

-Como assim, gente, não estou entendendo mais nada, que pegadinha é essa!? –assombrou-se o camarada.

-Isso mesmo que o nosso querido vizinho ouviu: preciso que faças um neném em mim, com a máxima urgência possível.

A vizinha não era nada de se jogar fora. O velho Costa, amante das mulheres fartas, sempre admirou o seu latifúndio dorsal.

-E, querido vizinho, estamos dispostos a te remunerar pelo trabalho, bem sabes que nessa vida não tem almoço de graça, não é mesmo?! –declarou o manso corno de resultados.

-Cinco mil e setecentos pela labuta –sorriu a fogosa.

O velho Costa não pegava um galo, como ele sempre chamou a cédula de 50, havia meses. Imagine a cara de espanto da infeliz criatura.

-E já podemos começar as tentativas hoje mesmo, não é benhê? –disse a mulher, toda sedutora, sob o olhar resignado e sincero do esposo.

-Chega de pegadinha, cadê a câmera da tevê?, fala sério! –apelou, acuado, o velho Costa.

Para mostrar que o movimento era sexy e a proposta à vera, a fogosa fêmea foi logo puxando o vizinho para o sofá da sua sala.

O maridão foi até o botequim da esquina, tomar um suco com um sanduíche natural –era um corno saudável!-, enquanto os dois se pegavam pela primeira vez.

E assim continuou a safadeza. Mas acontece que depois de quase seis meses, com direito a três tentativas semanais, o velho Costa, assim como o maridão estéril, não conseguiu emprenhar a maldita. O pior é que o miserável já havia embolsado quase todo o dinheiro.

Resultado: o casal processou o vizinho por ineficiência e outras brochuras capitais. O rolo segue na Justiça.

DE FATO & DE DIREITO

O caso acima, amiga, parece mentira, mas aconteceu de fato e de direito na Alemanha. Só adaptei a safadeza para o solo pátrio. É que o velho Costa e este cronista ficamos mesmo morrendo de inveja da missão do Frank Maus, o vizinho alemão encarregado de embuchar dona Traute, o nome real da fogosa. O maridão atende pelo batismo de Demetrius Soupolos. A informação saiu originalmente no “Bild”, periódico alemão.

Por xico sá

Maratona de Masturbação agitou a cidade de San Francisco, nos Estados Unidos

San Francisco celebra virtudes do prazer solitário com a 'Masturbatona'

San Francisco celebrou as virtudes do prazer solitário na edição 2009 da maratona da masturbação, chamada "Masturbate-a-Thon", destinada a banalizar uma prática sexual que ainda é considerada tabu e a arrecadar fundos para obras de caridade.

"É como uma maratona; a diferença é que os pés não doem no final, a não ser que você se masturbe de maneira incomum", explicou no sábado uma das fundadoras do evento, Carol Queen, funcionária do sex-shop Good Vibrations, em San Francisco (oeste).

Em 1995, a loja decretou que o mês de maio seria o da masturbação e pediu a seus clientes que buscassem pessoas dispostas a pagar por minuto para vê-los se masturbar, com o objetivo de arrecadar fundos para causas ligadas à sexualidade.

A primeira Masturbatona foi realizada em 2000 e inspirou depois eventos semelhantes em Londres e em Copenhague.

Entre as centenas de pessoas que colocaram a mão na massa no sábado, Masanobu Sato, número dois de um fabricante japonês de brinquedos sexuais, viajou de Tóquio para defender o título de resistência conquistado no ano passado, com uma duração de 9 horas e 33 minutos.

"Ele treina para o evento", explicava um de seus colegas. Mas neste ano, Sato "tem um rival procedente da Flórida".

O público pagante assiste ao espetáculo em una galeria em torno do "masturbatorium", onde os participantes são observados por sexólogos ao longo da competição.

"O mais importante é ir devagar e respirar", recomendava o "sex coach", Ed Ehrgott.

"É uma maneira de se conectar consigo mesmo. É a prática mais segura que há", segundo esse ex-campeão do torneio.

Entre os vários títulos em disputa na Masturbatona também estava o de quantidade de orgasmos.

Fonte AFP

REFLEXÕES - ENTENDER É SEMPRE LIMITADO

Quando olhei pra você como quem pede socorro porque não entendia nada do que estava acontecendo, você simplesmente sorriu, virou as costas e saiu caminhando com seus passos irritantemente lentos e decididos, sem olhar uma única vez para trás. Eu faria o mesmo se pudesse, mas fui na direção oposta e corri, corri, corri ... o coração acelerado querendo rasgar o peito, rosto vermelho e respiração ofegante. Até que cansei.
O trem parou na hora errada e eu subi mesmo assim. É o que faço sempre. Não sei escolher a via. Não sei vasculhar o pior nas pessoas e acredito fácil em mentiras bobas. Mas por outro lado, enxergo o que ninguém quer ver e vejo e sinto tudo antes de acontecer.
Nunca mais sentei embaixo daquelas árvores nem voltei naquele lugar. Porque eu não posso e a culpa continua sendo somente sua.
E agora, redescubro minhas virtudes e questiono valores antigos. Como uma mudança de textura, algo conveniente. Todas as vidas em uma só e todo o tempo que foi perdido, aflorando em idéias novas e sem sentido algum. Pensamentos reciclados na porção confusa do ser que habita em ruas estranhas.
É isto, sou uma estranha. Tão comum que passo incólume e despercebida na multidão. E o que eu faço com esta vontade de não fazer nada que não passa?
Não responda. Não fale comigo se não me conhece, porque o mau humor aflora e me vingo de todos os silêncios contidos. E se me conhecer um pouco, vai esquecer tudo e me deixar só com meus pensamentos!
É hora de apagar a luz e dormir ajuda a esquecer. A cortina desceu faz tempo, mas isto já não é mais novidade.
Azar de quem fica sem entender.
Eu também não entendo.

Por Dulce Miller - na moça dos sonhos

Ministro Minc participa de marcha pela legalização da maconha no Rio

A Marcha da Maconha realizada no Rio de Janeiro contou com a presença do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

“Hoje a guerra das drogas mata mais do que a overdose. Só a hipocrisia não vê isso”, gritou o ministro, sendo aplaudido e ovacionado por todos.

Segundo os organizadores, o protesto foi realizado em mais de 250 cidades do mundo, incluindo Berlim, Madri e França. Outras regiões do Brasil também participaram do evento. No Rio, os organizadores esperavam reunir, pelo menos, duas mil pessoas.

“Não é porque eu sou ministro que ia deixar de fazer o que eu acredito. Grande parte da violência que nós sofremos é por causa do tráfico. Usuário não pode ser tratado como criminoso”, completou Minc.

C/A

Não é Brincadeira - Criança de 7 anos já ganhou até preservativo como brinde do Mc Donald's

Novamente uma criança de sete anos ganhou um preservativo dado como brinde junto com um lanche da rede de lanchonetes Mc Donald's. Desta vez uma menina de 7 anos comprou no Mc Donalds, em Freiburg, na Suiça.

No primeiro caso, o preservativo foi descoberto pela avó da menina em um sacola de brindes que veio com o lanche, adquirido em uma loja da cidade de Wellington, na Nova Zelândia.

O avô da criança, Rowan Hutch, afirmou ao jornal "The Dominion Post" que sua mulher ficou "muito surpresa" ao descobrir o preservativo, que estava sem a embalagem.

"Ela ficou horrorizada. Por sorte, encontramos antes da minha neta, seria difícil explicar a ela sobre o preservativo, ela tem apenas sete anos", disse Hutch.

Na maior desfarçatez o Mc Donald's dizze até investigou como o preservativo foi parar na sacola de brindes, que deveria conter um kit para crianças.

De acordo com a porta-voz da rede, Joanna Redfern-Hardisty, devido à popularidade da promoção, as sacolas usadas para distribuir os brindes haviam acabado, e a loja reutilizou sacolas que continham kits esportivos para adultos para embalar os kits infantis.

Segundo ela, um dos preservativos, que estava sem a embalagem, "de alguma forma" caiu acidentalmente dentro da sacola que deveria conter o kit infantil. Nesta última vez o preservativo aberto foi encontrado numa batata frita.

Por Vampíria

CASAL É FLAGRADO FAZENDO SEXO NOS JARDINS DA RAINHA ELIZABETH

Um casal britânico embriagado foi surpreendido mantendo relações sexuais no jardim do Castelo de Windsor, na Inglaterra. Segundo informa o jornal The Sun nesta sexta-feira, inúmeros turistas ficaram espantados ao se deparar com a cena. A rainha Elizabeth estava no castelo, mas não presenciou o incidente.

O casal manteve a relação sexual por cerca de 20 min, até ser retirado do local por agentes armados, responsáveis pela proteção da família real britânica. Algumas testemunhas começaram a gritar e outras chamaram a polícia. Segundo o The Sun, turistas japoneses gravam a cena.

O casal, que segundo publica a imprensa inglesa "leva uma vida normal", declarou estar mortificado pelo feito. Sue Cook, uma das testemunhas, disse que a mulher deve "ter morrido de tanta vergonha" quando acordou, no dia seguinte. "Ela se tornou uma atriz pornô", brincou.

Um porta-voz do Castelo de Windsor declarou que a rainha se encontrava na residência no momento do incidente, porém suas instalações privadas ficam do outro lado do castelo. Assim, não tomou conhecimento do que aconteceu.

Efe/JP

VIAGENS E REFLEXÕES - PASTÉIS DE VENTO

Preciso ser mais suave com as palavras, pra que elas não cortem tão fundo a ponto de fazer sangrar. Porque nem todas as verdades precisam ser ditas por completo, algumas devem ficar sempre subentendidas. E quando as pessoas perguntam, elas querem ouvir o que precisam ouvir; e nem sempre isso será verdade. Preciso aprender a ficar calada, já diz o velho ditado, a palavra é de prata, mas o silêncio é de ouro. E calar não é só consentir, calar é permitir... permitir que os outros vivam seus pequenos grandes momentos, sem o balde de água fria que traz de volta à realidade, que faz parar pra pensar. Calar é deixar que o outro descubra por si só o caminho das pedras, por mais que você já tenha ido e voltado várias vezes, e saiba que no começo as pedras machucarão seus pés, pra depois entender que isso serviu pra lhe dar os calos que hoje lhe impedem de sentir novamente todas as dores. Preciso mesmo. E preciso, mais que qualquer coisa, arranjar assunto pra escrever, pra ninguém pensar que isso aqui é um blog de auto-ajuda.

Postado por Ah...

Comunidade debaterá construção do beijódromo Darcy Ribeiro

Alunos, professores, técnicos e administração da UnB vão discutir a localização do beijodromo Darcy Ribeiro.

Acredita-se ainda que entrará na pauta se este terá circuito interno de TV, e a quem pertenceriam os direitos autorais das cenas explicitas e as nem tanto, se terá palco para apresentações individuais e coletivas, caso percam o controle da sacanagem, digo, da situação e este vire fudelodromo, se terá alguém para apartar o casal, se tocará uma sirene, se distribuirão gratuitamente camisinhas, papel higiênico, pomadas, máscaras...

Decisões importantes estarão em pauta, como exemplo, se professoras, professores, servidores poderão participar ou só ficar olhando, se terá lugar para lavar as genitálias moles e as meladas após o uso intenso e prolongado, se o fudelodromo poderá ser frequentado por grupos de homossexuais ou grupos de três ou mais pessoas juntas. Aguardemos.

Do blog

Cimento, Cocaína e um Colunista Ensandecido

Diogo Mainardi adora provocar polêmica. Nem sempre é feliz: algumas vezes consegue criar enorme barulho, em outras passa apenas despercebido. Ironia e sarcasmo são algumas das armas que o colunista da revista Veja sempre utiliza para tentar obter o efeito desejado. Quem acompanha os escritos de Mainardi conhece bem suas
posições políticas, tão explicitamente alardeadas e que podem ser sintetizadas na confissão do próprio colunista, em um texto publicado em agosto de 2005: "Quero derrubar Lula". É simples assim, não tem jeito de não entender.

Na edição corrente de Veja (nº 2108, com data de capa de 15/04/2009), Mainardi volta a citar o presidente da República no título de sua coluna, reproduzida ao final deste artigo. "O Lula shakespeariano" poderia ser apenas um texto cômico, uma piada meio sem graça, dessas que nem todo mundo entende. Talvez a melhor coisa seja não levar a sério o que diz o colunista, como se faz com as brincadeiras às vezes bem agressivas dos palhaços de circo. Em certos casos, porém, vale a pena entrar no jogo de Mainardi - por trás das ironias e das palavras bem escolhidas está uma ideologia consumida pelos milhões de brasileiros que assinam ou compram Veja nas bancas.

No texto em questão, a ironia de Mainardi é dirigida ao corte do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) em alguns produtos, em especial o cimento, que o jornalista considerou pequeno. Tal ironia pode ser compreendida na comparação feita entre a medida tomada por Lula em relação ao IPI e o esforço de Barack Obama para recuperar a economia dos Estados Unidos - segundo Diogo Mainardi, o presidente norte-americano "está aumentando o déficit público, num prazo de dez anos, em cerca de 6 500 000 000 000 de dólares (com todos os zeros)", ao passo que Lula teria conseguido reduzir "o custo do saco de 25 quilos de cimento em cerca de 40 centavos (com todos os zeros)".

Até aqui, nenhum problema, certos analistas econômicos meio chinfrins que se lêem por aí devem até concordar com a mui justa comparação de Mainardi. IPI brasileiro e déficit público americano, tudo a ver. Mas vamos em frente.

O que vem na sequência de tão estapafúrdia comparação é que realmente choca no texto de Mainardi: "No Brasil, ao contrário, o corte do IPI do cimento ajudará, indiretamente, uma indústria próspera: a do comércio de drogas. Em primeiro lugar, estimulando o crescimento das favelas. Encasteladas nos morros, elas correspondem, para os traficantes, às fortalezas medievais: Comando Vermelho e William Shakespeare. Em segundo lugar, subsidiando a cocaína. Algumas semanas atrás, o Globo mostrou que os traficantes da Rocinha (o rei do tráfico - o Henrique IV da Rocinha - é conhecido como Nem) misturam cimento à cocaína. O que fez o governo? Zerou o IPI da cocaína por três meses, garantindo uma economia de 40 centavos a cada 25 quilos. Isso sim é uma medida anticíclica", escreveu o colunista de Veja.

Favelado é Traficante


É muito raro ver tanto preconceito junto em um só parágrafo. Na verdade, é realmente incrível que tamanha sandice tenha sido publicada. Sim, trata-se de um texto humorístico e no humor vale qualquer coisa, mas o que vai acima não chega a ter muita graça, lembra as piores e mais infames piadas racistas. Em menos de dez linhas, Mainardi reforça as idéias de que quem mora na favela é traficante, de que é preciso conter o crescimento das favelas e o de que o problema do tráfico de droga está no traficante, e não na sociedade. Tudo isto para não falar da risível acusação ao governo Lula, qual seja a de subsidiar o tráfico por meio da redução de impostos para... cimento. Aí realmente não dá nem para levar a sério, é apenas uma piada nonsense.

Analisando um pouco mais a fundo, estão presentes no texto de Mainardi alguns dos chavões que a classe média brasileira mais gosta, porque jogam no colo do governo problemas sociais bastante complexos e de difícil solução - a questão da droga e da favelização dos grandes centros urbanos. Diogo Mainardi reforça sutilmente a idéia de que a solução é "jogar uma bomba nos morros e acabar com os favelados", tão presente no discurso nem sempre tão envergonhado de certa classe média ultradireitista. Também com a mesma "sutileza" o colunista procura vincular o presidente Lula aos dois pólos negativos de seu texto - drogas e favelas -, apresentando-o como um aliado dos traficantes e dos pobres habitantes dos morros. Assim, fecha-se o círculo: ideal mesmo seria "jogar uma bomba nos morros com o Lula e toda a sua corja lá dentro" - mata-se os traficantes e de quebra devolve-se o país ao governo dos homens bons.

Mainardi gosta de fazer graça e há quem ria das suas brincadeiras, mesmo sem entender direito o que conduz o tipo de humor que o colunista é (bem) pago para fazer. A liberdade de expressão evidentemente comporta este tipo de texto, como suportava, em priscas eras, os editoriais ("Basta!" e "Fora!", no Correio da Manhã) que pediam exatamente o que Diogo Mainardi já pediu em 2005: a derrubada de um governo – constitucionalmente eleito, diga-se de passagem. Se é para rir, melhor pelo menos entender a piada.

Por Luiz Antonio Magalhães

Dinosauros do Rock - Bob Dylan faz críticas aos Rolling Stones

O cantor Bob Dylan criticou o Rolling Stones, afirmando que a banda de Mick Jagger e Keith Richards deveria se reunir com o baixista Bill Wyman, que deixou o grupo em 1992.

Em entrevista à MTV americana, Dylan disse que os considera acabados.

– Não digo que eles não deveriam continuar, mas eles precisam do Bill. Sem ele, são apenas uma banda de funk. Eles só serão os verdadeiros Rolling Stones quando tiverem Bill de volta –. disse ele, que está divulgando seu novo álbum, Together through life, previsto para ser lançado no fim do mês.

Bob Dylan, no entanto, elogiou o grupo em entrevista ao jornal britânico Telegraph.

– O Rolling Stones é a maior banda de rock de todos os tempos. Tudo que veio depois deles, metal, rap, punk, new wave, pop, o que você quiser, você pode traçar de volta até eles. Eles são os primeiros, últimos e ninguém fez melhor até hoje – afirmou.

C/A

O GERALDO VANDRÉ QUE EU CONHECI

“O que foi que fizeram com ele? Não sei
Só sei que esse trapo, esse homem, foi um rei”
(Tributo a um Rei Esquecido, Benito Di Paula)

Eu era um adolescente começando a me interessar pela política quando uma música me atingiu em cheio: Canção Nordestina, do Geraldo Vandré, com aquele seu grito lancinante ("...e essa dor no coração/ aaaaaaaAAAAAAAAIIII!!!!, quando é que vai acabar?") reverberando em todo o meu ser.

Foi meu primeiro ídolo. Acompanhei a consagração da Disparada no Festival da Record de 1966, amaldiçoando o Jair Rodrigues por abrir um sorriso bocó no trecho mais dramático ("...porque gado a gente marca,/ tange, ferra, engorda e mata,/ mas com gente é diferente").

Depois, nos estertores d'O Fino, o programa passou a ser conduzido, uma em cada quatro semanas, pelo Vandré (nas outras, se bem me lembro, os apresentadores eram Chico Buarque/Nara Leão, Elis Regina/Jair Rodrigues e Gilberto Gil/Caetano Veloso).

Num de seus programas, o Vandré declamou o Poema da Disparada, sobre a modorrenta mansidão da boiada, até que um simples mosquito, picando um boi, provoca o estouro, e nada volta a ser como antes. Belíssimo.

Aí o Vandré brigou com a TV Record e saiu da emissora, alegando que um desses seus programas havia sido censurado pelos patrões, por temerem os milicos.

Veio o Festival da Record de 1967 e Vandré, com sua De Como Um Homem Perdeu o Seu Cavalo e Continuou Andando (Ventania) , virou alvo de críticas e maledicências ininterruptas nas emissoras da Rede Record. Diziam até que ele havia contratado uma turba para vaiar Roberto Carlos. Ventania não era mesmo uma segunda Disparada, mas, sem toda essa campanha adversa, certamente teria obtido classificação melhor do que o 10º lugar.

Aconteceu então aquele 1º de Maio esquisito, em 1968, quando o PCB garantiu ao governador Abreu Sodré que ele poderia discursar tranqüilamente na Praça da Sé. O ingênuo acreditou e, mal tomou a palavra, recebeu uma nuvem de pedradas dos trabalhadores do ABC e de Osasco, organizados pela esquerda autêntica. Sodré correu para se refugiar na Catedral... e Vandré foi fotografado ajudando Sua Excelência a escafeder-se! A foto saiu na capa da Folha da Tarde e fez com que muito esquerdista virasse as costas ao Vandré.

No final de junho/68, os operários de Osasco tomaram pela primeira vez fábricas no Brasil (em plena ditadura!). A reação foi fulminante, com a ocupação militar da cidade. Os estudantes, por sua vez, ocuparam a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, na rua Maria Antônia, para mantê-la aberta durante as férias de julho, prestando apoio à greve de Osasco. O Vandré apareceu lá numa noite em que estava marcada uma assembléia para tratar desse apoio estudantil à greve. Foi hostilizado pelos universitários. Lembro-me de uma fulaninha gritando sem parar: "traidor!", "traidor!".

Eu estava lá com companheiros secundaristas da Zona Leste, todos admiradores do Vandré. Então, nós nos apresentamos e fizemos o convite para vir conosco ao bar da esquina, oferecendo-lhe a oportunidade para retirar-se de lá com dignidade, e não como um cão escorraçado. Bebemos, papeamos horas a fio, apareceu um violão e rolaram algumas músicas.

Lá pelas tantas, o Vandré mostrou uma letra rascunhada e cheia de correções, que ele escrevera numa daquelas folhas brancas de embrulhar bengalas (pão). Era a “Caminhando", que tivemos o privilégio de conhecer ainda em gestação.

É importante notar que ele fez a "Caminhando" exatamente para responder aos esquerdistas que o estavam hostilizando. Quis lhes dizer que continuava acreditando nos mesmos valores, que nada havia mudado. Perguntamos por que ele havia socorrido o Sodré. A resposta: "Nem sei. Estava tão bêbado que não me lembro de nada que aconteceu".

Na verdade havia amizade entre ambos, tanto que o Vandré, meses mais tarde, encontraria abrigo no Palácio dos Bandeirantes, onde o próprio Sodré o escondeu quando a repressão estava no seu encalço. Mas, não ficava bem para um artista de esquerda admitir publicamente que mantinha relações perigosas com um governador da Arena, partido de apoio à ditadura.

“Há soldados armados, amados ou não”


Naquele Festival Internacional da Canção da Rede Globo, "Caminhando" foi uma das cinco classificadas de São Paulo para a final nacional no Rio. O que chamou mais a atenção por aqui foi a não-classificação de Questão de Ordem, do Gil, e o desabafo de Caetano Veloso, que acabou retirando sua “É Proibido Proibir” do festival em solidariedade ao amigo (depois de detonar o júri “simpático, mas incompetente” com um discurso célebre, que acabou sendo lançado em disco com o nome de Ambiente de Festival).

No Rio, entretanto, o clima era outro. Numa manifestação de rua, a repressão acabara de submeter estudantes a terríveis indignidades (os soldados chegaram a urinar sobre os jovens rendidos e a bolinar as moças). Isto despertou indignação generalizada na cordialíssima cidade maravilhosa.

O III FIC aconteceu logo depois e os cariocas adotaram "Caminhando" como desagravo. Vandré teve muito mais torcida lá do que em São Paulo. Quando ele reapresentou a música, já como segunda colocada, os moradores de Copacabana abriram as janelas de seus apartamentos e colocaram a TV no volume máximo. Cantaram juntos, expressando toda sua raiva da ditadura.

Reencontrei Vandré por volta de 1980, quando eu estava colaborando com várias revistas de música. Propus-lhe uma entrevista, que ele não quis dar: "Não tenho disco nenhum para lançar, para que falar à imprensa?". Acabamos indo (eu e minha companheira de então) ao apartamento do Vandré na rua Martins Fontes e papeando durante horas – mas em off, ou seja, com o compromisso de nada publicar.

Reparei que ele continuava lúcido, ao contrário das versões de que teria ficado xarope por causa das torturas. Mas, perdera a concisão e clareza. Seus raciocínios faziam sentido, mas davam voltas e voltas até chegarem ao ponto. Para entender a lógica do que ele dizia, eu precisava ficar prestando enorme atenção. Era exaustivo.

O mais importante que ele disse: estaria na mira de organizações de extrema-direita, inconformadas com o gradual abrandamento do regime.

A censura finalmente liberara “Caminhando”, que fazia sucesso na voz de Simone. Vandré explicou que tinha de passar-se por louco pois, se ele tentasse voltar ao estrelato junto com a música, seria assassinado.

Insistiu muito em que não se apresentaria no Brasil enquanto o país não oferecesse garantias legais aos seus cidadãos. Realmente, algum tempo depois, soube que ele marcara um show para uma cidade paraguaia fronteiriça com o Brasil. Quem foi lá vê-lo? Brasileiros, claro...

Quando estudava na ECA/USP, eu fiz um trabalho de teleteatro de meia hora baseado nos personagens e no clima da música Das Terras de Benvirá – sobre uma comunidade de refugiados brasileiros decidindo se já era hora de voltar para a patriamada ou não. Minha pequena contribuição àquele momento (1979) da anistia.

Conheço quase toda a obra do Vandré. E considero o LP francês, Das Terras de Benvirá, uma pungente obra-prima.

“Sem ter na chegada que morrer, amada”

Quanto à promiscuidade com milicos depois de sua volta do exílio, a canção composta em homenagem à FAB e as declarações negando ter sido torturado, a minha opinião é que ele não conseguiu suportar a realidade de que não se comportara heroicamente.

Em várias músicas (como Terra Plana, Despedida de Maria e Bonita), o personagem central era um guerrilheiro. As canções, narradas sempre na primeira pessoa. Ou seja, saltava aos olhos tratar-se do papel que sonhava ele mesmo vir a representar na vida real.

Mas, claro, o Vandré não foi para a guerrilha nem parece ter passado pela prova de fogo nos porões da ditadura com o destemor desejado. Além disto, não aguentou viver muito tempo fora do Brasil e voltou com o rabo entre as pernas. Com certeza, negociou com os militares para poder desembarcar “sem ter na chegada/ que morrer, amada,/ ou de amor matar” (Canção Primeira).

A minha impressão é que, nordestino e machista, ele não suportou admitir que fora quebrado pela tortura e pelos rigores do exílio. Então, preferiu desconversar, embaralhar as cartas, descaracterizar-se como ícone da resistência. Enfim, um caso que só Freud conseguiria explicar (e esgotar).

De qualquer forma, aquele artista que tanto admiramos foi assassinado pelos déspotas, da mesma forma que Victor Jara e Garcia Lorca. Sobrou um homem sofredor, que merece nossa compreensão.

Por Celso Lungaretti, jornalista, escritor e ex-preso político.

TIREM AS CRIANÇAS DA SALA - NEM TODO, NEM TODA

Nem toda nota é um tom, mas quase todos os políticos são uma nota fora, são como papel higiênico, quando não estão no rolo, está na merda.

Nem todo chão é país, mas todos os políticos não respeitam a terra em que vivem.

Nem toda caixa é de papelão, mas quase todo político vive fazendo papel de ladrão.

Nem todo talho é um corte, mas todo político esta sempre com as mãos em cumbuca, ou seja, no cofre público.

Cada um dá o que tem, mas o político tira aquilo que o povo paga com sacrifício seus impostos aos erários públicos.

A consciência é a virtude dos nobres, mas a desonestidade é a marca registrada do político impudico.

Toda flor exala um cheiro bom, mas quase todo político exala um mau cheiro de cão sarnento e ladrão do osso do povão.

O fim do político ladrão é passar pelo cozimento no caldeirão do demônio.

Por Marco Antonio Leite

Outro Lado da Moeda - Discoteca dá dinheiro a clientes mulheres

Uma discoteca na Praia da Rocha, em Portimão, vai dar notas de 5 euros a todas as clientes que se apresentarem no estabelecimento aos sábados, numa acção de marketing qualificada como de "combate à crise".

"Havia muita gente que nos dizia - nós gostávamos de vir sempre, mas isto está mau, não há dinheiro. Por isso, há que subsidiar ou ajudar à saída das pessoas. Nos sábados à noite, às senhoras, cada uma que entrar recebe uma nota de 5 euros", afirma Manuel Filipe, gerente da discoteca Fashion Danceteria, uma discoteca com música ao vivo que funciona na Praia da Rocha, em Portimão.

"Hoje as pessoas estão mal, amanhã vão estar melhor. Se calhar vão-se lembrar que nós não os esquecemos", acrescenta.

Filipe está convicto que a aposta, que assenta na fidelização, trará retorno não só para a 'casa' como para as suas concorrentes: "Até podem gastar esse dinheiro noutros estabelecimentos, não quer dizer que gastem todo na nossa casa. É uma iniciativa que é boa para nós e para os outros, porque se eles saírem vão também para os outros estabelecimentos, ninguém fica seis horas na discoteca", diz.

E se o isco pegar? Não há problema: "Estamos preparados para isso. A casa tem uma lotação de 400 lugares, e se aparecerem 400 mulheres estamos preparados para cumprir a promessa, este sábado e nos próximos sábados", garante Manuel Filipe, convencido de que a proposta original fará história nas noites algarvias.

"Uma casa que oferece dinheiro às pessoas, acho que é mesmo a primeira vez...", conclui.

Expresso

NEGÓCIO DO SEXO EM CRISE

Natália é uma das 400 mil prostitutas de Espanha e queixa-se da falta de clientes, que atribui à crise econômica que atravessa o país, noticia o El Mundo.

Natália é natural do Panamá, está há três anos em Espanha e começou a trabalhar como camareira num hotel, no entanto, devido a um acidente de viação que a obrigou a ficar de baixa durante seis meses, a empresa para quem trabalhava não lhe renovou o contrato. "Há nove meses que trabalho nisto. Mas isto está cada vez mais difícil. Pode ser que melhore em Setembro", afirmou.

Segundo a porta-voz do grupo de defesa das prostitutas, Cristina Garaizabal, as queixas de Natália estendem-se ao resto das "profissionais". "Ultimamente todas as raparigas se têm queixado do descida do número de clientes. Especialmente desde a greve dos camionistas em Junho", explicou.

Esse é também o caso de Cristina, espanhola, que ganha entre 250 a 300 euros por semana no ofício. Começou há alguns meses, segundo conta, porque a empresa onde trabalhava despediu-a. "Que queres que diga? Está tudo muito mal", lamenta.

Kevin, um argentino de 28 anos que recebe os clientes no seu apartamento, queixa-se também da crise instalada no seu "trabalho", ao qual se dedica desde os 20 anos. "Desde há alguns meses que há mais concorrência", afirma.

Kevin afirmou que desde o início deste ano que começou a sentir a diminuição do número de clientes, no entanto, desde o início do Verão que "as coisas estão a ficar piores". "A crise sente-se muito neste tipo de trabalho", garante.

C/A

Kit Enxovais - Prefeitura municipal de Monsenhor Hipólito distribui enxovais

Secretaria de Assistência Social fez a distribuição para gestantes de baixa vulnerabilidade social A prefeitura Municipal de Monsenhor Hipólito, por determinação do prefeito Zenon de Moura através da Secretaria de Assistência Social fez a distribuição de kits enxovais do bebê para gestantes de baixa vulnerabilidade social. Nessa etapa, quinze gestantes foram selecionadas e participaram do curso de confecção do próprio enxoval, promovendo a socialização e integração das futuras mamães.

As gestantes selecionadas receberam os kits enxovais do bebê que contem banheira plástica, cueiros, fraldas, mijões, mantas, toalhas e outros acessórios. A confecção dos enxovais se deu com o envolvimento das gestantes através de um curso realizado pelo Centro de Referência da Assistência Social do município-CRAS, sob a orientação da instrutora Ana Francisca da Conceição.

Segundo Djenani Ocília Bezerra, coordenadora do Centro de Referência da Assistência Social- CRAS, daquele município, com a realização do curso de confecção de enxovais que teve a duração de 15 dias e envolveram 15 gestantes da zona urbana e rural com baixa vulnerabilidade social, as gestantes se integram em uma socialização que tem por objetivo orientar as futuras mamães em relação aos cuidados básicos durante a gravidez e logo a pós a maternidade buscando garantir a efetivação da saúde das crianças.

“O prefeito Zenon Bezerra coloca a disposição do CRAS uma instrutora para ajudar as gestantes a confeccionar os enxovais, além de disponibilizar profissionais para fazer as orientações sobre os cuidados que as gestantes devem ter durante a gestação e após o parto para que as mães estejam acompanhando rigorosamente os critérios para a promoção da saúde das crianças e delas próprias”, disse Djenani.

Ainda conforme a coordenadora do CRAS, o prefeito Zenon Bezerra e a secretaria de assistência social do município, Eneide Modesto Bezerra têm dado ênfase aos trabalhos de promoção a saúde e bem estar dos beneficiários, sobretudo, da população mais carente que precisa dos serviços de assistência.

C/A

PROPOSTA DE TRABALHO HONESTO PARA NOBLÁBLÁBLÁ, O MESTRE DAS PROEMINÊNCIAS VENTRAIS

Noblat, o mestre das proeminências ventrais, deve estar achando que os leitores deste blog (amigosdopresidentelula) são iguais aos que frequentam sua página em O Globo. Por julgar-se uma potestade da imprensa, crê que somos como os aduladores que visitam aquele seu bloguinho de recorta-e-cola. Entra aqui posando de "civilizado", querendo impor as SUAS regras para este fórum, mais como desculpa esmolambada para fugir da raia do que para simular uma suposta polidez.

Sentindo o cheiro de queimado, eis que o "astro" Noblat sai de sua toca global e corre para os blogs "da periferia" a justificar um contrato suspeitíssimo. Suspeitíssimo, sim, senhor! Quer nos convencer de que um jornalista "político" trabalhar "de graça" para o Senado Federal é a coisa mais natural do mundo. Dizer que foi dispensado de uma licitação por causa de seu "notório saber" como produtor musical é - como se diz lá em Pernambuco - uma tremenda mangação. Tá zoando com a nossa cara, mano! Você não está com essa bola toda, não, caro Ricardo José Delgado. Pensando melhor, talvez de bola você entenda alguma coisa. Que o diga seu amiguinho do peito Raul Jungmann...
Você diz que só responderá à mensagens "civilizadas"? Pois bem, eminente jornalista Ricardo Noblat! Vossa Senhoria poderia nos dar o privilégio de saber qual sua verdadeira motivação para não apenas "trabalhar de graça" para o Senado, mas para "doar" a vultosa quantia de R$135.600 àquela Casa parlamentar? Por que Vossa Senhoria esperou DEZ ANOS para pedir repararão por essa verdadeira injustiça?

Aproveitando este ensejo dadivoso, poderia Vossa Senhoria explicar, afinal, por que diabos o senhor não levou adiante o caso da violação do painel do Senado, em 2000, do qual FHC teve conhecimento prévio? Em abril de 2001, querido Noblat, a jornalista Valéria Blanc, sua subordinada no Correio Braziliense - à época, dirigido por sua pessoa - matou a cobra e mostrou o pau. Mas Vossa Senhoria, estranhamente, abafou o assunto em seu jornal.Haveria alguma relação deste episódio com o fato de sua digníssima esposa Rebeca ter fechado um polpudo contrato de comunicação com o Ministério da Reforma Agrária, comandado à época pelo seu dileto amigo Raul Jungmann, esse grande patriota?

Mais umas perguntinhas, insigne jornalista Noblat:

- Vossa Senhoria já viajou pela Pantanal?

- Vossa Senhoria utiliza sua maravilhosa coleção de oito mil CDs na programação do Jazz & Tal?

- A última: Vossa Senhoria aceitaria produzir, de graça, a programação da futura Rádio Cloaca News?

A gente, pelo menos, promete pagar um lanchinho de vez em quando.

Aproveitamos a oportunidade para reafirmar a Vossa Senhoria nossos protestos de elevada estima e apreço.

Civilizadamente,


Ass: Cloaca News - comentário no amigosdopresidentelula

Opinião - DR. GOOGLE ESTÁ PRECISANDO DE UMA RECICLAGEM

Saúde é um dos campeões de audiência quando se fala em busca de informação na internet. Nos últimos anos, a internet possibilitou uma democratização da informação como nunca antes vista, permitindo que o indivíduo que sofre de algum problema de saúde tenha uma postura mais ativa frente ao seu médico / terapeuta, com mais repertório para trocar informações. Por outro lado, a relação com o "Dr. Google" não deixa de ter suas armadilhas, já que a internet quase não tem políticas de regulação sobre seu conteúdo.

Pesquisadores da Universidade de Florença acabam de publicar um artigo no British Medical Journal acendendo a discussão para a criação de algum tipo de regulação na qualidade de informação em saúde. Os autores descrevem a experiência de se digitar o termo "aloe" no Google e nos primeiros resultados da busca poder ser encontrado que Aloe arborescens é indicado no tratamento e prevenção do câncer (efeitos sem comprovação científica), e claro que o site vende o extrato da planta. Essa é uma experiência que qualquer um pode ter ao digitar Ginkgo biloba e receber várias ofertas de que a plantinha é capaz de melhorar o desempenho cerebral, efeitos também sem qualquer comprovação.

É sabido que boa parte dos lucros do Google tem origem na publicidade associada aos termos de busca usados. Isso chega a situações críticas como foi o caso de uma notícia de assassinato nos EUA em que as partes do corpo da vítima foram escondidas em uma mala. Ao acessar essa notícia, podiam-se ver anúncios de malas no topo da página. O Google tem investido no incremento de filtros que impeçam esse tipo situação, mas esses dispositivos ainda precisam de muito aprimoramento. Outra sugestão seria a proibição de links patrocinados quando os termos de busca forem relacionados à saúde. No caso da experiência "aloe", os pesquisadores italianos encontraram o link patrocinado do Padre Romano Zago que cura câncer com Aloe arborescens.

O Google certamente tem grande interesse em aprimorar os mecanismos de filtragem para amenizar os riscos de levar informação errada à população. Enquanto isso não acontece, é importante que os diferentes setores da sociedade continuem a cobrar uma solução para o problema. Antigamente, ao procurar o significado de uma palavra em um dicionário de qualidade, não havia qualquer tipo de surpresa. Hoje, na pescaria do Google, fisga-se peixes graúdos, assim como botinas velhas.

Por Dr. Ricardo Teixeira é Doutor em Neurologia pela Unicamp. Atualmente, dirige o Instituto do Cérebro de Brasília (ICB) e dedica-se ao jornalismo científico. É também titular do Blog "ConsCiência no Dia-a-Dia" e consultor do Grupo Athena.

Krugman teme socialismo para ricos e capitalismo para pobres

Paul Krugman, prêmio Nobel de Economia, comparou os bancos a ''zumbis'' na crise financeira mundial, porque não são capazes de conceder créditos, e defendeu sua nacionalização temporária, em uma entrevista publicada nesta sexta-feira no jornal austríaco Format. “Os bancos são como zumbis. Existem, mas já não conseguem dar crédito. Em consequência, o Estado deve intervir, e se injeta tanto dinheiro no bancos deve também assumir seu controle'', afirmou.

Perguntado se é de fato a favor da nacionalização dos bancos, Krugman destacou que isso não se daria ''por princípio e nem para sempre''. Mas, acrescentou, se os bancos não forem nacionalizados, ''o contribuinte assumirá novamente os riscos, e a economia de mercado apenas coletará os lucros''. ''É como um socialismo para os ricos e um capitalismo para os pobres'', resumiu.

Em relação à gravidade da recessão econômica mundial, Krugman disse que ''de fato, não é possível ser pessimista o suficiente diante desta realidade''. Para o economista, pela primeira vez em duas gerações ''há déficits do lado da demanda, e não consumimos o suficiente para utilizar plenamente a capacidade de produção existente''. Isso cria ''em muitos cantos do planeta o principal freio ao bem-estar'', afirmou.

Sobre a cúpula de dirigentes do G-20, no dia 2 de abril, em Londres, Krugman se declarou ''particularmente preocupado diante da ausência de poder dos políticos'' em relação à crise. ''Mais uma vez vão tentar nos tranquilizar, e dirão que estão com a situação sob controle. Mas, na verdade, a economia mundial está fora de controle, a tal ponto que não é possível imaginar'', alertou.

Do Vermelho

VOU FAZER UM FAVOR "BEM IN-FORMADA" - VOU QUEBRAR SUA TELEVISÃO ! !

isso mesmo, essa-menina
vou quebrar a sua televisão
pode ficar com o cachorro, com a casa,
com o chevette
leve até os CDs
já perdi você pra a televisão
o que me resta?

"resta, pois, olhar pela janela
ver o sangue escorrendo
do tubo de imagem
e lamentar pelas cinco prestações
que enviuvaram o seu bolso"


Por Ricardo Thadeu

Deus Existe - Razões para Crermos em Deus

Disse o ex-presidente da Academia de Ciências de Nova York:

"NÓS AINDA ESTAMOS NO AMANHECER da era científica, e todo o aumento da luz revela mais e mais a obra de um Criador inteligente."

Nós fizemos descobertas estupendas; com um espírito de humildade científica e de fé fundamentada no conhecimento estamos nos aproximando de uma consciência de Deus.

Eis algumas razões para minha fé:

Através da lei matemática podemos provar sem erro que nosso universo foi projetado e foi executado por uma grande inteligência de engenharia.
Suponha que você coloque dez moedas de um centavo, marcadas de um a dez, em seu bolso e lhes dê uma boa agitada.

Agora tente pegá-las na ordem de um a dez, pegando uma moeda a cada vez que você agita o bolso.

Matematicamente sabemos que a chance de pegar a número um é de um em dez; de pegar a um e a dois em seqüência é de um em 100; de pegar a um, dois e três em seqüência é de um em 1000 e assim por diante; sua chance de pegar todas as moedas, em seqüência, seria de um em dez bilhões.

Pelo mesmo raciocínio, são necessárias as mesmas condições para a vida na Terra ter acontecido por acaso.

A Terra gira em seu eixo 1000 milhas por hora no Equador; se ela girasse 100 milhas por hora, nossos dias e noites seriam dez vezes mais longos e o Sol provavelmente queimaria nossa vegetação de dia enquanto a noite longa gelaria qualquer broto que sobrevivesse.

Novamente o Sol, fonte de nossa vida, tem uma temperatura de superfície de 10.000 graus Fahrenheit, e nossa Terra está distante bastante para que esta "vida eterna" nos esquente só o suficiente!

Se o Sol desse somente metade de sua radiação atual, nós congelaríamos, e se desse muito mais, nos assaria.

A inclinação da Terra a um ângulo de 23 graus, nos dá nossas estações; se a Terra não tivesse sido inclinada assim, vapores do oceano moveriam-se norte e sul, transformando-nos em continentes de gelo.

Se nossa lua fosse, digamos, só 50.000 milhas mais longe do que hoje, nossas marés poderiam ser tão enormes que duas vezes por dia os continentes seriam submergidos; até mesmo as mais altas montanhas se encobririam.

Se a crosta da Terra fosse só dez pés mais espessa, não haveria oxigênio para a vida.
Se o oceano fosse só dez pés mais fundo o gás carbônico e o oxigênio seriam absorvidos e a vida vegetal não poderia existir.

É perante estes e outros exemplos que NÃO HÁ UMA CHANCE em um bilhão que a vida em nosso planeta seja um acidente.

É cientificamente comprovado, o que o salmista disse:"Os céus declaram a Glória de Deus e o firmamento as obras de Suas mãos."

Por A. CRESSY MORRISON

Eu blogo...Tu blogas...Nós blogamos..

Tudo começou em 1997, quando Dave Winner, deixou seu emprego de colunista em uma revista e passou a disponibilizar seus textos em um site pessoal. Algum tempo depois, em 1999, outro cara - John Barger- apelidou o formato pra weblog (registro na rede) e o termo pegou quando um navegante brincou com a expressão “we blog”.

Para ter atualização do que seus funcionários faziam na empresa Pyra Labs, Eva Williams inventou uma ferramenta de publicação – o blogger. Mais tarde disponibilizou o serviço na internet e, em 2003, a Pyra Labs foi comprada pela Google. (danado esse Google!)

O blogueiro guia seus leitores a ver o assunto por outras perspectivas e isso é enriquecido ainda mais com os comentários, feitos pelos próprios leitores. Pra vocês terem uma idéia, já teve blogueiro preso por postar opiniões políticas na China... já teve também blogueiro assassinado na Rússia por criticar a administração da prefeitura local, sem falar nos que conseguiram lançar livros e obter fama por conta de um blog.

Segundo a TECHNORATI - empresa que monitora e estuda blogs - existem quase 1 bilhão de blogs no mundo e 175 mil são criados diariamante. No Brasil, segundo o IBOPE/Netratings, o número de brasileiros que acessam blogs cresceu a uma taxa superior a da expansão da internet em 2008.

O que você está esperando para fazer parte da blogosfera? Salvador é a sétima capital brasileira em número de blogs... sabia!? Você falaria sobre o que nele? A FRENTE está anciosa para ler o seu blog e tem muitas novidades ainda esse ano para os que vivem nesse universo blogosférico. Aguarde.

Do Blog da Frente

O DEUS DO ANJO

Um deus foi criado. Monstro concebido. Portador de todas as qualidades.
Um anjo por ele esperava e foi o próprio anjo quem o criou, pelo desejo e pela força, por acreditar que não era impossível.

E deus foi feito à sua imagem e semelhança e o anjo o amou como a si mesmo.
E foi o amor mais puro que o anjo já sentiu.

Só porque ele queria e assim aconteceu.

O anjo então provou do doce sabor da felicidade suprema, que era traduzida em mãos, lábios, cheiro, gosto e gozo.

Tudo real.

Mas deuses inventados não resistem e o seu deus sucumbiu pela vaidade, que não foi criada pelo anjo...

E o anjo provou da dor e do sofrimento, mas cresceu. Ele sabe que os deuses se revelam nas guerras e o seu foi revelado sem máscaras. A fórceps. Pelo próprio anjo, desconfiado da perfeição da sua obra.

Um punhal cravado não somente nas asas do anjo, mas em seus sonhos mais puros.
Ilusão consentida.

E como numa maldição, criatura sacrificada pelo criador.

Seu deus é agora humano e só. Como sempre foi antes e sempre.

Para o anjo sem asas, resta a certeza de que amou e foi amado. Intensamente e do jeito mais bonito que já existiu.

E essa certeza faz com que o anjo seja feliz só pela lembrança do que viveu.
Seu deus foi sagrado, e assim o será, para sempre.

Por Dulce Miller - no moça dos sonhos

ESPALHAR RUMORES SOBRE ECONÔMIA É CRIME !?


Um polêmico autor de um blog que teria lançado rumores falsos sobre a economia sul-coreana, conhecido como "Minerva", será julgado em Seul por um tribunal especializado em questões financeiras, informou hoje a agência de notícias local "Yonhap".

Um blogueiro, de 31 anos e sobrenome Park, ficou famoso na Coreia do Sul após fazer vários prognósticos muito precisos sobre a crise econômica global. Entre suas estimativas estava a quebra do gigante banco de investimentos americano Lehman Brothers.

Apesar do acerto de seus artigos, Park é um homem desempregado com educação limitada e total inexperiência no setor econômico.

As autoridades alegam que os posts do blog de Park, que escrevia sob o pseudônimo de "Minerva", custaram ao país pelo menos US$ 2 bilhões em perdas de reservas estrangeiras.

A audiência judicial de Park se centrará em determinar se os comentários do blog eram falsos, dize a acusação.

Caso seja considerado culpado, Park, que jura inocência, pode pegar uma pena de no máximo cinco anos de prisão.

O blog do "Minerva" aumentou sua popularidade à medida que os efeitos da crise econômica eram mais evidentes na Coreia do Sul, especialmente entre os opositores do Governo.

Park assegura que é inocente das acusações de falsidade dos textos em seu blog, onde disse ter postado para ajudar "os menos privilegiados a compreender melhor as circunstâncias".

Agência EFE

Reflexão - Da guerra cega à paz possível

A guerra não é um grande momento para sutilezas e elegâncias, salvo para quem, numa posição de segurança, dela se queira servir como de um tabuleiro de xadrez. Quando a vida e a morte se confrontam, quando o medo e a impiedade se olham de frente, é impossível pensar com ponderação e falar serenamente. Qualquer pessoa sabe disso, mas sabe-o melhor quem já esteve sob fogo em teatro de guerra. Nesses momentos a linha que separa coragem e cobardia, júbilo e lamento, controlo e descontrolo, torna-se invisível, e qualquer um, em poucos segundos, passa de cordeiro a lobo. Ou o contrário. Na guerra que habitei, vi homens religiosos dispararem sobre crianças (e, sim, vi depois essas crianças mortas), seres que me habituei a reconhecer como pacíficos perderem totalmente a compostura e chorarem ao meu lado como bebés. E o contrário também: pessoas em quem nem tinha reparado que, num repente, foram buscar forças e coragem a um lugar desconhecido. Pelo meio, toda a gente diz tudo aquilo que lhe vem à cabeça, berra ou fica imobilizada, dispara à toa ou foge, faz juras de ódio particularmente perigosas quando transporta ao ombro uma espingarda-metralhadora.

Mesmo longe desses lugares terríveis, olhando-os apenas através dos monitores coloridos das nossas televisões e dos nossos computadores, esse envolvimento emotivo assalta-nos o raciocínio, torna-nos cegos e impulsivos, sendo preciso algum sangue-frio para conseguirmos discorrer sem levantar a voz sobre aquilo que vemos. Uma tarefa quase impossível, como se pode ver pelos posts que lemos sobre a guerra terrível que ocorre em Gaza, com quase todos a escreverem frases com pontos de exclamação, tomando um e outro dos lados em confronto, guardando para melhores dias a possibilidade de se questionarem. Claro que os completos consensos jamais serão possíveis e que sempre existirão pessoas para quem o mundo é apenas branco-alvo e preto-carvão: essas só gritam contra a guerra porque um dos lados nela leva a melhor, mas anseiam pelo dia da vingança, no qual agredirão o agressor. Hoje, numa viagem matinal pela blogosfera lusitana, encontrei até um texto que compara aos nazis os responsáveis palestinianos da Fatah que se opõem ao Hamas. Outro identifica «inequivocamente» a causa da Palestina com um sinal do avanço do «fundamentalismo islâmico». Outro ainda diz da violência israelita ser esta «pior que o Holocausto». E a maioria dos comentadores, mesmo alguns dos mais clarividentes e respeitados, vê apenas a agressão israelita, não referindo que os responsáveis do Hamas possuem como meta declarada, para a qual apontam sem concessões, a «destruição de Israel», e que foram eles mesmos a quebrar o cessar-fogo, contra a posição negociadora da Fatah. Como ignoram a existência de um amplo movimento israelita a favor da paz e de um grande número de objectores de consciência que, contra o expansionismo sionista, propõem uma abordagem do conflito que passe pela aproximação entre vizinhos historicamente destinados a entenderem-se.

Observamos por todo o lado manifestações cegas, claras deturpações e mesmo mentiras (o «subcomandante Marcos» chegou ao ponto de inventar uma declaração inexistente de Barack Obama sobre o seu apoio à invasão de Gaza). E reconhecemos posições que, de tão marcadas pela «ira da guerra», se mostram inúteis, contraditórias e perigosas. Não parece que devamos ir para a rua gritar indiscriminadamente «a favor do Hamas» ou «contra Israel», sendo apenas «pelos palestinianos» e «contra os judeus». Nem escolher obrigatoriamente a posição contrária, de aplauso de tudo aquilo que o governo israelita resolva fazer, incluindo o bombardeamento metódico de populações civis com as quais os «heróicos combatentes» do Hamas resolveram misturar-se. No levantamento de uma forte corrente da opinião pública internacional, partilhando a convicção de que a paz é possível – a paz, não apenas mais um cessar-fogo – e pressionando os governos para que tomem iniciativas sérias nesse sentido, residirá mais tarde ou mais cedo uma boa parte da solução.

Por Rui Bebiano

Ano de 2009 vai começar um segundo mais tarde


O ano de 2009 vai começar oficialmente um segundo mais tarde, depois de todos os relógios do mundo se ajustarem à rotação cada vez mais lenta do eixo da terra, anunciou este domingo o Observatório Naval dos Estados Unidos.

Assim, quando na quarta-feira os relógios marcarem 23:59:59 do chamado «tempo universal», mais conhecido como meridiano de Greenwich, será adicionado oficialmente um segundo extra.

O Observatório, que tem a seu cargo o relógio oficial do Pentágono, explicou que o ritmo da variação da rotação da Terra «ocorre a taxas que são afectadas pela mutação das marés e outros factores».

«Este é o vigésimo quarto segundo extra que é adicionado à hora universal, uma escala uniforme de medição do tempo mantida por relógios atómicos em todo o mundo desde 1972», pode ler-se num comunicado do Observatório citado pela agência EFE.

«Historicamente a medição horária do tempo está relacionada com a rotação média da Terra em relação aos corpos celestes e segundo a qual foi definido este marco de referência», explica a instituição.

A invenção dos relógios atômicos definiu um «tempo atômico» com uma escala muito mais precisa e com um segundo que é independente da rotação do planeta.

Em 1970, um acordo internacional estabeleceu duas escalas de medição do tempo: uma relacionada com a rotação da Terra e outra com o tempo atómico.

«O problema é que a rotação da Terra está mais lenta de forma gradual, o que requere a inserção periódica de um segundo extra à escala de tempo atómica para manter ambas a um segundo uma da outra», conclui o Observatório.

SOBRE OS MALEFÍCIOS DO CONVÍVIO COM FAMOSOS

Nos Sherry, dona de casa de 42 anos, armazenava uma droga na sua casa. O New York Times, onde li a história, é cuidadoso, não diz que ela traficava, mas a fórmula que usou, "armazenava", aponta para aí. Na quinta-feira, ela foi presa e só saiu depois de pagar uma caução de cinco mil dólares.

Sherry mora no Alasca. Pode parecer estranho que o grande jornal da costa atlântica trate de um caso banal e acontecido a milhares de milhas. E trate-o com destaque. E, com caução só de cinco mil dólares, Sherry não era certamente a reencarnação do colombiano Pablo Escobar. E isso de uma dona de casa traficar droga já não nos espanta depois da magnífica série televisiva Weeds (em Portugal, "Erva"). Ser burguesinha e mãe extremosa já não impede de ganhar a vida vendendo maconha.

Então, porquê o interesse dos jornalistas (e do público, já que os jornalistas não trabalham para aquecer)? Sherry é de Wasilla. Isso, leitor, acertou: a cidadezinha de sete mil habitantes onde Sarah Palin foi presidente da câmara, antes de ser governadora do Alasca e de nos entrar em casa como parceira de John McCain nas presidenciais americanas.

Sherry e Sarah vão ser comadres, como se diz na minha terra das mães de um casal. Sherry é mãe de Levi, de 18 anos, que engravidou, antes de casar, Bristol, de 17 e filha de Sarah. Dias depois de McCartney ter escolhido Sarah Palin para defender as posições conservadoras, soube-se do percalço. Os jornais interessaram-se pelo assunto. Um dos episódios mais extraordinários da mais extraordinária das campanhas eleitorais americanas foi quando o mundo viu o desengonçado Levi com a família Palin à espera do candidato presidencial num aeroporto. McCartney pôs a mão no ombro de Levi e adivinhamos-lhe o que segredou: "Meu rapaz, tens de desfazer a tua falta!"

Então, Levi foi o primeiro da sua família a amargar a proximidade dos poderosos ou famosos. Felizmente, Palin não foi eleita, senão o rapaz nunca se livraria da fama de ter casado para não ter o FBI e a CIA à perna. Mas não deve ter deixado de ouvir bocas dos amigos. Ele e Bristol, como todos os adolescentes, mereciam ter tido um namoro fora dos olhares do mundo (e mundo não está aqui exagerado).

Agora, foi a mãe, Sherry. Levada à esquadra num lugarejo como Wasilla, não podia ter escondido a prisão aos vizinhos. Mas aquela prima da Califórnia talvez nunca viesse a saber pela CNN que Sherry enrolava uns charros. Ei-la na longa e antiga lista dos desconhecidos que se tramaram por conviver com famosos. Sherry agora emparceira com São José. Também este nada fez para ser vedeta e acabou no papel incómodo que a História lhe reservou.

Por Ferreira Fernandes

Pesquisa discute como os cientistas lidam com o erro

Cientistas dificilmente falam sobre os erros cometidos em suas pesquisas. Trata-se de um assunto tabu, principalmente fora da rotina do laboratório de pesquisa. “Mas os relatos sobre erros são bem mais interessantes do que aqueles em que tudo dá certo. Porque neles aparecem mais elementos para se pensar sobre como a ciência funciona”. Partindo dessa perspectiva é que Iara Maria de Almeida Souza, do Departamento de Sociologia da UFBA, discutiu na 32a Reunião Anual da Anpocs, que acontece essa semana em Caxambu (MG), o erro no cotidiano dos cientistas.

Intitulada “Os experimentos que dão errado e as contingências na vida de laboratório”, a pesquisa consistiu numa etnografia junto aos cientistas do Laboratório de Engenharia Tecidual e Imunofarmacologia (Leti), da Fiocruz da Bahia. As atividades do laboratório envolvem em sua rotina a manipulação de células-tronco e experimentos com animais, como por exemplo, a diferenciação de células-tronco em células do fígado para que nelas sejam testadas a toxicidade de alguma substância. “A questão é que essa rotina do laboratório não é tão previsível como a princípio pode parecer. Ela está repleta de contingências concebidas como ‘erros’ pelos pesquisadores e que precisam ser justificados para que tudo continue a funcionar”, lembra Iara. A pesquisadora se deteve, então, nas justificativas que os cientistas tecem para esses erros.

Células que não se replicam - e ninguém sabe o porquê – e “morrem”, ratos e camundongos “estressados” ou que receberam outro tipo de ração, ou que comeram quando deveriam estar em jejum (e vice-versa); culturas de células contaminadas; produtos com validade vencida. Essas são algumas das causas mencionadas para justificar os erros.

Não é minha culpa

Tanto nos casos de experimentos que precisam ser repetidos (porque falharam), quanto no caso das pesquisas que “não dão certo” por não alcançarem os resultados esperados, o erro tende a ser justificado, pelos cientistas, através de aspectos empíricos da pesquisa, atribuindo causas e culpas aos “outros”: animais, tecidos, órgãos e outros elementos do corpo humanos – como as células. Por isso, todas as justificativas dadas passam pela relação dos cientistas com eles.

Nos próprios relatos dos cientistas, portanto, células, animais e órgãos do corpo humano e animal – fígados, rins, cérebro, glândulas etc. - atuam. A agência, aqui, não é pensada em termos de intencionalidade, mas de produção de efeitos na ação de outros atores. Assim é que cientistas se relacionam com os animais e o corpo humano, objetificados em suas pesquisas, quando “tudo vai bem”; tornados agentes nas justificativas para os erros cometidos quando “tudo vai mal”.

Seria preciso, então, atentar para as situações em que essas relações entre humanos e não-humanos se multiplicam e se tornam mais visíveis. Os estudos inspirados no trabalho do antropólogo Bruno Latour tendem a se concentrar nas chamadas controvérsias sociotécnicas. Segundo Iara Souza, outra possibilidade são justamente as situações em que erros são cometidos, em que acidentes acontecem. Nelas, há uma quebra das expectativas, uma ruptura na rotina do laboratório em que os cientistas têm que lidar com o imponderável.

Por Carolina Cantarino

Sucessão - Ministra deve herdar votos de Ciro e de Heloísa


Como tenho dito em relação a eleição presidencial de 2010, trata-se, meus amigos, meus amigos, de uma questão de disputa política e o PT deve se concentrar nesse objetivo. A ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, tem condições de ser herdeira do eleitorado do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) e da vereadora de Maceió, Heloisa Hdelena, do PSOL.

A questão aí é de novo política e dependerá de como saímos da crise, e de como o presidente Lula e o PT constróem a candidatura de sua chefe da Casa Civil, seu programa, idéias, e suas alianças.

O PSDB caminha para ter apoio do DEM, do PPS e vai disputar o do PV. A questão é saber se o PT terá o apoio do bloco PSB -PDT-PC do B, e particularmente do PMDB. E se manterá a aliança com o PR do vice-presidente da República, José Alencar.

Dilma, ao contrário de todos os outros candidatos, ainda não é conhecida do eleitorado, sequer dos que votam no PT, quase 20% da totalidade de votos do país. Ela tem, assim, um longo caminho a percorrer, mas já deve começar a se igualar com Ciro e Heloisa nas próximas pesquisas. Como a eleição é em dois turnos, o desafio é ir para a segunda rodada e vencer.

Por ZD

Norte-americana é punida por levar usuária do MySpace ao suicídio


Mulher passará um ano na prisão e pagará US$ 300 mil pelas acusações de mau comportamento. Defesa recorreu da decisão judicial.

Uma norte-americana acusada de criar um perfil falso no MySpace para atormentar uma garota que, mais tarde, cometeu suicídio foi condenada sob três acusações de mau comportamento e absolvida de punição criminal.

Um júri da Califórnia, nos Estados Unidos, condenou Lori Drew por acessar ilegalmente um computador e criar uma conta no MySpace sob nome fictício, informa um porta-voz do júri, Thom Mrozek.

A mulher passará um ano na prisão e deverá pagar 100 mil dólares de multa para cada uma das três acusações. Caso Lori não tivesse sido absolvida das acusações criminais, poderia pegar até cinco anos de prisão.

A defesa recorreu da sentença e um novo julgamento ocorrerá em 29 de dezembro. Além disso, pediu que o caso seja "esquecido". Devido às pendências, ainda não foi estabelecida uma data para a sentença final.

O perfil falso criado por Drew era de um garoto adolescente de boa aparência chamado "Josh Evans". Ele tinha uma foto encontrada na internet a fim de atrair a garota para um relacionamento online e, em seguida, ridicularizá-la.

"Josh" terminou o relacionamento com a garota de 13 anos de idade chamada Megan Meier, que logo após se enforcou. O plano foi criado após a filha de Drew se desentender com Meier.

Autoridades de Missouri, onde o incidente aconteceu, não proseguiram no caso mas um procurador da Justiça de Los Angeles sim, buscando a acusação de que Drew acessou ilegalmente servidores do MySpace.


Configurando uma conta sob um nome fictício, ela violou os termos de serviço do MySpace, afirmou Mrozek. Ele disse, porém, que o caso não é sinal de uma repressão generalizada de contas "fake" na internet.

"Nunca tivemos pretensão alguma de que isso se torne um tsunami de acusações relacionadas a pessoas que criam nomes diferentes na internet. É um caso único que tem conseqüências muito trágicas e, depois de uma profunda revisão, pensamos que merecia ser indiciado", completou Mrozek.

Por Stephen Lawson

Uma Nova Ordem - Ética no jornalismo


O jornalismo é irmão siamês da ética e tem como objetivo servir à sociedade. Mas quem faz do jornalismo sua profissão nem sempre se depara com situações em que mocinhos e bandidos são fáceis de reconhecer.

Se você vê uma criança raquítica, retrato da fome e da miséria, sendo observada por um abutre, qual seria a sua postura? Você teria a frieza de gravar a imagem de um homem enfrentando um tanque de guerra? E se uma menina corre em sua direção, toda queimada por napalm, nua e desesperada, o que faria? Essas três situações marcaram época, foram registradas e premiadas no mundo todo como prova de excelentes trabalhos jornalísticos. Eles foram éticos? “No exercício cotidiano da cobertura dos fatos que interessam à sociedade, a conduta ética se mistura com a própria qualidade técnica de produção do trabalho”, diz o professor de Comunicação, Rogério Christofoletti, em seu livro Ética no jornalismo, lançado pela Editora Contexto.

No Brasil a discussão sobre a ética jornalística não passou à margem dos fatos internacionais, com erros como no caso da Escola Base, em São Paulo, e acertos como as investigações que derrubaram o presidente Collor. Qual é a relação possível com a fonte? Até onde ir para conseguir uma manchete? O repórter pode omitir sua identidade para conseguir uma boa informação? Ética no jornalismo convida o jornalista a se questionar o tempo todo, para que sua atividade não perca a razão de ser. O aprendizado de ética não se limita à sala de aula, mas este é um espaço privilegiado para a discussão do tema. Christofoletti lembra que “não existe uma ética só” e conta no livro, dividido em seis capítulos, o valor que ela tem dentro da profissão e tudo que envolve essa conduta que gera muita controvérsia.

No primeiro capítulo, “Pontos de partida para a discussão”, o autor fala dos diversos mitos gerados pela ética, seja ele criado para defender a ética individual ou para justificar a postura do jornalista. Explica como nasceram algumas frases de efeito do tipo: ‘Ética é um assunto acadêmico’ ou ‘Ética se aprende na escola’. No capítulo seguinte, o leitor é convidado a refletir sobre “Valores, credibilidade e ética”, em que aparecem outros fantasmas jornalísticos: imparcialidade, glamour e poder que a mídia gera.

“Cuidados éticos nas coberturas de política e economia” é o terceiro capítulo, em que estão as preocupações com duas editorias que mexem com grupos e idéias estabelecidas, que mudam de interesses e opiniões conforme a região do país. Assim como no quarto capítulo, “A conduta nas coberturas de violência, cultura e esportes”, que discorre sobre áreas em franco crescimento nas suas coberturas e não são mais feitas por leigos, como antigamente. Hoje existem profissionais especialistas em cada uma dessas áreas.

No quinto capítulo, Christofoletti fala sobre “Códigos e regras do jogo”, explicando que na sociedade existem leis que obrigam o cidadão a segui-las. Mas dentro do jornalismo, somos regidos por normas que não são impostas, são códigos de conduta. No sexto e último capítulo, “Jornalismo, ética e novas tecnologias”, o autor levanta as questões da modernidade. Como o computador se tornou uma importante ferramenta de trabalho, ao mesmo tempo em que plantou mais o jornalista dentro da redação ou dentro da sua própria casa.

Nas considerações finais, há dez indagações para ajudar o jornalista no seu posicionamento ético. “Ao longo desse livro, diversas situações foram descritas para motivar a reflexão ética no jornalismo”, escreve Rogério Christofoletti. Ele lembra que a sua intenção “é incentivar o raciocínio sobre os princípios e valores morais na carreira jornalística”. Uma leitura importante para todos os profissionais da área, alunos e professores de jornalismo.

Por Rogério Christofoletti, professor e pesquisador da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (usp), é membro do Conselho Administrativo da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (sbpjor). Como jornalista, atuou nas editorias de Polícia, Política, Economia, Geral e Cultura de jornais de São Paulo e Santa Catarina. É autor e organizador de livros nas áreas de Jornalismo e Educação, bem como de artigos em periódicos científicos no Brasil, Portugal, Peru, Equador e Colômbia

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José Serra, também conhecido por Ferra, Cérebro, Vampiro Anêmico, Mr. Burns, Hannibal Lecter, Tutankhamon, Dr. Silvana, Dr. Evil, Lex Luthor ou mesmo pelo seu famoso slogan "Finge que funciona!", é o único ser deste planeta que se acha capaz de enfrentar a ira de Chuck Norris.

Como todo bom tucano, José Serra gosta de pular de galho em galho.

A cada dois anos ele se candidata a um cargo diferente, que vai de síndico de São Paulo a presidente da cooperativa dos políticos (puta) do Brasil (Ou seja, o Brasil).

Segundo a Desciclo.pedia.